quarta-feira, 22 de maio de 2013

Góis: Morreu José Cabeças




José Cabeças, ex-presidente da Câmara Municipal de Góis (PS), morreu, hoje, no Centro Hospitalar Universitário de Coimbra, vítima de doença pulmonar, disse ao “Campeão” a autarca Lurdes Castanheira. 

Médico, o antigo edil sofria, há anos, de demência precoce. 

O corpo do extinto, 61 anos de idade, está em câmara ardente na igreja de S. José, de onde sairá, pelas 14h00 de amanhã (23), o cortejo fúnebre. 

Outrora líder da Administração Regional de Saúde do Centro, o médico foi presidente da Associação de Desenvolvimento Integrado da Beira Serra (ADIBER). 

Trata-se de uma “grande perda”, disse ao “Campeão” a presidente da Câmara de Góis, Município que, segundo ela, “muito fica a dever” ao seu antigo líder 

“Góis deve recordá-lo sempre; foi um grande autarca e um médico generoso”, conclui Lurdes Castanheira. 

“José Cabeças foi uma personalidade de grande relevância no contexto distrital e regional. Era um homem de visão, que via para além do seu tempo, amigo do seu amigo, solidário, de forte personalidade e firmes convicções, com elevado sentido público e de grande dedicação ao próximo mas sobretudo aos mais desfavorecidos”, afirmou, ao “Campeão”, Pedro Coimbra, presidente da Federação de Coimbra do PS. 

“Com o seu desaparecimento prematuro ficamos todos tristes e mais pobres”, acrescentou o líder partidário. 

“Será sempre recordado como um exemplo de humanismo, de solidariedade e de cidadania, que norteou a sua vida com base nos ideais e valores da fraternidade e lealdade perante o seu semelhante e pela entrega permanente à causa publica”, disse Miguel Ventura, presidente da Direcção da ADIBER, instituição de que José Cabeças foi fundador e era sócio honorário. 


in Campeão  das provincias 22/05/2013

ECOMUSEU DA SERRA DA LOUSÃ


No próximo dia 25 de Maio a União Progressiva da Freguesia do Colmeal, de acordo com o seu programa de actividades para o presente ano, e como tem vindo a divulgar, vai levar à serra da Lousã um grupo de sócios e amigos, entre os quais se encontram vários Comandos desejosos de conhecer a região, as suas gentes, as suas belezas naturais, a gastronomia e a sua cultura. Uma das visitas a efectuar será ao Museu Etnográfico da Lousã.



Este museu surge, por um lado, pela necessidade de se preservar a cultura popular e, por outro, pelo desejo manifestado, pelo médico de raízes serranas, Dr. Louzã Henriques, de colocar ao dispor da comunidade, a sua colecção etnográfica, que guardava em sua casa, em Coimbra. O espólio foi também enriquecido com materiais provenientes da colecção do Museu Municipal da Lousã e de doações de particulares.





No rés-do-chão do edifício foram instalados os núcleos mais pesados e com uma leitura mais inter-relacional. Aqui foi colocada a colecção de veículos de tracção animal (carros de bois e de muares) e de cangas (de trabalho e de festa), obedecendo a um critério simultâneo de proveniência geográfica e de tipologia evolutiva.
Numa outra ala deste piso foi colocada a colecção de arados e charruas e de grades, obedecendo ao mesmo critério evolutivo. A acompanhar este percurso, tendo sempre presente no discurso expositivo a evolução do homem, na sua passagem de nómada para sedentário e a revolução que representa a agricultura para a melhoria das suas condições de vida, alguns exemplares de trilhos, bem como, genericamente, diversas ferramentas ligadas ao amanho da terra, aos cereais, à fruticultura, aos pastos, etc., havendo ainda espaço para núcleos ligados á matança do porco e à olaria.



No primeiro andar encontra-se a área dedicada às exposições temporárias, serviços educativos e auditório.









No segundo andar vamos encontrar alguns pequenos núcleos que se pretendem demonstrativos de outras tantas actividades agrícolas ou artesanais, uma recriação de uma cozinha serrana da Serra da Lousã, em que marca lugar o tradicional “caniço”, para a castanha pilada; ferramentas de resineiro; núcleo do pão (manguais, medidas, peneiras e joeiras, pás, balanças e moinhos/mós manuais); núcleo do azeite (mó e capachos, latas de azeite, almotolias e candeias); núcleo do ferreiro / latoeiro com suas ferramentas e fole; núcleo dedicado à apicultura; núcleo do linho e da lã; núcleo do queijo e núcleo do sapateiro.

