segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

ARTES E OFÍCIOS … TAMBÉM DE ENVELHECER



Conforme noticiado, está patente ao público, no Posto de Turismo de Góis, a Exposição Artes e Ofícios, de Humberto de Matos.

Fui ver a exposição e gostei. É constituída por um conjunto de miniaturas em madeira de utensílios em desuso, devido ao facto de as práticas que serviam terem desaparecido ou assumido modos de fazer mais funcionais e menos penosos. São exemplo disso a picota, manifestação fantástica das chamadas tecnologias de aldeia, que foi substituída pelos modernos sistemas de rega e os carros de mão, que antes eram pesadões e não raro toscos, e hoje são leves e atraentes. Entre muitos outros objetos, do conjunto fazem parte as joelheiras, de que já não me recordava, apesar de se terem usado até tarde, para “escafonar”, de joelhos sobre elas e escova em riste, o soalho com sabão amarelo. Fazia-se essa operação por alturas da Festa e da Visita Pascal.


 
Sendo o autor das miniaturas um carpinteiro de alma e coração que é músico, como se diz no cartaz de divulgação da exposição, para além de perfeitas, as miniaturas revelam sensibilidade e gosto. Algumas, feitas com destinatário pré-definido, refletem e remetem para afetos. É o caso do barco Luciana e do banquinho, que me fez lembrar a cadeira desmontável (era uma cadeirinha e não um banco, Dominique!), que o meu Tio António me fez quando eu era pequena, e que tanto me encantou. Nunca mais encontrei uma cadeira à minha medida, fabricadas que são para gente grande!



As miniaturas deste artista, como as de outros, configuram um registo importante do património etnográfico da região. Não conhecia o autor. Quantos mais não conhecerei, sendo certo que a sua arte também pode ser vista como atividade produtiva e socialmente útil, na perspetiva económica, da ocupação criativa dos tempos livres ou do reforço do rendimento das famílias?


Face ao progressivo envelhecimento demográfico, que exige novos paradigmas e abordagens das problemáticas da terceira idade, decorre em 2012 o Ano Europeu do Envelhecimento Ativo e da Solidariedade entre Gerações (Resolução do Conselho de Ministros nº 61/2011, DR, Iª Série, 22 de Dez. 2011).

De acordo com a referida resolução, a iniciativa visa, entre outros objetivos, promover o envelhecimento ativo, atualizando (no sentido de tornar real o que é virtual) valores como a solidariedade, a não discriminação, a autonomia e a independência, a participação, a dignidade, os cuidados e a auto-realização das pessoas idosas. Visa, ainda, suscitar a reflexão sobre os efeitos do envelhecimento demográfico, e sensibilizar os decisores políticos e a sociedade em geral para as oportunidades e desafios de que a longevidade é portadora.

Sem prejuízo de outras intervenções, não seria interessante organizar, no âmbito deste Ano, o levantamento e um grande encontro de artes e ofícios? Tratar-se-ia de um espaço de exposição e palavra e de um evento inclusivo, do ponto de vista geracional e das produções, podendo participar os artífices do artesanato clássico e urbano, dos bordados e rendas, das tintas e telas, da palavra, da música, da pedra e da madeira, da fotografia, das flores e tecidos … Promovendo a partilha e o reconhecimento social do capital de competência e saber, nomeadamente dos mais velhos, o encontro daria visibilidade aos talentos e estimularia a produção, ao mesmo tempo que contribuiria para elevar a autoestima individual e coletiva e para intensificar o convívio intergeracional e a integração social.

Lisete de Matos
Açor, Colmeal, 23 de Janeiro de 2012.

José Acúrsio das Neves



“A Biografia de José Acúrsio das Neves enquadra-se num dos períodos mais agitados da história europeia e nacional. Tinha ele vinte e três anos quando se altearam as primeiras labaredas desse grande incêndio que foi a revolução Francesa, que nos havia de arrastar, primeiro para a guerra externa obrigando a Corte portuguesa a retirar-se para o Brasil e sujeitando o país a ser invadido três vezes pelas legiões napoleónicas, e depois, para a guerra civil, que principiando em 1820 só veio a terminar, com o triunfo definitivo dos liberais, em 1834, precisamente alguns dias depois de José Acúrsio das Neves ter expirado – só, abandonado e perseguido – num miserável palheiro das suas propriedades, onde se acoitara para fugir à fúria desenfreada e sanguinosa dos bandos liberais que então surgiam por toda a parte no encalço dos partidários de D. Miguel.
… Inteligente, culto e dispondo de alguns bens de fortuna, a sua carreira apresentava-se grandemente facilitada nos seus primeiros passos. Tendo-se formado em direito na Universidade de Coimbra, veio para Lisboa logo que concluiu a formatura e destinou-se à carreira judicial, tendo feito com tanto brilho a sua leitura perante a Mesa do Desembargo do Paço que o Presidente, Luís Vasconcelos e Sousa, recebendo instruções por ocasião das desordens da moeda falsa ocorridas nos Açores, para propor seis bacharéis a fim de serem providos nos lugares de juízes de fora daquele arquipélago, chamou José Acúrsio das Neves oferecendo-lhe um dos lugares, o de Angra, e pedindo-lhe que apresentasse uma lista dos cinco restantes bacharéis de que necessitava.”
José Acúrsio das Neves nasceu em Cavaleiros de Baixo, freguesia de Fajão, a 11 de Dezembro de 1766 e era filho do bacharel António das Neves Seco e de D. Josefa Gomes da Conceição.
Este livro fazia parte do espólio de Manuel Nunes de Almeida e já se encontra disponível para leitura na Biblioteca da União, no Colmeal.

