quarta-feira, 29 de agosto de 2012

COLMEAL - FESTAS DE VERÃO 2012 (1)



A União Progressiva da Freguesia do Colmeal, que este ano comemora 81 anos de existência, assegurou, novamente, a realização das Festas de Verão 2012.
Não foi uma experiência nova, pois que desde 2000 e quase que ininterruptamente, tem assumido essa tarefa, sempre de bom agrado, para que a tradição se cumpra.


 A Câmara Municipal de Góis mais uma vez colaborou com a União cedendo-nos o palco. A mão-de-obra “qualificada” tratou do resto. Trabalhar com boa disposição é sempre a melhor maneira de disfarçar o esforço.




Estender as fitas multicoloridas foi tarefa que ocupou várias gerações. As fotografias testemunham-no. Há quem diga que “de pequenino se torce o pepino”… Equilíbrio na escada requereu maior atenção e especial cuidado, mas tudo correu da melhor maneira e sem sobressaltos.



Houve quem no período de descanso que se seguiu, orgulhosamente exibisse a sua nova t-shirt alusiva às Festas de Verão que nos mostra alguns dos melhores e mais bonitos recantos da nossa sede de freguesia. E houve quem se associasse com um lindo sorriso a estes momentos de descompressão.



Não muito longe, outros aproveitavam a frescura do local e das águas para umas braçadas e dois dedos de conversa. À noite efectuou-se o Campeonato de Sueca, mas “por questões de segurança”, não foram efectuadas quaisquer imagens. Desta vez foi no palco, no Largo, onde a temperatura era agradável.

Não deixem de visitar este blogue, que é o vosso blogue. Vamos fasear a informação sobre as Festas de Verão 2012 e assim prolongar um pouco mais o que se passou em quatro dias. Ficamos com a sensação de que a festa ainda não acabou.

Fotos de A. Domingos Santos

JORGE AMADO – Cem anos




Muito recentemente, a 10 de Agosto, assinalou-se o centenário do nascimento de Jorge Amado, escritor brasileiro, falecido em 2001 a quatro dias de completar 89 anos.

Filho de um coronel latifundiário, nasceu em Ferradas, no interior do estado da Bahia. Com sua mãe aprendeu a ler e a escrever. No Rio de Janeiro, onde foi um dos melhores alunos do seu curso, fez a licenciatura em Direito que no entanto nunca chegaria a exercer.

Em 1945, com 33 anos foi eleito deputado federal, pelo Parido Comunista Brasileiro. Na Assembleia Constituinte do ano seguinte propôs leis sobre a liberdade de culto e de foro cultural. Viveu exilado em vários países, como a Argentina, Uruguai, França (de onde acabou por ser expulso por motivos políticos) e na antiga Checoslováquia.

Durante a presidência de Getúlio Vargas alguns dos seus livros, por serem considerados subversivos, foram queimados na praça pública. Os direitos de autor das suas obras foram sempre o seu único meio de subsistência.

Em 1967 a União Brasileira de Escritores (UBE) apresentou a candidatura de Jorge Amado ao Prémio Nobel da Literatura, mas ele recusou. No ano seguinte a UBE voltou a apresenta-la e o escritor apenas a aceitou com a condição de ser uma candidatura conjunta com o seu amigo português Ferreira de Castro.

Jorge Amado deixou uma vasta obra, traduzida em 49 línguas, onde destacamos os títulos mais conhecidos dos leitores portugueses “Capitães da Areia”, “Dona Flor e Seus Dois Maridos”, “Teresa Baptista Cansada de Guerra”, “Tieta do Agreste” e “Gabriela, Cravo e Canela”, romance adaptado para a televisão e que colou o país ao pequeno ecrã. “O amor da mulata Gabriela, heróico, selvático, primitivo e livre. De uma sensualidade esfuziante, plena de alegria, enamorada da vida mesmo quando a vida a atraiçoa, Gabriela transforma-se num símbolo de liberdade do amor, mulher enraizada na terra que a engendrou, dádiva de cristalina verdade que nem o mal nem o medo, a mentira ou a traição poderão calar.” (Publicações Europa-América 13ª edição – Agosto de 1977)

Na Biblioteca da União, no Colmeal, estes e outros títulos de Jorge Amado estão à sua disposição. Não esqueça que ler faz bem.

