domingo, 27 de janeiro de 2013

UM CONSOLO!


Era depois da tempestade sem bonança do passado dia 19.



As levadas e os barrocos espumavam de água cintilante, formando cascatas ruidosas que corriam apressadas para a ribeira, e ela para o rio, que ainda flui farto e verde, no Colmeal.





Caídas, as árvores cansadas de morrerem de pé obstruíam os caminhos e as estradas, as pessoas limpavam-nas para poderem passar.


Faltavam a eletricidade, o telefone fixo e o móvel, o isolamento e a solidão tolhiam e sufocavam. Por aí, idosos na escuridão, um deficiente movimentado à força pouca dos braços da irmã e do cunhado, cidadãos sem transporte próprio, cidadãos incontatáveis. Pairavam a desolação e o medo.

Da GNR ou da chamada proteção civil, nem sinais. Quanta fragilidade a das infraestruturas e dos serviços que nos servem, quanta vulnerabilidade a das nossas condições de existência! Desta vez, um pouco por toda a parte.

Os telefones foram recuperando, embora o fixo tenha desertado de novo com a neve de ontem, a eletricidade regressou ao fim de três dias e duas noites de ausência. Regressou quando o Jorge já tinha chegado com um gerador para refrescar as arcas e os congeladores, e quando, com a ajuda da Paula e do Fernando, já o tinha ligado precisamente em minha casa.

Os efeitos do temporal passarão (ou não), mas o gesto de solidariedade e generosidade do Jorge não. Perdurará na nossa memória e nos nossos corações, a mitigar a dor das faltas, e a lembrar que temos de ser uns para os outros, como costuma dizer!

Um consolo!

Lisete de Matos

Açor, Colmeal, 23/01/2013




quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Pequenas Miniaturas GRANDES MEMÓRIAS




O Posto de Turismo de Góis foi pequeno para acolher terça-feira à tarde todos aqueles que quiseram estar com o Artur Fonte na inauguração da sua Exposição. Entidades representativas do concelho, familiares e amigos, todos eles quiseram testemunhar-lhe o seu apreço, bem visível nas palavras que lhe dirigiram, e também a sua amizade e o incentivo para que continue o trabalho notável ali exposto.


Artur Domingos da Fonte é natural do Colmeal e nosso colega na Direcção da União Progressiva. O desdobrável desta exposição dá-nos conta que “Começou a fazer miniaturas em 2008 como forma de ocupação dos seus tempos livres. Iniciou-se na miniaturização em madeira com um carro de bois, peça que fez questão de incluir e destacar na Exposição “Pequenas Miniaturas, Grandes Memórias”.


A Dr.ª Lisete de Matos referiu-se com visível emoção ao Artur e aos seus trabalhos. E pegando num deles a que o autor chamou de “Os meus brinquedos”, onde se viam a fisga, o pião, o laço e a gancheta, o carrinho de rodas, o estoque e também a roçadoira e a corda de ir ao mato, falou da infância e da juventude e o que eram os brinquedos de um menino/rapaz simples de aldeia, onde o trabalho duro não escolhia a idade.


Como depois o Artur diria na sua simplicidade, aquela exposição não era só dele, era dos dois, porque a Dr.ª Lisete, sempre incansável e interessada na preservação e promoção das tradições e dos trabalhos artesanais, tinha sido a grande mentora e principal responsável por esta realização.





Uma excelente colectânea de trabalhos que, finalmente, e ainda bem que o fez, o Artur permitiu que partilhássemos fora da sua “loja”. Todas estas miniaturas são parte das suas e das nossas memórias (pelo menos dos mais “antigos”). Seria muito interessante, como foi sugerido, que os alunos das escolas visitassem esta exposição, para se darem conta de uma realidade que já não será a sua, mas que foi dos seus pais e avós. E também proporcionar aos mais idosos a recordação de outros tempos, tempos que não devem ser esquecidos, porque eles foram vividos e fazem parte das suas vidas.


Parabéns ao Artur Fonte e à Dr.ª Lisete de Matos por nos proporcionarem tão excelente exposição.

Fotos de Jorge Fonte e A. Domingos Santos

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Ao Artur



Fiquei feliz por saber que finalmente, outros olhos e outros olhares poderão admirar a tua forma de arte.

