quinta-feira, 31 de maio de 2012

Voltámos ao Cabeço do Gato




No sábado o dia começou mais cedo para os que tinham a responsabilidade de ter tudo em ordem no Parque de Merendas das Seladas para receber os participantes na Caminhada após a ida ao Cabeço do Gato. As condições atmosféricas pareciam estar a querer colaborar com uma temperatura mais agradável.











No Largo, antes das nove o “escritório” estava montado e após breves palavras de acolhimento e sugestões para o caminho foi dada a partida.









Do Cabeço do Gato a vista é deslumbrante. Buçaco, Caramulo e Estrela são algumas das serras que se vislumbram e até onde o olhar alcança. Mas houve quem levasse binóculos para ver ainda mais além. Serranias polvilhadas de aldeias, casais e lugarejos. Arganil sobressaía. Olhando para o outro lado, Carvalhal, Aldeia Velha, Malhada, e o Soito um pouco mais abaixo, sinalizavam a presença da freguesia do Colmeal. Lá no alto as eólicas, no gigantismo das suas silhuetas, iam girando.







Havia como que uma Comissão de Boas Vindas, com flores e tudo, à espera dos caminheiros. E eles foram chegando, uns mais frescos do que outros, talvez pelos chuviscos breves que entretanto apareceram tocados pelo vento. Foram muitos os que com alguma ginástica subiram o marco geodésico para a fotografia, aquela recordação para mais tarde atestar que estiveram no “tecto do mundo” aquando da caminhada.













Porque no itinerário atravessávamos a bonita e pequena aldeia, a Associação Amigos do Açor tinha-nos preparado uns “miminhos” para o retempero de forças. Visitámos o mini museu organizado pela incansável Lisete de Matos, onde antigos utensílios usados pelos nossos pais e avós, hoje são mesmo “peças de museu”. Disponível ainda uma pequena brochura sobre o Açor, cuidadosamente preparada e recheada de  excelentes fotografias.








A etapa seguinte iria terminar no simpático Parque de Merendas das Seladas onde os participantes eram aguardados para o almoço. Carlos de Jesus, presidente da Junta de Freguesia do Colmeal, dirigiu palavras de saudação a todos, especialmente aos que pela primeira vez se deslocaram ao Colmeal e não deixou de recordar António Alcindo de Almeida, colega do seu executivo e que prematuramente nos deixou.



Não podemos terminar este apontamento sem fazer uma referência ao grupo de profissionais da AXA Seguros que veio de Lisboa, aos amigos que se deslocaram dos Cepos e de Tábua, ao Som Argus que nos proporcionou o ambiente musical e às senhoras que nos presentearam mais uma vez com os seus excelentes bolos e doces.

Fotos de José Álvaro Domingos, Francisco Silva e A. Domingos Santos


Dia Mundial da Criança: um dia para pensar




“O “Dia Mundial da Criança” é um dia de festa onde as crianças são especialmente bem tratadas… mas é também um dia em que se deve, também, pensar nos milhões de crianças que continuam a sofrer de maus-tratos, doenças, fome e discriminações.

… Na próxima sexta-feira, é o “Dia da Criança”. Um dia para lembrar que as queremos felizes todos os dias.”

Editorial do Jornal de Arganil Nº 4327 de 29 de Maio de 2012

Assembleias Municipais têm de decidir até 23 de agosto quais as freguesias a agregar



As assembleias municipais têm até 23 de agosto para comunicarem à Assembleia da República quais as freguesias que pretendem agregar nos respetivos municípios, de acordo com o regime jurídico da reorganização administrativa publicado hoje no Diário da República.

O diploma vai reduzir mais de mil freguesias, sobretudo em áreas urbanas, e abre a hipótese de agregação de municípios com o objetivo de promover “a coesão territorial e o desenvolvimento local” com ganhos de escala e de eficiência e alargar “as atribuições e competências das freguesias e dos correspondentes recursos”.

As assembleias municipais têm 90 dias a partir da entrada em vigor da lei, na quinta-feira, para remeterem à Assembleia da República as pronúncias sobre quais as freguesias que querem agregar nos seus territórios.

A lei estabelece que os municípios com uma densidade populacional superior a 1.000 habitantes por quilómetro quadrado (km2) e com uma população igual ou superior a 40.000 habitantes (municípios de nível 01) terão de reduzir no mínimo 55% do número de freguesias urbanas ou em lugares urbanos sucessivamente contíguos e 35% do número das outras freguesias.

Os municípios (de nível 02) com mais de 1.000 habitantes por km2 e com menos de 40.000 habitantes ou com uma densidade populacional entre 100 e 1.000 habitantes por km2 e com 25.000 habitantes deverão reduzir metade das freguesias urbanas ou contíguas e 30% das outras freguesias.