Foto da Internet

MAR PORTUGUÊS



Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!

Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.

in “Mensagem”, Fernando Pessoa, klássicos, 2011, pág. 63

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

JOSEFINA ALMEIDA expõe em Góis





Natural de Açor (freguesia de Colmeal) onde nasceu em 28 de Dezembro de 1937, Josefina Almeida, filha de Brancaflor Almeida Paula e de Jaime Martins de Almeida, apresenta-nos a sua mais recente colectânea de pinturas – Vivências e Convivências, numa exposição que no passado dia 17 de Agosto foi inaugurada pela Presidente da Câmara Municipal de Góis, Dr.ª Maria de Lurdes Oliveira Castanheira, no Espaço de Exposições Temporárias do Posto de Turismo Municipal.


Como se pode ler na pagela distribuída e que se encontra disponível para o público, “Josefina Almeida é uma pintora autodidacta que vem dedicando algum do seu tempo livre às actividades plásticas e escrita, pinta a óleo e acrílico, borda sobre linho e escreve poesia.”



O Espaço de Exposições Temporárias mostrou ser demasiado acanhado para receber todos os que se quiseram associar a esta inauguração. Presidente e Vice-presidente da Câmara, presidentes de Juntas de Freguesia, dirigentes de colectividades regionalistas da freguesia do Colmeal, imprensa regional, familiares e amigos de Josefina Almeida lotaram por completo o Posto de Turismo.


Era indisfarçável a satisfação da pintora com tantos amigos perto de si, mas era também perceptível um certo nervosismo escondido pela responsabilidade que sempre envolve a abertura de uma exposição.



Maria de Lurdes Castanheira dirigiu palavras de felicitação a Josefina Almeida, realçando o seu percurso, não só no campo da pintura como no da poesia incentivando-a a continuar. Agradeceu a sua presença nas várias iniciativas artísticas do Município em que tem participado, nomeadamente o GÓISARTE. A exposição era mais uma prova do quanto a Câmara de Góis, sempre disponível para acolher a arte e os seus autores, se interessava pela vertente da cultura e de divulgar os artistas do concelho. Definiu as cores da pintora como outonais e muito do seu agrado, tendo manifestado especial interesse pela tela “Consequência”, alusiva ao flagelo dos incêndios.



Josefina Almeida, com o seu sorriso bonito e alguma emoção, numa breve intervenção, agradeceu a todos o terem vindo e muito em particular as palavras proferidas pela Senhora Presidente da Câmara Municipal de Góis.


Lisete de Matos, irmã da artista, deu os parabéns e agradeceu-lhe ser quem é, dedicada e devotada aos outros, sublinhando a determinação com que tem perseguido a concretização dos desígnios e sonhos que a infância e juventude lhe recusaram. Agradeceu ao Município a disponibilidade para acolher os artistas, isto é, as pessoas que têm a capacidade de produzir beleza e de a partilhar connosco, nestes tempos que dela – da beleza – tanto precisam, assim lhes proporcionando um espaço de reconhecimento público da sua obra, o que, seguramente, constitui para eles um incentivo para continuar. 

António Domingos Santos, que se encontrava acompanhado de vários dirigentes da União Progressiva da Freguesia do Colmeal, congratulou a Câmara Municipal de Góis na pessoa dos seus responsáveis presentes e a pintora Josefina Almeida por mais esta exposição. A União sempre acarinhou e incentivou os seus associados que se manifestam nos diferentes domínios da cultura, o que tem sido visível em muitas das iniciativas que têm promovido.






