segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Juventude olha em frente





Observamos hoje, não um marco, não uma vitória ou uma data específica, mas uma obra que tem sido desenvolvida ao longo do tempo.

Essa obra começou em 1931 – como muitos de nós aqui bem se lembram – graças a um grupo de homens que tinha como objectivo melhorar acessos e infraestruturas na freguesia do Colmeal. Hoje é mais do que isso e a prova são iniciativas como esta.

As actividades sociais e culturais são tão importantes como as estruturas físicas que as sucessivas direcções da União vão erguendo e melhorando, pois estas, sem a interacção humana, de nada valem. A freguesia do Colmeal não é o espaço físico que nós conhecemos e de certa forma amamos, mas é quem lá vive todo o ano. É quem lá cresceu e volta pelo menos uma vez por ano. É quem lá passa as férias e os principais feriados. É quem apenas está lá no fim-de-semana da festa de Verão. É quem lá foi a convite de outros e se apaixonou pelas serras e pelo rio. Isto tudo é a freguesia do Colmeal e aquilo que celebramos hoje, é isso mesmo: quem, ao longo de 80 anos, faz ou fez parte deste grupo.

E porque a União não desapareceu ao fim dos primeiros 80 anos, também não irá desaparecer nos próximos 80. Não o vamos permitir. Nas mãos de todos nós estará o resultado final deste nosso objectivo, do qual somos filhos, netos ou bisnetos, de uma herança que nos foi deixada por aqueles que em 1931 criaram a União Progressiva da Freguesia do Colmeal.

Nós somos a mais recente Comissão de Juventude. E digo a mais recente porque ao longo destes 80 anos já muitas foram criadas. Esperamos fazer o nosso melhor, contando claro está, com as vossas opiniões mas também com a vossa paciência e disposição para levar com erros que de certeza irão surgir durante as nossas intervenções.

Mas nós não estamos sozinhos. E à medida que caminhamos, contando com o apoio da direcção que em nós depositou esperanças, olhamos em frente para os próximos desafios. Não voltaremos atrás.

E apesar de isto ser apenas as nossas palavras e mesmo podendo ser olhados com desdém, a todos aqueles que nos ouvem nós vos prometemos: a converter as nossas boas palavras, em boas acções, numa aliança com vista ao progresso desta colectividade.

Termino só com as palavras de um sábio que um dia disse: “o medo é uma cena que a nós não nos assiste”.

Obrigado!

Comissão de Juventude da UPFC

Reforma da Administração Local



Carlos da Conceição de Jesus, presidente da Junta de Freguesia do Colmeal, no recente almoço comemorativo dos 80 anos da colectividade regionalista mais antiga da freguesia, depois de felicitar a aniversariante e de cumprimentar os presentes e os restantes membros da mesa, falou das suas grandes preocupações com o chamado “Documento Verde” que pretende lançar as bases de discussão para implementar uma verdadeira Reforma da Administração Local.

Alertou para o facto de a organização do território já estar a suscitar enorme controvérsia face à eventual extinção de freguesias, especialmente quando a questão se coloca ao nível de fusão ou eliminação das existentes em meio rural, onde, muitas das vezes são o único motor de desenvolvimento e de dinamismo. Informou que serão realizadas sessões de esclarecimento, para as quais pediu a maior participação de todos, de modo a permitir uma discussão aberta, transparente e construtiva e onde as colectividades regionalistas terão um papel importante pelo que ao longo dos anos fizeram em prol do desenvolvimento local.

Magusto





No próximo domingo, dia 30 de Outubro, a União Progressiva da Freguesia do Colmeal volta a realizar o tradicional magusto.

Será no Largo D. Josefa das Neves Alves Caetano, pelas 15 horas.

Castanhas, torresmos e doces, estarão à disposição de todos os que se quiserem associar a esta ancestral manifestação que pretendemos se mantenha por muitos e muitos anos.

A sua presença e a sua companhia são muito importantes.

Esperamos por si.

UPFC

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Aniversário da União – 2ª parte





Após a intervenção do presidente da União seguiu-se a entrega de uma placa alusiva aos que entretanto atingiram os 25 e 50 anos de associados. Antes, porém, foi prestada homenagem ao sócio mais antigo, Antero Gonçalves de Almeida, que fez parte do núcleo inicial de Colmealenses (entenda-se como naturais da freguesia) que em reuniões preparatórias vieram a dar origem à União Progressiva da Freguesia do Colmeal.