José Acúrsio das Neves, Edições SNI – Lisboa, 1946
Foto de A. Domingos Santos

Equipamento de manutenção



Os Colmealenses têm agora uma bicicleta elíptica à sua disposição no piso superior do Centro Paroquial Padre Anselmo. Este equipamento de manutenção foi oferecido à União Progressiva da Freguesia do Colmeal por dois dos seus sócios, o casal Maria José Agapito Marouço Martins e Fernando de Almeida Martins, a quem já manifestámos o nosso agradecimento.


A bicicleta elíptica é um aparelho de fitness muito popular que permite, com os exercícios necessários e facilmente realizáveis, manter uma densidade óssea saudável e em que a pessoa, estando de pé sobre os seus próprios pés, fará deslocar pesos. Os idosos, e a população da nossa freguesia é maioritariamente idosa, poderão beneficiar do seu uso, que produz menos stress nas articulações.
Será sempre aconselhável consultar o médico para ver se a máquina e o exercício que esta lhe permite fazer, é apropriado para o seu estado de saúde.

Fotos de Francisco Silva e A. Domingos Santos

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

A União no Bodo



Foi no passado domingo no Colmeal. Dia do Bodo, uma antiga tradição que se mantém e este ano da responsabilidade das aldeias de Ádela e Açor.

António Domingos Santos, Manuel Martins dos Santos e Artur Domingos da Fonte, dirigentes da União Progressiva e Carlos da Conceição de Jesus, Presidente da Junta de Freguesia do Colmeal fizeram uma pausa para a fotografia mas depois continuaram a trocar impressões sobre a Reforma da Administração Local, a requalificação das calçadas do Colmeal e sobre o que ainda falta fazer para melhorar a zona balnear junto à ponte.

Foto de José Álvaro Domingos

Apanhados… no Bodo



Olha, tens mais do que eu!
 
Pronto, toma lá um!

Legendas e fotos de Lisete Matos

António Domingos Neves



No dia em que faz sessenta anos que nos deixou, recordamos António Domingos Neves, um dos fundadores da União Progressiva da Freguesia do Colmeal e seu dirigente até 25 de Janeiro de 1952, quando assumia a presidência da Assembleia-Geral.

Neste Diploma do Círculo escolar de Arganil – Escola Primária Geral de Colmeal, concelho de Góis se atesta que concluiu, em 9 de Julho de 1925 com as formalidades legais, as provas da quarta classe do ensino primário geral, obtendo a classificação de Muito Bom.

António Santos

domingo, 22 de janeiro de 2012

População no concelho de Góis e na freguesia do Colmeal



Em século e meio o concelho de Góis perdeu mais de 57% da sua população residente e a freguesia do Colmeal tem hoje menos 87,45%. De 1259 residentes no ano de 1864 apenas hoje se contam 158 (71 homens e 87 mulheres) num país de mais de dez milhões e meio de habitantes.

A título de curiosidade extraímos os seguintes dados referentes ao concelho de Góis e à freguesia do Colmeal, do IV Recenseamento Geral da População – Censo da População do Reino de Portugal no 1º de Dezembro de 1900 – Volume I (Lisboa – Imprensa Nacional – 1905).

No concelho de Góis, de 11493 cidadãos presentes no momento do recenseamento (o total da população recenseada foi de 11891) havia 10284 analfabetos (4195 homens e 6089 mulheres) e apenas 1209 sabiam ler (951 homens e 258 mulheres). Relativamente aos 11 estrangeiros que então viviam no concelho (3 homens e 8 mulheres), 3 eram Espanhóis, 6 Brasileiros e 2 Franceses. Solteiros (1 homem e 6 mulheres), casados (2 homens e 2 mulheres), 9 analfabetos e apenas 2 sabiam ler (1 Espanhol e 1 Francês).