  
Seguiu-se uma observação mais pormenorizada e explicada de cada uma das telas que enchiam por completo o Espaço de Exposições Temporárias.

A pintora expõe desde 2004 e conta no seu currículo com uma já vastíssima participação em exposições individuais e colectivas. Referiremos apenas algumas: Arganil – Casa Municipal da Cultura (2004 e 2006); Góis – Posto de Turismo (2004); Soito – Colmeal (2005); Lisboa – Delyart (2007); Lousã – Biblioteca Municipal (2006); INATEL – Lisboa (2007); Góis – GÓISARTE (2007); Galiza – Oroso (2007); UPFC – Colmeal (2008); Açor – Colmeal (2008); Tábua – Biblioteca Municipal João Brandão (2008); Arganil – Casa Municipal da Cultura (2008, 2009 e 2012); Casa do Concelho de Góis – Dia da Freguesia do Colmeal (2009); Góis – Posto de Turismo (2009) e Lisboa – Junta de Freguesia da Penha de França (2011).

Também na vertente que vem dedicando à Poesia, tem alguns poemas seus publicados em colectâneas, como a Antologia de Poesia Contemporânea – Edições Orpheu, Lisboa, 1988, 1989, 1990 e 1991; Antologia de Poesia Erótica Contemporânea, da mesma editora, 1989. Integra ainda o Dicionário de Autores da Beira Serra, de João Alves das Neves – Dinalivro, Lisboa, 2008.

No ano transacto, em 16 de Julho, participou no II Encontro de Poesia Popular “A Natureza da Serra”, integrado no GÓISOROSOARTE e que teve lugar na renovada aldeia de xisto de Aigra Nova.

Parabéns Josefina Almeida por mais esta exposição e pelo apego que vem dedicando às artes nas suas diferentes vertentes.

Esta Exposição estará patente ao público até ao próximo dia 31 de Agosto. No Espaço de Exposições Temporárias do Posto de Turismo Municipal, em Góis. Não deixe de a visitar.

UPFC
Fotos de António Santos


Bola de fogo



Foi no passado dia 8 de Agosto, no Rolão, ao fim da tarde, quando algumas centenas de bombeiros ainda combatiam o fogo nas imediações de Serpins.

Foto de António Santos

REORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA TERRITORIAL AUTÁRQUICA



Foi publicada em 30 de maio a Lei nº 22/2012, que aprova o regime jurídico da reorganização administrativa territorial autárquica. A lei resolve alguns dos constrangimentos que foram identificados quando da discussão pública da reorganização administrativa do território, mas mantém outros. Condicionará o futuro de muitas freguesias, importando, por isso, conhecê-la. É essa a finalidade dos tópicos seguintes, que abordam descritivamente apenas alguns aspetos da referida lei, pelo que não dispensam a sua leitura.

OBJETO

Como é sabido, a reorganização administrativa incide sobre as freguesias, preconizando a redução drástica do seu número, como se fossem elas as principais responsáveis pelas dificuldades financeiras e económicas com que o país se debate. A reorganização administrativa das freguesias é obrigatória, a dos municípios apenas incentivada. 

Para efeitos da reorganização, os concelhos são classificados em três níveis, segundo o número de habitantes e a densidade populacional. Por exemplo, por apresentarem uma densidade populacional inferior a 100 habitantes por quilómetro quadrado, integram-se no nível 3 todos os concelhos da chamada beira-serra.

AGREGAÇÃO

Relativamente aos parâmetros de agregação, destacam-se a proibição da existência de freguesias com menos de 150 habitantes e, nos concelhos de nível 3 sem lugares urbanos, a obrigatoriedade de redução do número de freguesias em 25%. Constituem excepção, não precisando de se reorganizar, as situações de concelhos com apenas quatro freguesias ou em que a redução conduziria a um número inferior a esse.