Abel da Silva Gonçalves, seu filho, justificou-nos a ausência com uma simpática carta em que nos dizia “Com satisfação decidi estar presente na cerimónia comemorativa dos 80 anos da União… mas a doença de minha mulher e do sócio fundador, Antero Gonçalves de Almeida, meu pai… acabam por me privar de estar convosco, mas estarei em espírito…
… Meu pai, próximo a fazer 103 anos (doença normal deste belo percurso da vida), pessoa ainda idónea, sempre serviu a comunidade ao longo da sua vida activa, sem desejar distinção, mas que agradece receber um pequeno diploma que seja, como um dos fundadores da União, louvando a continuidade dos carolas reeleitos.”

A Direcção procederá posteriormente à entrega da placa comemorativa.

Seguiu-se a entrega de placas comemorativas aos sócios com 50 anos de antiguidade e que se encontravam presentes. Feita referência à ausência de Maria Irene Rafael Abegão, professora que foi no Colmeal, durante quatro anos na década de 50 e que amavelmente, nos comunicou a sua impossibilidade de ali estar connosco. Guarda gratas recordações das pessoas que a acolheram e também dos seus alunos, que cumprimenta com muita simpatia e saudade. Continua a acompanhar o percurso da nossa colectividade à qual deseja um futuro de muito sucesso.





Receberam a placa: António Domingos Santos, António Ramos de Almeida, João Manuel Alves Duarte, José Martins Mendes, Lúcia Fontes Alves Duarte (a título póstumo), Manuel Martins dos Santos, Maria Alice Henriques Domingos Mendes, Maria Antonieta Fontes de Almeida, Maria do Carmo Canelas Costa e Maria Eugénia Marques da Costa Ramos.








Depois, foram chamados os sócios com 25 anos de fidelização à Colectividade: Abílio dos Santos Gouveia Neves, Alfredo Campos de Almeida, Amílcar Nogueira Domingos Branco, Ana Sofia Ramos Teixeira Correia, Aníbal Nunes de Almeida, Anselmo Ramos Dias Gaspar, António Alcindo de Almeida, António Jorge Simões, António Manuel Henriques Mendes Domingos, António Nunes dos Santos, Artur Domingos da Fonte, Artur Lopes Iria, Aurora Domingos Henriques, Celestina Domingos da Fonte Almeida, Domingos Manuel Alves Nunes, Etelvina Fontes de Almeida, Fernando de Almeida Freire, Fernando dos Anjos Marques, Fernando Loureiro, Francisco José Carreira da Silva, Henrique Brás Mendes, Isaura do Carmo Costa Fernandes, Isaura Marques Costa e Silva, José Álvaro de Almeida Domingos, José Manuel da Costa Ramos, José Nunes de Almeida, Luísa Maria Canelas Costa, Manuel Fernandes da Luz, Manuel Luís Nunes, Maria Assunção Almeida, Maria Clementina Neves Santos, Maria dos Anjos de Almeida Crespo, Maria Helena Almeida, Maria Leonor Brás da Costa, Maria Lucília Domingos Pinto Carreira da Silva, Maria Luísa Brás Almeida, Maria Manuela Ferreira da Costa Fonseca, Maria Paula Gaspar de Almeida Ramos, Mário de Jesus Martins, Rui Henriques de Almeida, Tomás Gomes Sequeira e Zulmira Maria Pires Pinheiro.


O Padre Anselmo Ramos Dias Gaspar que paroquiou a freguesia do Colmeal entre Outubro de 1967 e Setembro de 72, em que deixou obra feita, como é o caso do Centro Paroquial (reconversão de uma antiga capela a degradar-se) que passou a funcionar como Centro de Convívio. Presidiu à Delegação da União no período compreendido entre 9 de Março de 1969 e a sua saída do Colmeal.
Agradeceu a placa acabada de receber, cumprimentou os presentes, alguns dos quais não via há muito e felicitou a União pelo trabalho que vem desenvolvendo. Recordou a sua passagem pela freguesia e que “o tempo dos melhoramentos” já não competia às colectividades. “A União está no bom caminho com a reconversão que operou no Regionalismo mudando a sua actuação para as áreas da cultura, do social, do recreativo e do lazer.”

