quarta-feira, 29 de agosto de 2012

JORGE AMADO – Cem anos




Muito recentemente, a 10 de Agosto, assinalou-se o centenário do nascimento de Jorge Amado, escritor brasileiro, falecido em 2001 a quatro dias de completar 89 anos.

Filho de um coronel latifundiário, nasceu em Ferradas, no interior do estado da Bahia. Com sua mãe aprendeu a ler e a escrever. No Rio de Janeiro, onde foi um dos melhores alunos do seu curso, fez a licenciatura em Direito que no entanto nunca chegaria a exercer.

Em 1945, com 33 anos foi eleito deputado federal, pelo Parido Comunista Brasileiro. Na Assembleia Constituinte do ano seguinte propôs leis sobre a liberdade de culto e de foro cultural. Viveu exilado em vários países, como a Argentina, Uruguai, França (de onde acabou por ser expulso por motivos políticos) e na antiga Checoslováquia.

Durante a presidência de Getúlio Vargas alguns dos seus livros, por serem considerados subversivos, foram queimados na praça pública. Os direitos de autor das suas obras foram sempre o seu único meio de subsistência.

Em 1967 a União Brasileira de Escritores (UBE) apresentou a candidatura de Jorge Amado ao Prémio Nobel da Literatura, mas ele recusou. No ano seguinte a UBE voltou a apresenta-la e o escritor apenas a aceitou com a condição de ser uma candidatura conjunta com o seu amigo português Ferreira de Castro.

Jorge Amado deixou uma vasta obra, traduzida em 49 línguas, onde destacamos os títulos mais conhecidos dos leitores portugueses “Capitães da Areia”, “Dona Flor e Seus Dois Maridos”, “Teresa Baptista Cansada de Guerra”, “Tieta do Agreste” e “Gabriela, Cravo e Canela”, romance adaptado para a televisão e que colou o país ao pequeno ecrã. “O amor da mulata Gabriela, heróico, selvático, primitivo e livre. De uma sensualidade esfuziante, plena de alegria, enamorada da vida mesmo quando a vida a atraiçoa, Gabriela transforma-se num símbolo de liberdade do amor, mulher enraizada na terra que a engendrou, dádiva de cristalina verdade que nem o mal nem o medo, a mentira ou a traição poderão calar.” (Publicações Europa-América 13ª edição – Agosto de 1977)

Na Biblioteca da União, no Colmeal, estes e outros títulos de Jorge Amado estão à sua disposição. Não esqueça que ler faz bem.

Foto da Internet

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