Em todas as actividades implementadas está presente a ligação ao território e à comunidade. Um museu de expressão nacional, que “tem lá o coração do povo português”, como disse Louzã Henriques.

Info C. M. Lousã
Fotos de A. Domingos Santos

Caminhada “Na Rota dos Casais”


No passado sábado, dia 4 de Maio, a União Progressiva realizou a programada caminhada pelos trilhos antigos, este ano subordinada ao tema “Na Rota dos Casais”.




No Largo do Colmeal os participantes escutaram algumas recomendações dadas pelo responsável da Colectividade antes de rumarem à aldeia do Soito, primeira paragem no itinerário. Aí tiveram possibilidade de visitar o Núcleo Museológico e apreciar o “café d’avó” numa gentileza da sua Comissão de Melhoramentos.











Subiu-se depois até ao casal do Loural, actualmente em grandes obras, face ao projecto turístico que está a ser implementado e continuou-se por Coiços e Porto Chão. Estes antigos casais que durante muitos anos ficaram desertos têm agora novos habitantes que aqui se têm vindo a fixar.





Aldeia Velha lá no alto foi o ponto seguinte de passagem, de paragem e também de refrescamento porque a subida tinha sido bastante exigente. Mas tinha valido a pena porque a paisagem que dali se desfrutava era simplesmente deslumbrante.




Os participantes continuaram em direcção ao Ventoso, atravessaram o casal do Roçaio, desceram à Ponte seguindo depois pelo Colmeal até às Seladas, onde no Parque de Merendas o almoço os aguardava.


Quanto às sobremesas preparadas pelas senhoras do Colmeal podemos constatar que houve grande procura e redobrada satisfação.
Foi um convívio agradável em que todos ficaram satisfeitos. Valeu a pena!

Fotos de Francisco Silva 

segunda-feira, 13 de maio de 2013

5ª Caminhada do Rio Ceira à Serra do Açor






COMANDOS voltam para um fim-de-semana na Serra do Açor


É para a Direcção da União Progressiva da Freguesia do Colmeal um enorme prazer poder reeditar a visita feita pelos Comandos há dois anos à Serra do Açor e ao Colmeal.
No programa que consideramos muito compacto e deveras aliciante, tivemos a preocupação de incluir um pouco da cultura e da gastronomia serrana e proporcionar a visão de belas paisagens, para além do contacto com as simpáticas gentes beirãs sempre acolhedoras para quem as visita.

Neste fim-de-semana de 25 e 26 de Maio vamos passear-nos por três concelhos – Arganil, Góis e Pampilhosa da Serra, considerados pela investigadora Maria Beatriz Rocha-Trindade como “O Triângulo Dourado do Regionalismo”, um movimento apenas aqui existente e surgido nos anos vinte/trinta do século passado, fruto das migrações internas verificadas, reivindicando por melhores condições de vida nestas aldeias isoladas do mundo.

Estamos certos de que a recordação deste fim-de-semana por serras, aldeias e casais que ficam para mais além do longe que se possa imaginar, perdurará para sempre na memória de cada um e que, mais cedo ou mais tarde, voltarão e trarão consigo os seus amigos, para que eles acreditem no que lhes vão contar e mostrar em vídeos e fotografias.

Temos a certeza de que vai ser um fim-de-semana para mais tarde recordar. E repetir.

U. P. F. C. 

GÓIS - Um concelho a visitar



Góis, um concelho. Cinco freguesias. Dezenas de aldeias e de pequenos casais para descobrir e para ficar encantado. Casas antigas, novas, recuperadas, fechadas.
Pessoas simples de saberes acumulados, de afável trato e que gostam de receber quem os visita. É assim a gente beirã.
Uma gastronomia fabulosa a não perder. Belezas naturais que nos envolvem e prendem os nossos olhares e se fixam na nossa admiração. Um rio de sonho de águas cristalinas que nos embala no seu doce cantar. Praias fluviais aqui e ali.
O paraíso está tão perto de si. Venha até ele. Venha até nós.

UPFC