quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Canoagem no Ceira – 2014




Aproxima-se um fim-de-semana diferente para o Colmeal e para as aldeias circunvizinhas. Animação, juventude, colorido e boa disposição vão quebrar a monotonia e o silêncio que teima em pairar nas cercanias do concelho.

No fim-de-semana de 22 e 23 de Fevereiro a canoagem vai voltar ao rio Ceira, aquele rio que tão bem conhecemos e que no Verão nos refresca na passagem da sua água cristalina. 

Teremos de novo o entusiasmo de quem gosta da sua aldeia, da aldeia que o viu nascer, a ele e aos seus irmãos. O Mário “da Eira”, como é mais conhecido entre todos nós, o Carlos Dias e o Pedro Carvalho formam um trio de respeito e com a sua organização “Kompanhia das Águas” vão liderar a realização neste fim-de-semana, de mais uma descida no rio Ceira, que estamos certos, irá fazer deslocar ao Colmeal dezenas de praticantes da modalidade.

O programa contempla a recepção aos canoístas a partir das 19 horas de sexta-feira. Para estes haverá pequeno-almoço no sábado antes da saída para o rio às 10 horas. A refeição que a todos irá retemperar as forças está prevista para as 18 horas.

No domingo, dia 23, a alvorada está marcada para as 8 da manhã, dando tempo para o pequeno-almoço que “será servido” pelas 9. A saída para o rio será uma hora depois com almoço marcado para as 2 da tarde.

Tal como o cartaz alusivo ao encontro nos anuncia, o “Chef” Dias será mais uma vez o grande responsável pelo “menu”, uma agradável surpresa, mas que a experiência adquirida nos anos anteriores nos dará antecipadamente a garantia de “satisfação total”.

A inscrição por pessoa será de 10,00 euros + 3,00 euros para seguro (no caso dos participantes da descida). Os dados necessários para o seguro são os seguintes: nome completo, data de nascimento e bilhete de identidade ou cartão de cidadão.

Conforme nos assegurou muito confidencialmente o “Chef” Dias… depois, será o regresso a casa com o papinho cheio de rio e de boa comida.

Não deixe de se inscrever quanto antes. Pode fazê-lo para: Mário Martins – 933281944; Carlos Dias – 967849386 ou Pedro Carvalho – 967062711. Ou se preferir, para o nosso endereço electrónico upfcolmeal@netcabo.pt .

A Junta de Freguesia e a União Progressiva darão, como habitualmente, o seu indispensável apoio a esta iniciativa, que muito tem contribuído para a divulgação da nossa região.

UPFC 



Magusto no Colmeal














Foi no passado dia 3 de Novembro. Os chuviscos que nos tinham presenteado na véspera já haviam partido para outras paragens e a tarde esteve de feição para todos os que se juntaram no Largo para viver/reviver esta antiga tradição.
Muita caruma apanhada e recolhida em tempo seco e que os nossos habituais especialistas na matéria espalharam para depois lançar o fogo. As castanhas iam estalando e o carvalheiro, manejado por quem sabe, remexia o magusto.
Água-pé, jeropiga, e boa disposição foram os indispensáveis ingredientes que não faltaram para uma tarde bem passada. O Rancho Folclórico Serra do Ceira brindou-nos com a sua presença e ainda se fez o gosto ao pé.
A União Progressiva da Freguesia do Colmeal manteve a tradição.
 

Fotos de Francisco Silva e A. Domingos Santos

No Colmeal - Novo espaço de lazer








Foi no dia 15 do mês de Setembro de 2013 que no Colmeal foi inaugurado um novo espaço de lazer a que se deu o nome de «Cantinho da Saudade». Carlos de Jesus, presidente da Junta de Freguesia era um homem feliz por ter finalmente resolvido um problema que se arrastava há demasiado tempo. A partilhar este momento teve a seu lado os presidentes da Câmara e da Assembleia Municipal de Góis, vereadores, outros autarcas, dirigentes de colectividades regionalistas e muitos Colmealenses.

A União Progressiva da Freguesia do Colmeal que sempre manifestou preocupação e interesse por uma solução que a todos servisse esteve presente com vários dos seus dirigentes. Da curta intervenção que o seu presidente proferiu, destacamos:

Aqui existiu, neste local, a casa mais rica do Colmeal. A Casa Mendes, como então era conhecida. Recordo de a minha avó, mãe de minha mãe, me falar que quando era pequena, raparigota, tal como tantas outras da idade dela, aqui ter servido, aqui ter trabalhado para o Senhor Mendes.
Os anos foram passando, a casa foi vendida, comprada, revendida, esquecida e as paredes foram-se cansando de tanto esperar por um destino que tardava e era desconhecido.
A degradação foi tomando conta dela. Por questões de segurança foram derrubadas partes das suas paredes grossas. Mas o perigo continuava e este cartão-de-visita envergonhava-nos a todos. Era difícil tornear a questão porque a casa era particular.
Estivemos numa reunião em finais de 2005 onde nos foi apresentado um projecto para neste local se instalar um centro de Dia. Espaço demasiado exíguo e estimativa de custos demasiado elevada para o que se pretendia. As vozes discordantes fizeram-se ouvir e com razão. Depois, o tempo foi passando.
Quase oito anos depois, aqui estamos, neste final de tarde, para nos associarmos a uma obra que foi feita quando pôde ser feita, que avançou quando foi possível.
Damos-lhe os parabéns pela obra que apresenta, pelo espaço que hoje vai ser inaugurado e que a partir de agora estará à disposição dos Colmealenses, por este «Cantinho da Saudade» que apaga definitivamente da nossa memória a nódoa, o perigo e a vergonha que aqui estava.”

Fotos de A. Domingos Santos


Alargamento do adro

Outro pormenor a que se deu início foi ao alargamento do adro, mercê da cedência de terreno por parte dos proprietários confinantes. Todos cederam de boa vontade o espaço necessário, e falta apenas contactar com um deles. A srª Maria de Jesus de Almeida, de Ádela, e o sr. José dos Santos Ferreira, de Colmeal, cederam o terreno das oliveiras que possuíam; os srs. Manuel dos Santos de Almeida, Alfredo Francisco de Oliveira e Eduardo Ferreira de Almeida cederam dois metros de terreno para o lado poente, e o sr. Manuel dos Santos de Almeida cederá ainda, do lado norte, a seguir à eira, uma pequena faixa no caso de se proceder a alargamento também deste lado. Falta apenas contactar um proprietário, que por certo não levantará dificuldades. Com o alargamento do adro embeleza-se o recinto e economiza-se a remoção de pedras e entulhos da torre, que assim se aproveitam. Como igualmente se aproveitaram os materiais retirados nas obras actuais (telhas, madeiras, portas e lenha) que foram vendidos em hasta pública no passado dia 29 de Agosto.

in Boletim “O Colmeal” nº 135 Julho-Set. 1976