Na freguesia do Colmeal, o recenseamento apresentava os seguintes números:
Número de fogos (casa ou local ocupado por uma só família) – 349
População de residência habitual – 1.541
População de facto no momento do recenseamento – 1478 (693 homens e 785 mulheres)
Naturais do próprio concelho – 1.461
Naturais de outros concelhos do distrito – 17
Naturais de outros distritos – 0
Estrangeiros – 0
Estado civil:
Solteiros – 430 homens e 453 mulheres
Casados – 233 homens e 269 mulheres
Separados judicialmente – 1 homem
Viúvos – 29 homens e 63 mulheres
Instrução:
Analfabetos: 1377 (607 homens e 770 mulheres)
Sabem ler: 101 (86 homens e 15 mulheres)
O analfabetismo era superior a 93% e há uma diferença abissal entre o número de homens e mulheres que sabiam ler. No concelho o analfabetismo rondava os 86,5%.

No censo de 2011 verifica-se que ainda há 26,5% da população do concelho de Góis sem qualquer nível de instrução e apenas pouco mais de 4% têm curso superior.
A população do concelho está envelhecida e os que têm 65 ou mais anos já representam 34% do total enquanto no polo oposto menos de 11% se situa na faixa etária dos zero aos 14 anos. Dos 15 aos 24 há apenas 8,31% e entre os 25 e os 64 anos temos 46,64%.

António Santos
 

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

ANTERO GONÇALVES DE ALMEIDA



Em 14 de Novembro de 2008 publicámos neste blogue o texto que hoje de novo vos trazemos. Ao fazê-lo estamos já a recordar aquele que nos deixou ao partir com a bonita idade de 103 anos e uma vida inteira partilhada com os outros.
Com a sua partida desaparece o “último dos duros” daquele grupo inicial que se debateu com grandes dificuldades para a criação de uma colectividade, a União Progressiva da Freguesia do Colmeal, e que não esmoreceu perante os escolhos que encontravam pelo caminho. Tempos duros, difíceis, mas que não demoveram a vontade destes bravos.
Aquando da recente comemoração dos oitenta anos da nossa Colectividade Antero Gonçalves de Almeida recebeu a União em sua casa. A debilidade dos anos não lhe tirava contudo a simpatia e a vontade de conversar e de recordar “outros tempos”.
A União Progressiva da Freguesia do Colmeal, que ele tanto gostava e de que seguia atentamente na imprensa as suas realizações, não o esquecerá.
ATÉ SEMPRE!



O MÚSICO – O MANDADOR DO RANCHO INFANTIL DE ARGANIL
SEMPRE SE DEDICOU A ACTIVIDADES CULTURAIS

“Foi no meio das crianças do Rancho Infantil de Arganil que encontramos o Sr. Antero Gonçalves de Almeida, que é o seu ensaiador e músico. Conta já 80 anos. Toda a vida se tem dedicado a actividades culturais.
Já pertenceu à Filarmónica, ao agrupamento do ATL, ao Rancho Infantil, à Casa do Povo, à Santa Casa da Misericórdia.
É natural do Colmeal, onde começou a tocar harmónio há 72 anos para «abrilhantar» os bailes na rua. Considera que estas suas actividades lhe têm permitido viver mais tempo e ser mais feliz.
«Todos nós devemos preocupar-nos com os outros. Todos nós devemos ter interesse pela cultura, por isso eu tenho passado a minha vida metido em Colectividades.
Vim aqui, para Arganil em 1930, dediquei-me sempre às «coisas» da Vila. Estive à frente da Filarmónica 22 anos. Ela tinha acabado e fui eu mais o João Vinagre que a renovámos. Fiz sempre parte de grupos. Em 1960, foi formado o Rancho Infantil pelo Prof. José Dias Coimbra, actual Presidente da Câmara, que acabou uns anos depois, mas, em 1980, quando veio a Arganil a televisão gravar um programa da série «Vai ou Taxa», renovou-se o Rancho.
- Qual era a sua profissão?
A minha profissão era Guarda-Fios. Trabalhei na montagem da linha de Coimbra a Arganil e depois daqui para todas as freguesias do concelho, onde instalámos os postos públicos. Encaminhei muitos Presidentes de Câmara na forma de obterem o telefone e, agora já posso dizer. Naquela altura havia muita falta de material e eu ia guardando o que estava disponível para adiantar as instalações aqui.»”

in “Jornal de Arganil”, N.º 3180, de 14 de Setembro de 1989

Antero Gonçalves de Almeida, hoje à beira dos cem anos, é uma enciclopédia viva que recorda todo um passado e no-lo conta minuciosamente com grande entusiasmo.
Ficamos presos às suas palavras. Dá gosto estar a ouvi-lo. Foi um indescritível prazer conhecê-lo e falar com ele quando teve a amabilidade de nos receber em sua casa, já lá vão dois anos, no dia 11 de Agosto de 2006.
Ouvimos com muita atenção todo o percurso da sua vida profissional, que fez o favor de nos contar e também os primeiros passos que com Abel Joaquim de Oliveira e José Antunes André deu para a criação da nossa União Progressiva, colectividade de que ainda hoje é associado.
Tivemos oportunidade de referir este memorável encontro nas palavras que proferimos aquando da singela homenagem que prestámos aos precursores e pioneiros da nossa Colectividade no dia da festa do Colmeal, por ocasião da comemoração dos 75 anos.
Esperamos muito sinceramente, numa próxima passagem por Arganil, poder voltar a conversar com o Senhor Antero, recordar novamente todos aqueles que com ele privaram e que fizeram da União Progressiva aquela colectividade de que todos nos orgulhamos.
Um exemplo a ser seguido e daí o transcrevermos de novo uma sua frase «Todos nós devemos ter interesse pela cultura, por isso eu tenho passado a minha vida metido em Colectividades.»