Os municípios de nível 03, com 100 a 1.000 habitantes por km2 e com menos de 25.000 habitantes e os que têm menos de 100 habitantes por km2, vão ter de reduzir metade das respetivas freguesias urbanas ou contíguas e 25% das outras freguesias.

Como exceções, o diploma estabelece que não poderão existir freguesias com menos de 150 habitantes e que a reorganização não é obrigatória em municípios com quatro ou menos freguesias.

As assembleias municipais, “em casos devidamente fundamentados”, podem decidir reduzir menos 20% de freguesias em relação a estas percentagens.

As freguesias criadas por agregação por decisão das respetivas assembleias recebem mais 15% da verba a que têm direito através do Fundo de Financiamento das Freguesias (FFF) até ao final do mandato seguinte à agregação e integram o património, os recursos humanos, os direitos e as obrigações das freguesias agregadas.

Os municípios que queiram iniciar um processo de fusão devem apresentar à Assembleia da República uma proposta e terão tratamento preferencial no acesso a linhas de crédito do Estado, assim como um aumento de 15% de participação no Fundo de Garantia Municipal até ao final do mandato seguinte à fusão.

Mesmo que não se queiram fundir, os municípios podem ainda propor, mediante acordo, a alteração dos respetivos limites territoriais, “incluindo a transferência entre si da totalidade ou de parte do território de uma ou mais freguesias”.

O acompanhamento da reforma e a avaliação da conformidade com a lei das pronúncias das assembleias municipais é da responsabilidade de uma Unidade Técnica, que funciona junto da Assembleia da República.

Cabe a esta unidade apresentar projetos de reorganização administrativa para os municípios que não se pronunciarem ou que o fizerem em desacordo com a lei, com base nos critérios gerais.

Publicado por António Alves in Diário as Beiras em 30-05-2012

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Guimarães- Capital Europeia da Cultura 2012 - 2ª. parte








Guimarães, cidade classificada como Património Mundial pela UNESCO em 2001 e este ano também Capital Europeia da Cultura, esperava-nos. O seu castelo é sem margem para quaisquer dúvidas o símbolo primeiro e maior da nossa nacionalidade. 
D. Afonso Henriques, primeiro rei de Portugal, escolheu Guimarães para “Berço da Nação” após a sua vitória na batalha de São Mamede em 1128.








O Palácio Ducal que visitámos exibe invulgares influências arquitectónicas do Norte da Europa com as suas coberturas de fortes vertentes e inúmeras chaminés cilíndricas, é exemplar único na Península. O impressionante edifício foi construído no século XV pelo primeiro Duque de Bragança mas depois acabou por ser abandonado e cair em ruína, tendo sido restaurado durante a ditadura do Estado Novo. O museu e as salas principais abrigam belas peças de mobiliário renascentista, soberbas tapeçarias flamengas e tapetes persas. O Palácio está classificado como monumento nacional.

A Igreja de S. Miguel fica situada no Monte Latito, entre o Castelo e o Paço. Trata-se de uma igreja românica onde, segundo a tradição, D. Afonso Henriques foi baptizado. Está considerada Monumento Nacional desde 1910.























No centro histórico destacam-se a Praça do Toural, coração vivo da cidade, onde uma placa proclama com orgulho: «Aqui nasceu Portugal!», o Largo da Oliveira, a Praça de Santiago e a Rua de Santa Maria, que são apenas algumas das maravilhas de Guimarães medieval e quinhentista. O centro histórico está habitado e as casas antigas exemplarmente recuperadas. À sua volta, encontramos restaurantes típicos, lojas de artesanato e pastelarias com o melhor da doçaria minhota.





Após o almoço dirigimos palavras de agradecimento e de simpatia para com os participantes, falámos de próximas realizações e todos cantámos os parabéns a dois associados que quiseram passar o seu aniversário na nossa companhia.





Para finalizar, fizemos a subida até à Penha, um pulmão verde com 60 hectares que impressiona pela beleza e harmonia. Situada a cinco quilómetros do centro conjuga religiosidade e natureza, elementos de extraordinária importância. Ao esplendor do Santuário, altivo no topo da montanha, junta-se uma paisagem verdejante, fortemente pontuada pela imponência do granito e recantos singulares. Inaugurado já neste milénio, o teleférico da Penha é uma das grandes atracções de Guimarães. Permite desfrutar uma esplêndida vista sobre Guimarães e uma parte do Vale do Ave. Foi bastante interessante captar nas imagens as reacções dos que com alguma hesitação (não era medo…) se aventuraram nesta bonita descida.

Soubemos entretanto que no dia anterior Guimarães tinha sido escolhida para ser Cidade Europeia do Desporto em 2013 pela ACES Europe (Associação das Capitais Europeias do Desporto).

E depois foi o regresso… às origens, após dois dias de cidadania e cultura. Vamos trabalhar já para o próximo convívio.
Obrigado a todos quantos connosco estiveram neste fim-de-semana.

Fotos de A. Domingos Santos