Situando-se no nível 3 sem lugares urbanos, o concelho de Góis, por exemplo, deverá assim reduzir em 25% o seu número de freguesias, passando das atuais cinco para quatro. A não ser que seja possível utilizar a flexibilidade prevista no art. 7º da lei, que permite às Assembleias Municipais proporem, em casos devidamente fundamentados, uma redução inferior em 20% ao previsto. No caso, esta opção traduzir-se-ia na desobrigação de reorganização. Não será esta uma interpretação legítima?

ORIENTAÇÕES

Em termos de orientações para a reorganização, entre outras, a lei sugere que, preferencialmente, deve ser a sede do concelho a funcionar como pólo de atração de freguesias contíguas, bem como a adoção de soluções diferenciadas, em função de razões históricas, sociais, culturais ou outras.

PARTICIPAÇÃO DAS AUTARQUIAS

Nos termos da lei a que temos vindo a aludir, a participação das autarquias no processo deverá ser a seguinte:

 - Assembleia Municipal: deliberação (pronúncia) sobre a reorganização administrativa do território das freguesias, isto é, apresentação de uma nova configuração autárquica do concelho, em conformidade com os princípios e parâmetros consignados na lei;

- Câmara Municipal: iniciativa com vista à deliberação da Assembleia Municipal ou, na ausência desta iniciativa, emissão de um parecer sobre o assunto, a apresentar à Assembleia Municipal;

- Assembleias de Freguesia: parecer, a apresentar à Assembleia Municipal.

O poder de decisão cabe, pois, às Assembleias Municipais. Em caso de recusa de pronúncia ou de desconformidade da mesma em relação ao legislado, cabe à Unidade Técnica, criada no âmbito da Assembleia da República, avançar com uma proposta sobre a qual a Assembleia Municipal se deverá ainda pronunciar. E que poderá reajustar.

COMPETÊNCIAS/FINANCIAMENTO

A lei prevê o reforço diferenciado das competências das freguesias, com o consequente reforço financeiro e, muito especificamente, um aumento de 15% para as novas freguesias que resultem da agregação de outras. Este reforço vigorará até ao final do mandato seguinte, e só se aplica às freguesias cuja agregação resultar da pronúncia inicial das Assembleias Municipais. Punitivamente, se a nova freguesia resultar de uma agregação proposta pela Equipa Técnica, o reforço já não se aplica.

PRAZO

Depois de várias oscilações e interpretações, confirma-se que o prazo para a apresentação à Assembleia da República das pronúncias ou recusas de pronúncia por parte das Assembleias Municipais é 15 de Outubro. Caso não tenham já ocorrido, deverão entretanto ter lugar, primeiro as assembleias de freguesia e, seguidamente, as municipais de decisão final.

E O FUTURO?

Pertence a todos. No Colmeal, quando da discussão pública do assunto, a Assembleia de Freguesia deliberou por unanimidade oposição à extinção da freguesia na sessão de 19 de novembro 2011, propondo, também por unanimidade, na sessão de 18 de dezembro, a continuidade da mesma, com base num conjunto de fundamentos de natureza geográfica, social, cultural e económica. Esta última deliberação, que integra um documento contributo do executivo da Junta, encontra-se disponível em http://upfc-colmeal-gois.blogspot.pt/ (12 de Fevº de 2012), onde pode ser relida. A posição assumida pela Assembleia foi apoiada por todas as coletividades da freguesia presencialmente e por escrito.

Na altura, também a Assembleia Municipal se manifestou a favor da continuidade das cinco freguesias do concelho. Quando o assunto voltar a ser discutido, nas assembleias de setembro, o que todos esperamos e desejamos é uma decisão que salvaguarde o progresso generalizado, e a coesão social solidária intraconcelhia, à falta da nacional que tarda. Enquanto cidadã residente preocupada, insisto em me perguntar: em que sítios é que os índices de desenvolvimento já dispensam ou, pelo contrário, ainda e mais exigem a dedicação e o empenho centrado de um executivo de junta de freguesia?