Fotos de Francisco Silva e A. Domingos Santos

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Sessão de Esclarecimento sobre a Televisão Digital Terrestre



Convite

O Município de Góis convida V. Exa. a estar presente na sessão de esclarecimento sobre a Televisão Digital Terrestre, a qual contará com a presença de um representante da ANACOM, que se realiza no próximo dia 21 de Outubro, pelas 17h00, no Auditório da Casa do Artista, em Góis.

Há várias décadas que as pessoas veem televisão e, em muitos casos, esta é a sua única ligação à realidade exterior e a sua única companhia. Ficar sem ela seria uma privação inaceitável para quem desde sempre se habituou a ver televisão de forma gratuita, desta forma e para que o processo decorra sem perturbações é importante que todos estejam informados sobre o que tem que ser feito.

Portugal está obrigado a proceder ao desligamento do sinal de televisão analógico terrestre (switch-off), passando os serviços de televisão em “sinal aberto” a ser assegurados pela TDT, e cujo processo de migração que está em curso ficará concluído em 2012.

A TDT permite uma melhoria da qualidade do som e da imagem, bem como novas funcionalidades. Na generalidade, os televisores que estão à venda no mercado já se encontram preparados para receber a TDT, pelo que quem tiver um destes aparelhos apenas terá que lhe ligar o cabo de antena e passará a receber televisão digital (exceção feita para uma minoria de casos em que será necessário reorientar as antenas existentes). Quem possui um televisor convencional terá que comprar um descodificador e ligá-lo ao seu televisor, podendo assim continuar a utilizá-lo, sem necessidade de adquirir um novo. A transição para a televisão digital terrestre é um processo muito simples, mas muito sensível.

Participe na Sessão de Esclarecimento.

Gabinete de Apoio à Presidência - Município de Góis

JORNAL DE ARGANIL



Deixou de ser publicado o Jornal de Arganil.
É mais um jornal regional que fecha as portas.

 

domingo, 16 de outubro de 2011

Clássicos na Biblioteca da União


Com uma nova apresentação, mais leve, apelativa e mais aliciante, a Biblioteca da União irá disponibilizar muito em breve aos seus leitores estes cinco clássicos da literatura portuguesa.


“Os Maias” de Eça de Queirós, “As Pupilas do Senhor Reitor” de Júlio Dinis, “Os Lusíadas” de Luís de Camões, “Amor de Perdição” de Camilo Castelo Branco e “Frei Luís de Sousa” de Almeida Garrett apresentam-se agora com uma nova roupagem, mais alegre e cativante dos olhares de quem aprecia a boa leitura e que encontra nos nossos autores motivos de sobra para passar momentos inesquecíveis acompanhando as diversas personagens criadas para nosso deleite.

Eça de Queirós (Póvoa de Varzim, 25.11.1845-Paris, 14.08.1900) foi uma figura cimeira da literatura portuguesa do sáculo XIX, considerado o principal representante do nosso realismo literário e foi também figura destacada no panorama cultural e político da época. “Os Maias”, publicado em 1888, é o mais aclamado dos seus romances. Nele acompanhamos a história de uma família, os Maias, ao longo de três gerações, com especial enfoque na última, encarnada em Carlos da Maia. É um romance incontornável, que representa um marco na história da literatura, pelo quadro que faz da sociedade portuguesa de oitocentos.

Júlio Dinis, pseudónimo de Joaquim Guilherme Gomes Coelho, nasceu e morreu no Porto (1839-1871). “As Pupilas do Senhor Reitor”, o seu primeiro romance, tem como pano de fundo a vida rural tão característica nas suas obras. As pupilas, Margarida e Clara, são as personagens femininas centrais da obra, meias-irmãs órfãs, com personalidades muito diferentes, adoptadas pelo Reitor. E depois, há também os dois filhos de José das Dornas, o Daniel e o Pedro, as intrigas e muitos desencontros que prendem a atenção do leitor até ao fim.


“Os Lusíadas”, poema épico de Luís de Camões, é provavelmente a mais importante obra da literatura portuguesa, onde se narra a história e os feitos da nação portuguesa, centrada sobretudo na descoberta do caminho marítimo para a Índia. Luís Vaz de Camões terá nascido em Lisboa no ano de 1524 e falecido na mesma cidade em 10 de Junho de 1580. É considerado o mais importante poeta da história da literatura portuguesa.

