sexta-feira, 22 de junho de 2012

Ilda Reis (II)




Ilda Reis (Lisboa 1923 – 1998).
De 14 de Outubro de 2008 a 17 de Janeiro de 2009, a BNP (Biblioteca Nacional de Portugal), ao Campo Grande em Lisboa, e a galeria As Salgadeiras apresentaram uma retrospectiva da sua obra gráfica expondo as gravuras e serigrafias mais representativas da sua actividade artística. A mostra, com 60 gravuras organizadas de forma temática, proporcionava, assim, ao visitante, uma melhor leitura do universo de Ilda Reis, cuja enorme consistência e qualidade artísticas ali poderiam ser reconhecidas. Os seus «tempos de vida», as líricas de Camões, os poemas de Pessoa…

Não quero ir onde não há luz, 
De sob a inútil gleba não ver nunca 
As flores, nem o curso o ao sol dos rios,  
Nem como as estações que se renovam 
Reiteram a terra. Já me pesa 
Nas pálpebras que tremem o oco medo 
De nada ser, e nem ter vista ou gosto, 
Calor, amor, o bem e o mal da vida.

                            Fernando Pessoa


Gravura “Ligeia – 1924, 1985”
Lisboa, Espólio Ilda Reis 

1 comentário:

Anónimo disse...

Iniciativa interessante, esta de divulgar a obra de uma autora oriunda do Colmeal.

No caso sem que venha muito a propósito, aproveito para mencionar o livrinho “O Quinas ganha uma casa”, recentemente publicado por Violante Saramago Matos, filha de Ilda Reis e José Saramago, que terá ilustrado o livro - tendo formação e trabalhando na área das ciências, segundo creio - recorrendo às memórias da infância passada a ver a mãe pintar. Bonito!

Não consegui ilustrar este comentário com o Quinas, mas juro que é uma fofura!

Lisete de Matos
Açor, Colmeal