A. Domingos Santos

Presidente da Câmara na Biblioteca da União


Aquando da recente Festa de Natal realizada no Centro Paroquial Padre Anselmo, no Colmeal, a Senhora Presidente da Câmara Municipal de Góis, Dr.ª Maria de Lurdes Oliveira Castanheira, foi convidada a subir ao piso superior onde funcionam alguns dos serviços da Caritas (lavagem de roupa, engomadoria e economato) e se encontra instalada parte da Biblioteca da União Progressiva da Freguesia do Colmeal, desde 10 de Dezembro de 2006.




Inicialmente com seis estantes foi pouco tempo depois aumentada para dez e mais tarde, foram instaladas outras dez na antiga Escola do Colmeal quando esta foi cedida à colectividade. Actualmente os livros disponíveis, todos eles oferecidos por sócios e amigos da União, rondarão os quatro mil.

A Senhora Presidente manifestou-se agradada por visitar aquele espaço, que não conhecia e enalteceu a excelente qualidade dos livros. Admirou as fotografias ali expostas, não só as de um Colmeal antigo, de casas de xisto e telhados de loisa, mas também as de alguns dos sócios fundadores da União. Foi ainda possível apreciar um equipamento de ginástica de manutenção oferecido por dois sócios da União e que a partir de agora estará à disposição de quem o queira utilizar.

Fotos de Francisco Silva

Cabrada



No Colmeal, no escuro da noite, a caminho de casa.

Foto de A. Domingos Santos

sábado, 14 de janeiro de 2012

Irene Abegão – Professora no Colmeal


Maria Irene Corregedor Rafael Abegão foi professora no Colmeal na década de cinquenta do século passado. Durante quatro anos ensinou dezenas de alunos, rapazes e raparigas, das aldeias e casais da freguesia, dos quais ainda guarda muitas e gratas recordações. Não esquece também aqueles que mais de perto a apoiaram e acarinharam nesta sua nobre missão de ensinar.

No recente almoço comemorativo dos 80 anos da União Progressiva da Freguesia do Colmeal, realizado em Outubro, próximo da Sertã, não lhe foi possível estar presente, como tivemos oportunidade de informar.


Para entregarmos a placa alusiva dos seus cinquenta anos de associada deslocámo-nos a sua casa, em Coimbra, no passado dia 10 de Dezembro, onde com muita simpatia nos recebeu.


Muito sensibilizada e agradecida por este gesto da União, disponibilizou-se para uma fotografia que irá certamente para o seu “Álbum do Colmeal”.

Recordou aqueles tempos difíceis de há mais de meio século. Passámos em revista várias fotografias e ajudámos a identificar alguns alunos cujos nomes a memória naturalmente vai perdendo. Neste espaço iremos partilhar consigo essas recordações com as fotografias que tão gentilmente nos foram cedidas.


Nesta fotografia de Maio de 1957 vemos a professora Maria Irene Abegão com cerca de quarenta alunos (número impensável nos dias de hoje). António Alcindo de Almeida mostra o seu contentamento pelo prémio recebido – uma pequena biblioteca – após um período em que esteve afastado das aulas por motivo de doença. Carminda e Ermelinda Freire, Fernando e Joaquim Fontes de Almeida, Lucinda, Ilda, Celestina e Maria Eugénia são algumas das caras que mais facilmente se reconhecem.

Fotos de António Santos e
Maria Irene Abegão

A abelha



Vem o quinzenário O Varzeense apresentando com regularidade o Calendário do Apicultor onde são enumerados alguns procedimentos a observar durante cada mês.
É uma iniciativa de louvar pelo interesse que tem na região onde a colmeia, a abelha e o mel fazem parte do quotidiano das pessoas.

Não sendo eu apicultor achei que devia aqui trazer esta pequena nota. E porquê? Porque estando a catalogar uma série de livros que recentemente nos foram oferecidos para a Biblioteca da União no Colmeal dei com um Compêndio de Biologia do antigo 6º ano dos liceus (hoje 10º ano), que me despertou a curiosidade e levou a folheá-lo.