Camilo Castelo Branco (Lisboa, 16.03.1825-S. Miguel de Seide, 01.06.1890) teve a sua vida marcada pelo estigma do nascimento irregular e pela orfandade precoce. A sua vida amorosa também precoce, riquíssima e dramática, ficou famosa pela sua paixão por Ana Plácido, que viria a ser a mãe dos seus filhos e o grande amor da sua vida. Em “Amor de Perdição”, Simão Botelho e Teresa de Albuquerque pertencem a famílias distintas, que se odeiam. Os dois acabam por se apaixonar, mas o pai dela acaba por a internar num convento. E depois, …


Almeida Garrett (Porto, 1799-Lisboa, 1854) estudou Direito em Coimbra. As suas influências liberais vêm desse tempo. A Vila-Francada leva-o a exilar-se em Inglaterra onde toma contacto com a literatura romântica. Tem uma obra vastíssima onde “Frei Luís de Sousa” é considerada como a obra-prima do teatro românico português e uma das obras-primas da nossa literatura. D. Sebastião, rei de Portugal, desaparecera em Alcácer-Quibir em 1578 e com ele estava também D. João de Portugal, marido de Madalena de Vilhena, que após sete anos de ausência do esposo se casa com outro nobre…

Para além destes cinco clássicos que agora lhe referimos, outros há à sua disposição e que poderá levar para confortavelmente ler em sua casa. Não se esqueça que ler faz bem e que a leitura ajuda ao nosso desenvolvimento.


Município de Góis adere ao Projecto «cIdadesAmigas das Pessoas Idosas»



Este projecto, promovido pela Associação Vida, tem como objectivos identificar os aspectos positivos e os obstáculos referentes a oito áreas estratégicas: prédios públicos e espaços abertos, transportes, habitação, participação social, respeito e inclusão social, participação cívica e emprego, comunicação e informação, apoio comunitário e serviços de saúde.

O Município de Góis, durante o mês de Setembro, convidou todas as pessoas com mais de 55 anos a responder aos questionários, que visavam identificar as barreiras e os aspectos positivos que o nosso concelho oferece à população idosa, de modo a avaliarem a melhoria do espaço onde vivem.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Aniversário da União – 1ª parte



Manhã cedo, no dia 2 de Outubro. Lisboa, Sete Rios. Sócios e amigos da União Progressiva da Freguesia do Colmeal inteiravam-se do autocarro que lhes estava destinado, pronto a seguir pela A1 a caminho do almoço comemorativo dos 80 anos da colectividade.


Uma pequena paragem para o pequeno-almoço e depois uma outra no Centro Geodésico de Portugal. O marco com cerca de 10 metros e que assinala o centro do país foi uma das primeiras pirâmides geodésicas a ser construídas, em 1802. Para além do simbolismo do local há também uma espectacular vista que se alcança e que em dias de grande visibilidade nos permite descortinar a Serra da Estrela. Aqui nos encontrámos com todos os que tinham vindo do Colmeal.


Os cinco autocarros e algumas viaturas particulares prosseguiram depois para a linda vila da Sertã, onde no seu local mais aprazível, na Alameda da Carvalha, junto à Ribeira da Sertã e da sua Ponte Filipina, se pode admirar o Lagar de Vara, uma réplica fiel do antigo lagar.




O tempo estava esplendoroso. A Quinta de Santa Teresinha esperava-nos com os aperitivos a ser servidos no agradável e bem cuidado jardim.










A sala ficou repleta com os 330 sócios e amigos da União que connosco quiseram comemorar os seus 80 anos ao serviço do regionalismo.
Junta de Freguesia do Colmeal, Casa do Concelho de Góis e colectividades congéneres também responderam afirmativamente ao convite, bem como a imprensa regional na pessoa do seu decano, António Lopes Machado.


No momento próprio, António Domingos Santos, presidente da União Progressiva, visivelmente emocionado perante tão vasta assistência, proferiu uma breve alocução, dificilmente sintetizada pela grandiosidade do historial da colectividade.

“Quem diria a Abel Joaquim de Oliveira e a José Antunes André, que quando vigiavam a noite lisboeta na sua nobre função de guarda-nocturno e tiveram a ideia de criar uma associação que levasse a instrução, o desenvolvimento e o progresso às nossas aldeias, quem diria que passados oitenta anos ela ainda existisse.”

