segunda-feira, 29 de setembro de 2014

COLMEAL EM TRÁS-OS-MONTES (2)


A União Progressiva da Freguesia do Colmeal foi de 12 a 15 de Setembro ao Nordeste Transmontano com seis dezenas de associados e amigos da colectividade tendo nesta viagem oportunidade de “descobrir” uma das regiões menos conhecidas de todos: Trás-os-Montes, com uma beleza particular que a torna única.

Com as suas magníficas paisagens onde a Natureza é rainha, os monumentos e as cidades cheias de história, passámos quatro magníficos dias. Já vos demos conta do primeiro. Vamos agora ao segundo.




No sábado, segundo dia do nosso programa, saímos com destino a Miranda do Douro onde fomos recebidos na Estação Biológica Internacional na fronteira com Espanha para um cruzeiro ambiental no Parque Natural do Douro.





Na viagem que é feita ao longo de um troço do Douro Internacional situado a montante da Barragem de Miranda do Douro fomos acompanhados por uma especialista da Estação Biológica que nos foi dando explicações sobre pontos de interesse que se podem avistar nas arribas, como um ninho de cegonhas, uma queda de água, uma águia, uma ermida e do mais relevante da fauna, flora e geologia natural do Parque.




No decurso do passeio desembarcamos no Vale d’Águia para fazer uma curta visita a um projecto Luso-Espanhol de conservação etnográfica e ambiental.












Toda esta área por onde navegámos é de uma beleza paisagística ímpar, e com um valor particular em termos de biodiversidade, marcada sobretudo pelo estatuto de conservação da avifauna que aqui inverna ou nidifica, e de que se destacam: Águia-real e Cegonha-negra (em perigo de extinção), Abutre-do-Egipto e Gralha-de-bico-vermelho (vulneráveis); Águia-de-Bonelli e Falcão-peregrino (espécies raras).










Já no final deste magnífico cruzeiro que a todos encantou e após degustarmos um vinho do Porto assistimos a uma exibição didáctica e interactiva com aves de rapina.











Chegados ao restaurante do Hotel Parador Santa Catarina tivemos oportunidade de apreciar e saborear a famosa “Posta à Mirandesa”, onde, depois, e já no espaço exterior, os Pauliteiros de Miranda com os seus garridos trajes típicos de saias nos esperavam para obsequiar e contagiar o grupo com uma admirável actuação do seu riquíssimo folclore. A dança do pau é acompanhada pelo toque da “gaita-de-foles”, uma herança da ocupação celta da região durante a Idade do Ferro. E ainda deu para “aprender” um pouco de “mirandês”, língua que só se fala na região.












 



A visita à Sé Catedral de Miranda do Douro, monumento renascentista edificado no século XVI, permitiu-nos admirar o seu altar-mor, um fabuloso retábulo da mesma época com 56 imagens bíblicas e uma enigmática figura religiosa que a todos encantou – o Menino Jesus da Cartolinha.








 




Seguiu-se uma visita ao Museu da Terra de Miranda, instalado num edifício seiscentista, com um espólio composto por colecções de arqueologia de diversos períodos históricos, assim como por uma significativa mostra etnográfica da região de Trás-os-Montes. O núcleo de maior valor é o que alberga o espólio dedicado à Terra de Miranda, região com características muito acentuadas e bem definidas, dotada de língua própria, a 2ª língua oficial de Portugal desde 1999: o mirandês.


No final do dia regressámos a Bragança para o jantar e dormida.

UPFC
Fotos de A. Domingos Santos