Lisete de Matos

Açor, Colmeal, 9 de Agosto de 2012.

Ilda Reis (VI)



Ilda Reis, Lisboa 1/1/1923 - 5/1/1998.

Ao longo de quase três décadas de actividade artística, Ilda Reis produziu uma centena de gravuras e serigrafias, actualmente em depósito na BNP, que marcaram profundamente a Gravura Portuguesa Contemporânea.
Decorridos 10 anos do seu falecimento, a BNP e a galeria As Salgadeiras apresentaram uma retrospectiva da sua obra expondo as gravuras e serigrafias mais representativas da sua actividade artística.

Ilda Reis começou a expor em 1966-67 e não mais parou até dois anos antes de morrer, em Janeiro de 1998.

Gravura “Sinfonia I, 1994”
Lisboa, Espólio Ilda Reis

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

UNIÃO COMEMORA 81 ANOS








No próximo dia 23 de Setembro, pelas 13 horas, na aprazível Quinta do Lago, em Alferrarede (próximo de Abrantes) vamos realizar o almoço comemorativo do 81º aniversário da nossa União Progressiva.

A partida de Lisboa será às 8 horas do local habitual, Sete Rios – frente ao Jardim Zoológico. Do Colmeal, será pelas 9 horas.

Como habitualmente vamos disponibilizar transporte – 2 autocarros em Lisboa e 1 no Colmeal, porque pretendemos proporcionar aos nossos associados um percurso mais cómodo e mais agradável.

A seguir damos a conhecer em pormenor a ementa que lhe propomos e também o detalhe da localização da Quinta do Lago, se preferir utilizar transporte próprio.
Vamos ter música ao vivo para que nos possamos divertir um pouco durante a tarde.

Solicitamos o favor de proceder à sua inscrição o mais cedo possível para um dos seguintes contactos e até ao dia 15 de Setembro:
No Colmeal – José Álvaro/Anabela Domingos – 235 761 490; em Lisboa – Maria Lucília – 21 8122331 / 91 4815132 ou Artur da Fonte – 21 9596110 / 93 8663279.
Também o poderá fazer para o nosso endereço electrónico upfcolmeal@netcabo.pt

As condições para a inscrição são as seguintes:
Adultos: 30 euros; crianças até 3 anos, grátis; crianças dos 4 aos 10 anos, 50%.

Sabemos que estará connosco e com os seus familiares neste dia tão especial para todos nós em que a União Progressiva, a mais antiga colectividade regionalista da freguesia do Colmeal comemora 81 anos.

A sua presença é muito importante. Esperamos por si!

Lisboa, 7 de Agosto de 2012
A Direcção  

União Progressiva da Freguesia do Colmeal
Almoço do 81º aniversário

Aperitivos (Servidos no jardim)
Martini branco e tinto, moscatel, whisky novo, gin, águas minerais, refrigerantes,
sumo de laranja, cervejas, pastéis de bacalhau, rissóis de camarão, croquetes de
vitela, presunto laminado, queijinhos secos e enchidos regionais

Almoço
Sopa: De peixe da Dona Helena ou creme de legumes
Peixe: Bacalhau à Zé do Pipo com puré de batata e salada mista
Carne: Bochechinhas de porco preto com batata corada e couves com broa
Sobremesa: Tarte fina de maçã com gelado de baunilha e caramelo
Bebidas: Vinho branco Corga da Chã e tinto Vinha das Servas, cervejas, águas
minerais, refrigerantes e sumo de laranja
Digestivos: Café e whisky novo, medronho e licores nacionais

Bolo comemorativo e espumante

Lanche (Servido à mesa)
Quentes: Caldo verde e Arroz de tomate
Frios: Escalopes de porco, rissóis de camarão, pastéis de bacalhau, calamares à
romana, panadinhos de peixe, frango assado, presunto laminado e queijo
Bufete de sobremesas: Composto com quatro variedades diferentes