Que bom é quando a memória individual (e a tua é prodigiosa) desperta a nossa memória colectiva! Na precisão, na minúcia, no desvelo e amor que colocaste em cada peça, está uma sincera homenagem às nossas raízes; espelham o quotidiano mas, sobretudo, a lida e o suor dos nossos avós e dos nossos pais.

A primeira vez que admirei as tuas peças (ainda no humilde espaço de uma lojinha), viajei, por momentos, aos tempos da minha infância, em que visitava o Colmeal e, vieram-me em fugazes minutos, todas as doces lembranças de uma época que não volta: os aromas pungentes e evocativos do passado – o cheirinho do pão lêvedo, da broa da tia Céu (mulher aparentemente dura mas que derretia qual manteiga quando se tratava de acolher os seus e nos enchia de mimos) acabadinha de cozer no forno, um irmão gémeo daquele que tu retratas (aquela bôla de bacalhau e cebola era para mim o supremo manjar dos deuses); o cheirinho a queijo fresco, feito do leite que eu, por graça, ajudara a tirar das cabrinhas do querido tio António Freire, ”bebe minha menina, bebe que vem quentinho e é melhor que o da cidade”; o cheirinho efervescente da compota ainda borbulhante na caçarolinha; o cheirinho das passas de uva em cacho, penduradas no tecto de madeira antiga que, desde então, decoram o meu imaginário.

Ao ver a “tua” escolinha, recordei as minhas esporádicas incursões à escola do Colmeal, de sacola aos ombros - eu menina da cidade, ávida de brincar inocentemente aos professores e alunos (a vocação já cá estava) com os meninos da aldeia; ao ver a “tua” capelinha, senti as badaladas do sino, chamando para o terço e, desejei os efémeros momentos em que, entalada entre o casaco da minha doce mãe e o xaile preto de lã da querida tia Céu (o ar gelado da capela, cortava o ar e os meus tenros ossos de menina), me assolava, por entre a cadência das Avé–Marias e dos Pai-Nossos, uma tal modorra que, em breve o meu sonho se transformava num quadro algures entre o Renascimento e o Surrealismo: anjinhos barrocos banhavam-se nas águas do Ceira, de brincadeira com faunos da floresta e os meus amiguinhos da aldeia e vinham-me do fundo dos tempos, as gargalhadas cristalinas das crianças, o chocalhar das cabrinhas da ti Maria da Fonte, o tilintar e o trote da mula do ti Fernando do Soito... Avé- Maria, Cheia de Graça... Santa Maria, Mãe de Deus... Avé Maria... E, ao ritmo dolente da reza, eu continuava a cochilar e, no espaço do meu sonho, o cheiro a círios de igreja e a água-benta, vinha agora misturar-se com os gulosos odores dos coscorões ainda quentinhos de minha mãe (que maravilhosa doceira eras, minha querida!), da tigelada tostadinha no barro negro, em forno de lenha, do aromático arroz-doce... Era uma noite domingueira de Verão, daquelas em que a lua nos enche a alma e o suor é sinónimo de alegria e lazer; ao longe, não muito longe, o som endiabrado e brejeiro da concertina e seu tocador; vultos rodavam vertiginosamente no largo principal da aldeia e, no centro, bem no centro do meu olhar, duas fadas, vestidas de chita às flores e saias de balão, rodopiavam voluptuosamente... Eu não lhes via os rostos, tão pouco lhes sabia os nomes mas, sentada no alpendre da tia Céu (que saudades, meu Deus, daquela casa!) alguém me disse ao ouvido “são as manas Hortense e Natalina”. E eu pensava “quando fôr grande quero um vestido daqueles e quero dançar assim”. A concertina tocava e as minhas “fadas” bailavam sofregamente, quase até à exaustão como quem agarra a vida, não fosse aquela fugir-lhes! Havia que aproveitar pois daí a poucas horas, voltava a crueza do dia (o deus Chronos não perdoava) e a labuta esperava-as sem contemplações: apanha a lenha, corta o mato, ordenha as cabras... limpa o suor, rega a horta, semeia a terra, recolhe o gado... limpa o suor, apanha a lenha, corta o mato, ordenha as cabras... limpa o suor, rega a horta, semeia a terra, recolhe o gado, limpa o suor...limpa o suor...