“…Falar do passado não é saudosismo. Mas temos a obrigação de recordar todos aqueles que se esforçaram e deram o seu melhor, que tinham uma vida dura, de trabalhos pesados, para sobreviverem em Lisboa onde procuravam sustento para as mulheres e para os filhos que haviam ficado nas aldeias.

Conseguir o máximo de solidariedade de toda a colónia da freguesia do Colmeal; educar, instruir e proteger os seus membros necessitados; auxiliar moral e materialmente todos os melhoramentos; promover por todos os meios ao seu alcance as manifestações de actividade que de qualquer modo possam contribuir para o engrandecimento da freguesia.
Estes foram os objectivos que levaram à criação da nossa colectividade. E foram homens simples, com pouca instrução mas de enorme vontade, que os fixaram e os conseguiram realizar.”

“…Oito décadas são passadas. Não nos atrevemos a perspectivar quantas mais se irão seguir mas acreditamos, temos a firme certeza de que a nossa União continuará a existir trilhando o caminho percorrido nos últimos anos, focado em acções de carácter social, cultural e recreativo e a inovar sempre que possível. Temos apostado numa forte política de comunicação com os sócios, através da imprensa regional e na Internet, com o nosso blogue.

Contamos com a juventude e a nossa Comissão de Juventude já mostrou que está interessada, que está disponível e que quer trabalhar. São criativos, têm imaginação, e têm uma coisa muito importante que os une, o amor à terra dos seus pais e avós e o respeito e admiração por aqueles que ainda resistem nas nossas aldeias.”

Referiu-se ao trabalho desenvolvido pela Junta de Freguesia do Colmeal, que a União vem acompanhando com muito interesse, mas que continuarão a estar atentos às benfeitorias que ainda faltam executar e que tão necessárias são para uma melhor qualidade de vida dos poucos que ainda lá vivem. Falava concretamente das calçadas que os Colmealenses e todos aqueles que visitam a sede de freguesia têm dificuldade em pisar temendo cair, mas deixou bem claro que acredita e confia no Senhor Presidente da Junta. “Sabemos que até ao final do seu actual mandato tudo fará para que o eterno problema das calçadas seja resolvido. Os nossos idosos merecem!”

Terminou a intervenção com um OBRIGADO muito grande e uma palavra de simpatia para com todos os presentes e muito especialmente para com as Senhoras, ali em tão elevado número.

Fotos de Francisco Silva e A. Domingos Santos

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Bois de trabalho

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Amigas/os

De permeio com a vindima, venho saudar-vos, no regresso de férias, com os bois de trabalho, que muitos recordam com carinho. Mostravam-se, uma vez mais, garbosos como os donos, na Feira do Mont' Alto (Arganil). Não seriam mais de vinte, mas eram os suficientes para permitir aos muitos observadores mais ou menos nostálgicos ou interessados pelas espécies bovinas - sempre mais homens do que mulheres - o prazer do reencontro com aqueles antigos e pachorrentos companheiros de trabalho duro e andar vagaroso.



Alguns eram reincidentes: lindos e gigantescos, são animais de exposição e concurso, hoje que as máquinas fazem com eficiência acrescida o trabalho que lhes competia, e que as estradas, por onde os respectivos carros chiavam gemendo de esforço e lonjura, foram substituídas por outras, infelizmente nem sempre compatíveis com as exigências do presente.



Outros não: eram bezerros para comercialização, e cada junta custava a módica quantia de 2 000.00€. Precisamente o dobro do que custava há catorze anos, quando o meu tio Acácio me dizia, esperando que eu concretizasse o sonho que a idade já não lhe consentia: "Ó menina, que lindos animais! E baratos! Por duzentos contos leva-se para casa uma junta de bois de luxo!"



Pela primeira vez, vi burros na feira. Burros, mesmo burros, que por acaso eram burras! Segundo o vendedor, os machos ou são castrados – e, aí, é como se fossem fêmeas - ou, a determinada altura, ficam malucos e desatam a morder tudo e todos ... Trezentos euros cada e o impresso já preenchido para pedir o subsídio devido pela manutenção de um animal em vias de extinção! Se é que a voracidade da crise ainda não tragou o dito subsídio! Desta vez resisti à tentação …

Abraço

Açor, Colmeal, 15 de Setembro de 2011

Lisete de Matos