quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Abrantes na rota dos Colmealenses







O Castelo de Abrantes que os Colmealenses terão oportunidade de visitar no próximo domingo, dia 21 de Setembro, por ocasião do almoço do 83º aniversário da União Progressiva, já de longe se avista, tal qual sentinela vigilante na linha de fronteira entre a Beira e o Alentejo. Este castelo fazia parte de uma linha de defesa do Tejo e era apoiado pelos vizinhos castelos de Tomar e de Almourol.

Abrantes foi conquistada por D. Afonso Henriques, que lhe concedeu foral em 1179 e a entregou à Ordem de Santiago, criando assim as necessárias condições à instalação de colonos e ao desenvolvimento económico a partir de um rio que era uma enorme fonte de riqueza e navegável até Lisboa.

A Igreja de Santa Maria do Castelo foi mandada edificar por D. Afonso II e depois de um tremor de terra que a deixou muito danificada foi reconstruída no primeiro terço do século XV pelo alcaide-mor Diogo Fernandes de Almeida, pai do 1º conde de Abrantes. Panteão dos Almeidas, nela se destacam os seus túmulos góticos e na capela-mor os belos azulejos sevilhanos e o retábulo.

Espraiando o nosso olhar para a urbe do Jardim do Castelo, percebe-se a sua expansão para fora do recinto amuralhado (as muralhas atestam bem o valor estratégico de Abrantes). Numa primeira fase, à volta das Igrejas de São Vicente e de São João Baptista (séculos XII-XIII) e da Casa da Câmara, e mais tarde, já no século XVI, acompanhando a implantação das ordens mendicantes e da Santa Casa da Misericórdia. Ladeando o que é hoje o Jardim da República, antigo Rossio da cidade, encontra-se o Convento de São Domingos.

Todo este centro histórico convida ao passeio pelas ruas estreitas e floridas, onde se descobrem antigos palacetes e belos espaços de descanso que permitem também saborear a doçaria regional – as tigeladas e a famosa “palha” de Abrantes.

UPFC

Fotos de António Santos e Internet.

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