BAR ABERTO                           MÚSICA AO VIVO





Pelos caminhos antigos





De Capelo siga em direcção ao Colmeal e deixe a viatura na aldeia. Inicie o percurso recuando cerca de 1 km, vire à sua direita e suba até à capela de Nosso Senhor da Amargura. Este é um local de tradição religiosa que aliado ao recolhimento proporcionado pela abundante florestação envolvente, resulta num amplo e agradável local de descanso e reflexão. Este passeio tem essencialmente um carácter de descoberta da floresta. Siga pelo caminho mais a este, que atravessa a ribeira da Panasqueira e vai até ao Sobral. Nesta aldeia ainda se preserva um forno tradicional, em xisto, que a população utiliza, comunitariamente, para a cozedura da broa.
Agora deve seguir a estrada que liga o Sobral ao concelho de Arganil. Cerca de 750m à frente segue por um caminho à direita, acompanhando a ribeira da Panasqueira, até ao lugar do mesmo nome. O regresso inicia-se perto do Cabeço do Gato, com a travessia da rede de linhas de água que convergem para a ribeira da Panasqueira. Termine no Parque de Merendas da Capela de Nosso Senhor da Amargura.

EXTENSÃO: 8,5 km
DURAÇÃO: Cerca de 4,5 horas
DIFICULDADE: Moderado, extensão média

in Carta de Lazer da Beira Serra, edição da ADIBER, Setembro de 2001

Nota: tomámos a liberdade de alterar no texto acima a designação de Nossa Senhora da Amargura para Nosso Senhor da Amargura



GRANITO COM ALMA




Vislumbro-te lá longe
feita baixo-relevo em rocha dura
no granito eterno da montanha
abraçando o horizonte majestoso
do alto dessa serra onde tu moras.

Dali te expões ao mundo circundante
e ao vento que te agride quando quer
e à neve que por vezes te visita
e a quem te quer amar e te procura.

Continuas um segredo indesvendável
encoberto, descoberto e sem origens
pois guardas, para ti, esse mistério
e o nome do artista agigantado
que na rocha com génio te esculpiu.

Eterna és, serás. O tempo não te odeia
e nós, vivos, também te queremos viva:
pedra dura, granito eterno, imagem.

in TEMPORALIDADES, Américo Gonçalves, Lisboa 2009

Na Biblioteca da União estão à sua disposição dois exemplares deste livro de poemas oferecidos pelo seu autor.


quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Colmeal



A 16 de Novembro de 1560, o Colmeal passa a freguesia pelo Bispo – Conde D. João Soares. É talvez das freguesias mais antigas, sendo possivelmente anterior ao reinado de D. Afonso Henriques e à Fundação do reino de Portugal.

in Carta de Lazer da Beira Serra, Edição ADIBER, Setembro de 2001

XIX Concentração Mototurística, org. pela Góis Moto Clube de 16 a 19 de Agosto 2012





Ilda Reis (V)




Ilda Reis, Lisboa 1/1/1923 - 5/1/1998.

"É difícil, ainda hoje, falar dela. É uma saudade grande. Uma falta demasiado acentuada em certos dias e momentos da minha vida. A minha mãe era uma mulher de uma sensibilidade e afectividade enormes, mas muito retraída e metida consigo própria, fechada dentro dos seus medos, da sua casa, sem dar direito ao seu espaço. 

…Do ponto de vista artístico, ela poderia ter recebido em vida o reconhecimento que lhe era, de facto, devido. Quem conheceu a sua obra diz que foi uma excelente artista com uma capacidade de transmitir para a gravura, metal ou pedra todas as suas revoltas. Mas ela quase pedia desculpa por ser tão boa gravadora." 

De uma entrevista dada no Funchal por sua filha, Violante Saramago Matos e publicada no Diário de Notícias, em 8 de Março de 2008.

Gravura “Ghetto, 1981”
Lisboa, Espólio Ilda Reis