Dei comigo a voltar aos bancos da escola e a recordar matérias que, para passarmos o ano, tínhamos que saber na ponta da língua. Voltei a ler o que tinha aprendido sobre a abelha, um artrópode pertencente à classe dos insectos.
Não tenho pretensões de ensinar nada aos nossos apicultores mas que foi bom voltar ao liceu... lá isso foi. Sempre é bom encontrar coisas esquecidas na nossa memória.

António Santos

O Varzeense Nº 568 de 30 de Outubro de 2011
Compêndio de Biologia – 6º ano – Pires de Lima e Augusto Soeiro (Porto Editora)

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Exposição Artes e Ofícios de Humberto Matos



A exposição Artes e Ofícios retrata pequenos trabalhos de Humberto Manuel Carneiro de Matos, nascido a 29 de Março de 1935, em Góis.
Aposentado da Câmara Municipal de Góis, iniciou a sua vida profissional como carpinteiro, durante alguns anos, possuindo negócio próprio em conjunto com o seu pai, daí o gosto pela arte da carpintaria.
Sempre que lhe é permitido, este Carpinteiro de alma e coração ocupa os seus tempos livres na reprodução de miniaturas em madeira, de objectos do quotidiano de todos nós, executando simultaneamente, serviços de marcenaria e recuperação de mobiliário antigo e danificado.
Humberto Matos, para além da sua ocupação profissional e desta paixão, é um homem de causas associativas e sociais, dedicando grande parte da sua vida ao voluntariado em algumas associações como a Sopa dos Pobres, os Bombeiros Voluntários de Góis e a Associação Educativa e Recreativa de Góis (AERG). Músico da Banda Filarmónica da AERG, tocou requinta (instrumento musical) durante 54 anos, tendo sido diretor desta mesma associação. Cumulativamente, deteve o pelouro da banda da qual chegou a ser mestre.
Actualmente, é elemento da direção do Centro Social Rocha Barros, onde desempenha o cargo de vogal.

Esta exposição será inaugurada a 13 de Janeiro pelas 17h30 e estará patente ao público até ao dia 27, no espaço de exposições temporárias do Posto de Turismo Municipal.

Informação do Posto de Turismo de Góis

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Biblioteca de Manuel Nunes de Almeida oferecida à União



Manuel Nunes de Almeida nasceu na aldeia da Foz da Cova a 13 de Maio de 1917, dia da aparição de Nossa Senhora de Fátima, de quem era grande devoto.

Permaneceu na sua aldeia até aos 12 anos. Começou a trabalhar no campo e a guardar gado desde tenra idade (6 anos). Quando veio para Lisboa foi trabalhar para a barbearia da família, na Mouraria. Ali trabalhou com o pai (que tinha o mesmo nome) e com os irmãos, até ir para a tropa.

Foi analfabeto até aos 19 anos porque o pai não queria que os filhos estudassem.
Muito inteligente e com grande força de vontade para aprender continuou a trabalhar mas foi estudar à noite. Saiu da barbearia e começou a trabalhar na indústria hoteleira. Esteve em vários hotéis de Lisboa, Caldas da Rainha e Sintra, onde foi Director do Hotel Seteais. Voltou para Lisboa, para o Hotel Tivoli na Avenida da Liberdade, como Chefe da Portaria, onde se manteve até se reformar. Ajudou muitas pessoas da terra e conseguiu arranjar emprego no Hotel para alguns jovens, como grooms.

Devido à sua actividade profissional e ao grande interesse em se valorizar fez vários cursos de línguas tendo estudado no Instituto Alemão, Instituto Espanhol, Instituto Italiano e British Council, pelo que sabia falar fluentemente francês, inglês, espanhol, italiano e alemão.
No princípio da década de 60 iniciou o curso de Direito que não concluiu – ficando-se pelo terceiro ano. Tirou algumas cadeiras na Universidade de Coimbra mas a maioria foi na Universidade de Lisboa.

Mais tarde deu alguns passos pela escrita e segundo ele, “a sua actividade literária, em prosa, foi um acidente na sua vida emocional porque a sua sensibilidade de expressão escrita aliciava-o fortemente para a poesia”. No entanto a “sua razão recalcitrava” e empurrou-o para a prosa.

O seu primeiro livro foi «O Homem e a Montanha» que escreveu em cerca de quarenta dias. “Corria o verão de 1971, a uma janela da minha casa, na minha propriedade – Quinta das Águias – na freguesia do Colmeal de Góis, espraiava eu o calmo olhar sobre o imenso mar de verdura, que emergia de todo o vale do alto Ceira, eis que vejo uma delgada coluna de fumo, ainda ténue, característica de fogo que acaba de ser aceso, subindo bem alto, acima do infindo plano verde-esmeralda, que era então toda a área dos vales e encostas das serras da Lousã e do Açor, digamos mais precisamente, todo o maciço da Beira Interior. Faltavam dez minutos para as oito horas da manhã. Liguei imediatamente para os serviços florestais de Arganil…

À noite, já o fogo tinha atingido os píncaros da serra do Açor e descia para norte da serra, e alastrava, tudo destruindo, à sua passagem. Foram três dias e três noites naquele inferno de fogo. À sua fúria nada resistiu! E as encostas do alto Ceira e toda a serra do Açor, que anteriormente era uma imensa floresta, um verdadeiro mar de verdura, ficou tudo negro da cor do carvão, e ainda hoje, nada mais é do que matagais impenetráveis sem qualquer utilidade.”