Vês Artur, foste tu o culpado destas minhas divagações curtas mas tão saborosas, memórias de um tempo que me foi muito caro. Uma vintena de páginas não chegaria para descrever sentimentos, cores, cheiros, sensações...

Obrigada também por isso!

Provavelmente não estarei presente na tua exposição mas, prenuncio, melhor, tenho a certeza que vai ser um sucesso de arromba seja pela tua criatividade e engenho, seja pelo despojamento e humildade em partilhares com todos nós a tua obra.

                                                                              A amiga e colega na UPFC,
                                                                              Paula Ramos

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Diana Ramos conclui mestrado



“Falso mais Falso não há! Para a musealização das pinturas e desenhos falsos da Operação Traço Fino da Polícia Judiciária.”

Normalmente os títulos que os alunos escolhem para os temas que depois vão apresentar e defender no final do seu curso têm assim uma frase comprida, talvez complicada para os leigos, mas foi precisamente o tema que a Diana decidiu analisar e estudar em profundidade e apresentar para a discussão do seu trabalho final, que defendeu ao que sabemos, de forma brilhante, na dissertação perante o júri.

Depois do título “Diana Ramos conclui mestrado” e logo a seguir na primeira linha “Falso mais Falso não há!”, devem-se ter perguntado – afinal em que ficamos? Confirmamos que concluiu no passado dia 8 deste mês o mestrado em Museologia e Museografia na Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa. A classificação final, e a Diana que nos perdoe a inconfidência mas devemos dar-lhe o devido relevo, foi de 19 valores. PARABÉNS!!!

Voltando ao título comprido do tema, talvez com uma pequena explicação possamos entender melhor o porquê? Em meados de Agosto de 2010, a Brigada de Obras de Arte da Polícia Judiciária apreendeu, pela primeira vez em Portugal, um conjunto de falsificações artísticas imitando grandes vultos da História da Arte Mundial. O nome que veio a ser dado ao processo de investigação foi o de “Operação Traço Fino”.

Assim e de acordo com a Diana “Perante a inexistência quase total de projectos museológicos que valorizem este património em crescimento e avizinhando-se a inauguração das novas instalações do Museu da Polícia Judiciária, onde poderão ser vistos e apreciados alguns exemplares de falsificações de obras de arte, importa estudar este tipo de produção cada vez mais recorrente, para podermos compreender a natureza e a particularidade do fenómeno.”

Ainda segundo a autora do trabalho “Como não é possível musealizar algo que não se conhece, a investigação histórica assume, neste trabalho/projecto, um papel crucial, permitindo apurar (nacional e internacionalmente) não só o aparecimento, desenvolvimento e tipologias da falsificação artística, como também referir e caracterizar, em contexto museológico, os projectos relevantes até à data.” A sua proposta poderá servir “como modelo para futuras iniciativas envolvendo falsificações de obras de arte, quer em contexto policial, quer em contexto cultural, tendo como objectivo primário a simultânea desmistificação e valorização da Arte Falsa na conjuntura museológica portuguesa.

Diana Almeida Ramos, certamente não ficará por aqui. O doutoramento poderá ser o passo seguinte. Temos consciência de que é um passo grande e dispendioso, mas a Diana ainda é uma jovem e saberá encontrar o melhor caminho para o conseguir.

Filha de Maria Paula Gaspar Almeida Ramos e José Manuel Costa Ramos, nossos colegas na Assembleia-Geral e no Conselho Fiscal, é neta de António Ferreira Ramos, um homem que deu meio século da sua vida a servir a colectividade. A todos endereçamos as nossas mais sinceras felicitações.

A Diana é membro da Comissão de Juventude da União Progressiva da Freguesia do Colmeal. E o sangue beirão que lhe corre nas veias dar-lhe-á o ânimo necessário e indispensável para atingir o seu próximo objectivo. Acreditamos nela!

A. Domingos Santos

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

ARTUR FONTE EXPÕE EM GÓIS





No Posto de Turismo de Góis, vai ser inaugurada no próximo dia 22 pelas 18 horas a Exposição PEQUENAS MINIATURAS GRANDES MEMÓRIAS, do Colmealense e nosso colega de Direcção Artur Domingos da Fonte.