«Levante-se o Réu», é outra obra sua que se situa numa altura em que o país se confrontava com a tragédia da Guerra Colonial e se intensificava a desertificação rural do interior, com a emigração e a migração maciça de famílias completas para os centros populacionais do litoral. Em «Missão de Mãe» fala-nos de uma Lucinda que nascera num lar humilde, algures na Beira Alta, filha dum casal pobre que vivia num lugarejo, implantado numa encosta agreste…

Manuel Nunes de Almeida faleceu em Lisboa em 6 de Dezembro de 2009.
Recentemente a sua filha, Dr.ª Maria Manuela Nunes de Almeida, comunicou-nos o desejo de seu pai para “que os seus livros fossem para a sua terra e pudessem ser partilhados e utilizados por quem necessite”.
Como nos disse no final “Estou extremamente feliz por vos ter entregue os livros do meu querido e amado pai. Eu tenho muito orgulho do grande homem que foi e é o meu pai.”

Brevemente todos estes seus livros, do curso de Direito e outros, estarão disponíveis na Biblioteca da União no Colmeal, onde já se encontram as suas obras aqui referidas.

A União Progressiva da Freguesia do Colmeal sente-se muito lisonjeada pela honra de ter sido escolhida para receber este valioso espólio de um homem que à sua custa se fez homem. Se fez um GRANDE HOMEM!

P’la Direcção da UPFC
António Domingos Santos

Foto de Francisco Silva
Manuel Nunes de Almeida com a esposa e a filha no almoço dos 75 anos da União

Postais de Norte a Sul - Góis


Clique abaixo e veja como o nosso concelho, o concelho de Góis, é bonito, atractivo e diferente.

Aprecie em ecrã inteiro uma parte deste Portugal que você não pode deixar de conhecer.

Temos a certeza de que vai gostar.

Venha até nós. Visite o nosso concelho e delicie-se falando com as pessoas simples, afáveis e simpáticas que irá encontrar. Descubra os recantos e as belas paisagens que o vão encantar. E depois, dê-nos também a sua opinião sobre a gastronomia serrana que não deve perder de modo nenhum.

http://www.tvi24.iol.pt/programa/4375/9

ADIBER: Tribunal absolve todos os arguidos


O Tribunal de Arganil absolveu, hoje (dia 10), todos os arguidos do processo que envolveu autarcas da Câmara Municipal de Góis e dirigentes da Associação de Desenvolvimento Integrado da Beira Serra (ADIBER).

“O processo teria outro desfecho se não fosse a prescrição do crime de falsificação de documentos, mas mesmo assim seria um ilícito menor”, referiu o juiz-presidente, declarando os arguidos absolvidos, sem custas, dos crimes de participação económica em negócio, fraude na obtenção de subsídio ou subvenção e presumível desvio de subsídio para fim diferente.

Para Lurdes Castanheira, actual presidente da Câmara Municipal de Góis, “este é o desfecho esperado”, dado que “todos os actos foram praticados com a melhor das intenções, em prol do desenvolvimento local”.

“Este processo terminou e queremos que sejam dissipadas todas as dúvidas”, declarou Lurdes Castanheira, recordando que “atravessou tempos difíceis, com o estatuto de arguida durante a campanha eleitoral”.

Os factos tiveram origem na aprovação por parte do Executivo camarário de Góis da venda à ADIBER de uma parcela da Quinta do Baião, em 1999, a qual tinha um projecto financiado em 234 000 euros pelo programa Leader II, tendo em vista a concretização de um projecto de agro-turismo, que nunca veio a ser concretizado.

O julgamento iniciou-se no princípio de Outubro de 2011, tendo sido extinta a responsabilidade criminal em relação ao ex-presidente da Câmara Municipal de Góis, Girão Vitorino, pelo seu falecimento, enquanto o médico José Cabeças, que também presidiu à Edilidade e à Direcção da ADIBER, esteve sempre impedido de comparecer devido a doença do foro psiquiátrico.

No decurso do julgamento também aconteceu o falecimento de Nuno Jordão, então gestor do programa comunitário Leader, que era acusado de uso de documento falso.

Os outros arguidos, agora todos absolvidos, são Manuela Gama, Humberto de Matos, Maria Helena Mateus, José Ângelo, Luís Miguel Silvestre e Miguel Ventura (autarca socialista da Câmara Municipal de Arganil e coordenador da ADIBER).