Neste espaço já havíamos dado conta do excelente trabalho que o Artur tem vindo a fazer nas suas horas vagas e que durante muito tempo “guardou” no espaço da sua “loja” ao Soladinho.
Lisete de Matos com a sua habitual sensibilidade e mestria aqui escrevia em 30 de Setembro sobre o que encontrara nessa “loja”, qual mini museu, e que identificava “como produções em madeira que recriam e retractam, individualmente e por conjuntos, situações e instalações actuais ou que o tempo e as necessidades do quotidiano já transformaram, utensílios e ferramentas cuja funcionalidade desapareceu com o desaparecimento das actividades que serviam.

 Fruto da fundura das raízes que prendem o autor às origens e de um espantoso processo de miniaturização e interpretação estética, entre as miniaturas podemos ver utensílios singulares, que encantam pela fidelidade e beleza, construções, que integram ou integraram o casario local, parecendo uma povoação sobre a antiga arca do milho que as acolhe, e um número incontável de conjuntos alusivos a situação e actividades. Na minúcia de que se revestem, as miniaturas do Artur revelam sensibilidade, destreza e memória visual, uma vez que para as fazer recorre frequentemente apenas à imagem que delas guarda.”

A União Progressiva da Freguesia do Colmeal espera e deseja que o espaço do Posto de Turismo seja demasiado pequeno para receber todos aqueles que ali acorrerão para dar um abraço fraterno ao Artur numa manifestação de grande solidariedade e apreço pelo seu trabalho.
Nós estaremos lá! Contamos consigo também!

UPFC

GADO BOVINO DE TRABALHO: UMA TRADIÇÃO QUE PERSISTE


Uma vez mais, fui ver a exposição de gado bovino de trabalho, na Feira do Mont’Alto, Arganil.

Lá estavam o Rui - como todos lhe chamam - e outros expositores conhecidos. São pessoas que merecem o nosso aplauso e agradecimento, por persistirem em manter viva uma tradição que agrada a tanta gente. Provavelmente gastando com a manutenção dos animais, os salários que, pelo menos alguns, auferem no exercício de atividades profissionais muito distintas.




Tal como a feira em si própria, a exposição/concurso de gado bovino continua a funcionar como polo de atracção e de encontro anual, já que são muitos os que a frequentam para matar saudades dos animais, e fazer um ou outro negócio. Sendo sempre mais homens do que mulheres, ficam por ali a observar os bichos, e a conversar, enquanto esperam pelo júri. Comentam-se o porte e a beleza dos animais, a meiguice do olhar, o brilho do pelo mais ou menos luzidio, um ou outro defeito que só os entendidos veem, o tratamento que o aspeto indicia ...


- Meu Deus!, que coisas mais lindas e imponentes! - dizia a minha irmã de mão na cabeça a segurar o espanto. – Até estou comovida!



Os mais velhos contam histórias do tempo em que usavam os animais para lavrar a terra ou transportar artigos, os mais novos recordam o fascínio e o respeito com que olhavam para aqueles monstros pachorrentos, que andavam sempre juntos. Encontravam-se com frequência, apesar de haver localidades onde não cabiam, devido à exiguidade do espaço e dos caminhos, mas também da terra que mal chegava para alimentar as pessoas. Noutras, porém, terão abundado, a avaliar pela largura dos portões dos pátios que têm resistido - por exemplo na Cabreira e na Sandinha -, à voracidade da substituição do património edificado antigo. De qualquer modo, testemunhando uma realidade bem distinta da que era habitual mais a norte do país, onde a junta de bois, a “toira” ou outro animal de tração integrava a maior parte das unidades familiares de produção. 

- Êh, pá, grande aselha! Desse modo, não os tiras! Se fosse eu, já os tinha virado há muito. Um de cada vez, pá …- Costuma dizer-se que se entrou também sai, mas, no caso, o dono dos animais parecia não atinar com a forma de os fazer sair de dentro da carroçaria para onde os fizera entrar. A propósito, vi animais muito apertados dentro do transporte que os trouxe, tal como vi outros que estavam a ser descarregados através de uma rampa tão inclinada que o chão lhes faltava debaixo das patas, levando-os a precipitarem-se em voo pesado para o chão.



Aprecei uma junta de bezerros que custava 220 contos. “As pessoas falam em contos”, dizia-me o jovem vendedor, enquanto eu pensava que aquela era a forma de situarem os bichos e a sua funcionalidade num passado de há mais de meio século, que alguns dizem estar a tornar-se de novo presente. O jovem só vendia ambos os bezerros, para se habituarem a trabalhar em conjunto, coisa que nós humanos nem sempre sabemos fazer!