Foi também confirmada pelo Tribunal a extinção do processo de execução fiscal de que a ADBER foi alvo, tendo em conta o pagamento de 25 064 euros e o Ministério da Agricultura ter considerado como “devidamente justificada e aplicada aos fins a que se destinava” a restante verba.

Escrito por Luís Santos
In Campeão das Províncias 10/01/2012

sábado, 7 de janeiro de 2012

Junta de Freguesia do Colmeal contra a Reforma Administrativa Local



“As freguesias fazem parte da história da organização político-administrativa do país e muito têm contribuído para o seu desenvolvimento bem como para a criação de condições de bem-estar dos seus habitantes sendo por isso um activo que deve ser respeitado.
São aqueles que mais perto estão dos cidadãos e que mais rapidamente e melhor respondem aos seus problemas e anseios.
Que não se utilize a figura do autarca e a necessidade de uma nova reorganização político-administrativa com eliminação ou fusão de freguesias para justificar a situação financeira do país, as freguesias representam uma ínfima parte do orçamento geral do estado e são reconhecidas por aplicar bem os seus recursos financeiros.

As Freguesias da Delegação Distrital de Coimbra da ANAFRE, reunidas a 19 de Novembro de 2011, na Casa do Povo de Souselas, vêm manifestar a sua total discordância e recusa da Reforma Administrativa Local em curso que visa a extinção ou fusão das freguesias, por ser injusta, discriminatória e errada, por ignorar a melhoria das condições de vida das populações e dos serviços prestados pelas freguesias.” (Carlos de Jesus – presidente da Junta de Freguesia do Colmeal – in “O Varzeense” Nº 571 de 15 de Dezembro de 2011)

A ANAFRE e as Freguesias rejeitam, claramente, a Reforma da Administração Local proposta no Documento Verde. Entendem que este documento não preconiza um modelo adequado à realidade social portuguesa nem garante ganhos de eficácia e eficiência para o Poder Local, nem respeita a vontade das populações. (Das Conclusões do XIII Congresso Nacional da ANAFRE – in “O Varzeense” Nº 571 de 15 de Dezembro de 2011)

“Lideranças fortes e determinadas transmitem confiança e esperança nos cidadãos, pelo que é necessária coesão e coragem para enfrentar as dificuldades do momento e defender os direitos das populações.

Não é efectuada uma verdadeira distinção entre o papel exercido pelas freguesias nos territórios urbanos e rurais. O critério da distância linear não é o mais adequado nas regiões rurais de montanha, em que faz mais sentido a aplicação da distância-tempo como medida de grau de isolamento em que se encontram as freguesias e as suas aldeias.” (Dr. Miguel Ventura na Convenção Autárquica em Góis – in “O Varzeense” Nº 571 de 15 de Dezembro de 2011)

Foto de Catarina Domingos

Televisão: Novas datas para o ‘apagão’



A Anacom aprovou esta quinta-feira ”um ajustamento da calendarização” do apagão do sinal analógico de televisão previsto para a próxima quinta-feira.

O novo calendário foi disponibilizado no site da Autoridade Nacional de Comunicações e revela que no dia 12 apenas o emissor de Palmela e os retransmissores de Alcácer do Sal, Melides e Sesimbra vão ser desligados. Estes vão afectar cerca de um milhão de pessoas. Um terço do previsto inicialmente para o apagão da faixa litoral.

Consulte o novo calendário:

Serão desligadas a 12.01.2012 as seguintes estações:

Emissor: Palmela;
Retransmissores: Alcácer do Sal, Melides e Sesimbra.

Serão desligadas a 23.01.2012 as seguintes estações:

Emissor: Fóia - Monchique;
Retransmissores: Santiago do Cacém, Cercal do Alentejo, Odemira, Odeceixe, Monchique, Aljezur e Silves.

Serão desligadas a 01.02.2012 as seguintes estações:

Emissor: Lisboa-Monsanto;
Retransmissores: Areeiro, Barcarena, Caparica, Carvalhal, Cheleiros, Estoril, Graça, Montemor-o-Novo, Odivelas, Sintra, Malveira, Sobral de Monte Agraço, Coruche e Cabeção.

Serão desligadas a 13.02.2012 as seguintes estações:

Emissor: Reguengo do Fetal;
Retransmissores: Vale de Santarém, Sobral da Lagoa, Mira de Aire, Candeeiros, Alcaria, Tomar, Ourém, Caranguejeira, Leiria, Alvaiázere, Avelar, Pombal, Castanheira de Pera, Espinhal, Senhora do Circo, Padrão, Ceira dos Vales, Vale de Açôr, Vila Nova de Ceira, Ceira, Coimbra, Caneiro, Cidreira, Lorvão, Penacova, Mortágua, Avô e Benfeita.