Esqueci-me foi de lhe perguntar se realmente ainda trabalham, pensando num amigo das Torrozelas (lembra-se?), que há uns anos me dizia que a sua vaca de estimação só trabalhava para fazer exercício físico. “É assim como quem leva uma pessoa doente a passear, para se mexer e apanhar ar!” Foi aí que eu, que sempre ouvira falar apenas de bois, disparei com o maior dos poucos à-vontades que me são conhecidos:


- Mas eu pensava que só havia bois …! - E ele, sem demora:


- Então menina, tem de haver os dois, o macho e a fêmea …!”

- Pois …!

Tal como em anos anteriores, andava pelo recinto um cavalo que as crianças podiam montar e um pónei maluco que a determinada altura se espojou no chão, a rebolar coçando o lombo, para gáudio dos presentes. Terá sido vendido por 1 000 €.


A grande atração, porém, era um burrinho bebé que todos cobiçavam e afagavam. Não podia ser mais amistoso e ternurento, alternando entre a teta espremida da mãe e as festas que os visitantes lhe faziam. Um encanto. Não tinha preço, literal e figuradamente falando. Foi assim que ficou por lá!





Lisete de Matos
Açor, Colmeal, 10 de Setembro de 2012. 



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domingo, 13 de janeiro de 2013

O nosso blogue




O tempo passa. Todos nós o dizemos e ficamos admirados “como ele passa e tão depressa”. Em Julho de 2007 fomos surpreendidos com o aparecimento deste meio de comunicação quando o Francisco Silva, estudioso e agora entendido do assunto, meteu mãos à obra. Primeiro foi o cartaz das nossas Festas de Verão. Depois, fomos recebendo com curiosidade e satisfação a divulgação das nossas actividades e em espaço próprio, a recordação de outros tempos e de outros amigos.

Foram colocadas muitas fotografias e alguns vídeos das várias realizações da colectividade. De excursões, caminhadas, canoagem, festas, piqueniques, provas desportivas, magustos, convívios de Natal. Sócios e amigos partilharam connosco e também consigo fotografias antigas, aquelas que todos nós temos guardado como recordação e que fazem parte das nossas vidas, que são capítulos já passados da vida de cada um de nós.

Ao longo destes quase seis anos de existência temos tido a colaboração de alguns dos nossos sócios, que têm enriquecido o blogue com textos notáveis e nos têm ajudado a mantê-lo num nível que nos envaidece. É certo que gostaríamos de ter mais “colaboradores/escritores”, para uma maior diversidade de assuntos, de opiniões, de ideias e também de estilos. Ficamos contentes quando alguns dos nossos assuntos são aproveitados e transcritos para outras publicações, o que poderá ser um sintoma de interesse ou de qualidade dos mesmos.

No ano que recentemente findou o equipamento informático que possibilitava a feitura e a manutenção deste nosso espaço de comunicação “cansou-se”, deu problemas, o que, muito naturalmente, ocasionou grandes arrelias ao seu responsável. Mas, tal como os seres humanos, os equipamentos envelhecem e a fadiga toma conta deles. Resolvida a situação, todos nós aguardamos e com grande esperança, que artigos e fotografias voltem a surgir-nos com aquela regularidade desejada. Sabemos que ainda não viu fotografias das Festas de Verão ou do último almoço de aniversário da União. Não desespere pois brevemente aí estarão. O nosso “blogger” já está a preparar a sua inclusão. E sempre que possa não deixe de nos enviar o seu texto ou algumas das fotografias que queira partilhar com todos nós. A sua participação é importante.

Com muita amizade renovamos os nossos melhores votos de um Bom Ano para si e para todos os seus. E acompanhe o nosso blogue. 

A. Domingos Santos

Bodo





A tradição da distribuição do Bodo na Freguesia do Colmeal mantém-se e é este ano da responsabilidade da aldeia do Soito.

Será realizado junto à Igreja Paroquial no sábado, dia 19 de Janeiro, pelas 10 horas e 30 minutos, após a missa e procissão em honra do Mártir São Sebastião, padroeiro da freguesia.

Fotos referentes ao Bodo de 2010