Serão desligadas a 23.02.2012 as seguintes estações:

Emissor: São Macário;
Retransmissores: Préstimo, Viseu, Cedrim, Vouzela, Vale de Cambra, Covas do Monte, Santa Maria da Feira, Arouca, Rio Arda, Lalim, Vila Nova de Gaia, Foz, Valongo, Santo Tirso, Caldas de Vizela, Caldas de Vizela II, Amarante, Gondar, São Domingos, Ancede, Caldas de Aregos, Resende, Lamego e Santa Marta de Penaguião.

Refira-se ainda que o retransmissor de Malhada, cujo desligamento estava previsto para a 1.ª fase do PSO, será desligado na 3.ª fase, momento em que será também desligado o retransmissor que alimenta (Malhada II).

A 22 de Março de 2012 serão desligados os emissores dos Açores e Madeira e a 26 de Abril de 2012 o restante território continental.

in Correio da Manhã 6/01/2012

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Freguesia do Colmeal nas Grandes Opções do Plano para 2012



A Câmara Municipal de Góis aprovou as Grandes Opções do Plano e Orçamento para o ano de 2012, na reunião do Executivo Camarário, realizada no passado dia 13 de Dezembro.

No documento apresentado como nota introdutória ficou bem claro que se pretende “…mais uma vez satisfazer as necessidades dos munícipes e/ou a minimização dos seus problemas e carências. Sem prejuízo de completarmos os investimentos já lançados, optámos, assim, pelo redireccionamento da despesa de capital no sentido de melhorar as infra-estruturas existentes ao invés de criar novas cuja execução orçamental poderia estar em risco. A revisão do posicionamento do Executivo não é motivada por uma postura conservadora mas, antes, de prudência básica dadas a volatilidade e a imprevisibilidade das políticas comunitária e governamental.”

Conforme divulgou a presidente da Câmara Municipal de Góis, durante a reunião do Executivo Camarário em conjunto com os diferentes presidentes das Juntas de Freguesia, foram ainda definidas prioridades em cada freguesia, destacando-se na do Colmeal:

• requalificação das calçadas

• construção da estação de tratamento de águas residuais

• conclusão do estradão Açor-Ádela.

A União Progressiva da Freguesia do Colmeal que há alguns anos vinha insistindo para a grande necessidade de beneficiação dos arruamentos no Colmeal fica bastante satisfeita com a sua inclusão nas Grandes Opções do Plano para o corrente ano e aguardará com muita expectativa a sua concretização.

A Senhora Presidente da Câmara de Góis, Dr.ª Maria de Lurdes Oliveira Castanheira, já na véspera e durante a Festa de Natal organizada pela União tivera a gentileza de informar os presentes quanto a estas prioridades inscritas nas GOP para 2012.

Presépio no Colmeal






Sinais de Natal voltaram mais uma vez ao Largo. Com noites de enregelar próprias de um mês de Dezembro até as luzes tremiam de frio.

Fotos de Catarina Domingos

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Tiago... pensativo



Tiago José Cerejeira Domingos é um jovem simpático, muito prestável e amigo do seu amigo. Presentemente é um dos elementos da Comissão de Juventude da União Progressiva.
No domingo da Festa de Natal no Centro fomos dar com ele pensativo e com um sorriso quase imperceptível. De boné a meia esquadria, ali junto aos brinquedos. Brinquedos que já não eram para si... porque os anos não perdoam. Não há muito tempo ele mal dormia tentando adivinhar o que o Pai Natal lhe destinara.



Ali estava, agora sem qualquer inquietação como em outros tempos. Continua a ser presença assídua apesar de já não ter um brinquedo para si. Seria interessante ver outros, que já foram meninos, ali naquele espaço, partilhando da alegria dos mais pequenos e ajudá-los a desembrulhar o que lhes calhou em sorte.
Parece escutar com muita atenção alguma "dica" da experiência acumulada ao longo dos anos.


António Santos aproveita a ocasião para informar a pequena Mariana que no andar de cima há uma biblioteca com muitos livros que ela poderá escolher à vontade. O irmão Vasco parece compreender a mensagem de que ler ajuda ao desenvolvimento das crianças e que os pais devem incentivar os filhos a usufruir dos benefícios da leitura.


Finalmente Tiago, missão cumprida. Qualquer dia será a Mariana, o Vasco ou outro menino a recordar-se dos tempos em que recebia um brinquedo e a partilhar com outros meninos esta alegria e estes momentos que jamais esquecerão.

Fotos de Catarina Domingos, Francisco Silva e Nuno Silva

União na Gala do Voluntariado



(clicar para ampliar)

Na I Gala do Voluntariado "Gestos Solidários" 2011 o Município de Góis homenageou a União Progressiva da Freguesia do Colmeal reconhecendo a dedicação prestada em prol da Comunidade e do Voluntariado.

Foi no passado dia 7 de Dezembro, no Pavilhão Gimnodesportivo.