sábado, 16 de julho de 2011

ATÉ JÁ...





Proteção necessária



Era realmente necessária esta proteção. O desnível para o terreno inferior poderia ser fatal para qualquer incauto ou distraído. A Junta de Freguesia atenta à previsível situação de perigo resolveu a questão.

Foto de A. Domingos Santos

Bom gosto… e muitos fios



Casas recuperadas com extremo cuidado e muito bom gosto. Felizmente ainda há quem tenha bom gosto.

Pena é a existência de tantos fios. Há quem diga que esta proliferação de fios se deve a um pedido feito pelas andorinhas…

Foto de A. Domingos Santos

quinta-feira, 14 de julho de 2011

União Progressiva em “Fim-de-Semana Memorável”


A União Progressiva da Freguesia do Colmeal que se encontra a comemorar oitenta anos ao serviço do Regionalismo realizou nos passados dias 25 e 26 de Junho uma excursão, que a Agência denominou de “Fim-de-Semana Memorável”. E foi mesmo.





A partida foi dada, como habitualmente, de Sete Rios, frente ao Jardim Zoológico. Uma pequena paragem para os cinquenta participantes tomarem um café antes de se chegar à Quinta dos Loridos, nas proximidades do Bombarral.

















Como anteriormente se referiu o Jardim da Paz encontra-se situado nos terrenos luxuriosos da Quinta dos Loridos e ocupa cerca de 35 hectares dos 90 da propriedade.
Com cerca de 6000 toneladas de mármore e granito, budas, lanternas, estátuas de terracota e várias esculturas que foram colocadas cuidadosamente entre a vegetação. Este espaço verde com o seu lago central é um local de paz e tranquilidade, convidando a descobrir os vários caminhos ou apenas a relaxar na relva circundante ao lago. A escadaria central é o ponto focal do jardim, onde os budas dourados lhe dão calmamente as boas vindas.
700 soldados de terracota e pintados à mão estão espalhados pelo jardim, alguns dos quais enterrados da mesma forma como foram colocados na China há 2200 anos.
No lago podem ver-se os peixes koi e os dragões esculpidos a erguerem-se da água.














A cidade de Aveiro é no país uma das mais características e mais ricas em história. Localizada na foz do rio Vouga, no centro da ria a que a própria cidade dá o nome, tem uma história longa, de mais de mil anos. A referência escrita mais antiga data do ano de 959, três séculos antes de Aveiro ter sido elevada à condição de vila. Rodeada de muralhas no século XV – demolidas mais tarde – por iniciativa do infante D. Pedro, filho de D. João I, Aveiro teve na dinastia de Avis protagonistas marcantes.
D. Duarte, em 1434, concedeu à vila privilégio de realizar uma feira franca anual, a qual chegou aos nossos dias conhecida como Feira de Março. Quatro décadas mais tarde, em 1472, a filha de Afonso V, infanta D. Joana, entrou no convento de Jesus, onde veio a falecer em 12 de Maio de 1490.
A estada da filha do rei – também conhecida como Santa Joana, Princesa – foi de tal modo marcante para Aveiro, chamando a atenção para os problemas da vila e favorecendo o seu desenvolvimento, que o aniversário da sua morte corresponde hoje ao feriado municipal da cidade.
Voltada naturalmente para as navegações, fruto da sua excelente localização geográfica, Aveiro veio a assumir-se, com o avançar dos séculos, como uma terra de comércio e, mais tarde, de indústria.







Luso é uma vila do distrito de Aveiro, integrada no concelho da Mealhada, conhecida pela riqueza das suas águas minerais que são aplicadas em vários tratamentos, como por exemplo em afecções das vias respiratórias, dos aparelhos circulatório e urinário.

A sua origem é muito antiga, existindo elementos que asseguram ter cerca de mil anos. Segundo um mapa do século XI, a localidade do Luso já surgia entre cerca de 300 povoados existentes entre os rios Lima e Mondego. É portanto seguro que o Luso é anterior à nacionalidade. Quanto à origem da sua denominação, existem várias hipóteses, entre as quais as que apontam para Lusus, rei da Lusitânia, ter sido quem deu nome à localidade. A sua grande atracção turística e arquitectónica é o Grande Hotel do Luso e as suas termas, que se situam na encosta poente da serra do Buçaco. Trata-se de um lugar de grande beleza.





O Buçaco é conhecido como uma floresta encantada. Este Parque Nacional tem cerca de 700 espécies diferentes, incluindo muitas plantas exóticas e o maior campo de feto arbóreo do mundo. A mata teve origem no século X, quando a serra do Buçaco foi doada aos monges beneditinos do mosteiro da Vacariça.

Com a decadência do mosteiro, os domínios da serra do Buçaco passaram para as mãos do bispo de Coimbra, situação que se manteve até ao século XVII, altura em que os carmelitas construíram um mosteiro e arborizaram a mata com espécimes oriundas de todos os continentes, sendo um dos seus votos a obrigação de plantar um certo número de árvores por ano.




Mais tarde, o mosteiro ficou célebre quando serviu de quartel-general ao duque de Wellington, aquando da batalha do Buçaco, na qual foram derrotadas as tropas francesas de Massena. Os últimos frades deixaram a região em 1834, ao ser decretada a extinção das ordens religiosas. Em 1838, a mata e o convento foram considerados património público.






O Palace Hotel, mais do que um empreendimento hoteleiro, faz parte da história do Buçaco. Foi edificado nos finais do século XIX – o edifício ficou acabado em 1910 -, fruto da iniciativa do rei D. Carlos e do ministro das Obras Públicas, Emídio Navarro. O arquitecto responsável pela obra, o italiano Luigi Manini, projectou um notável conjunto arquitectónico de estilo manuelino.

A sua construção significou a demolição de parte do antigo convento dos carmelitas Descalços. Duas das quatro suítes do hotel merecem especial destaque: a suíte real, com cinco compartimentos, construída para o rei D. Carlos e a suíte D. Amélia, assim baptizada em homenagem à última rainha portuguesa, que ali ficou hospedada nos anos 40. Têm uma decoração luxuriante, onde predominam os estilos chinês, indo-europeu e D. João V.















Coimbra é uma das cidades mais antigas, mais ricas de tradição e história e mais importantes do Portugal do passado e do presente. Coimbra continua a ser identificada com a sua Universidade, a terceira mais antiga do mundo, mas não se esgota nesse centro de saber.
Povoada originariamente pelos celtas, tornou-se, com os romanos, uma povoação fortificada na colina que domina a travessia do Mondego, no sítio da passagem da via militar que ia de Olisipo (Lisboa) a Bracara Augusta (Braga). Tinha, então, o nome de Aeminium, passando, após a destruição de Conímbriga pelos suevos (468), a ser a capital da região.
Reconquistada definitivamente aos mouros, em 1064, ascendeu a capital de um condado cujo território ia até à margem esquerda do Douro.
Cidade de fronteira de Portugal aquando da fundação do País, em 1143, Coimbra foi bastante importante para o primeiro rei, D. Afonso Henriques, e todos os monarcas da I Dinastia. Mais tarde, no início da II Dinastia, ali se reuniram as cortes que deram o trono ao mestre de Avis (1385), aclamando D. João I, rei de Portugal.
Coimbra é o mais antigo centro cultural do País, designadamente a partir da construção do Mosteiro de Santa Cruz (1131), a primeira escola portuguesa de estudos superiores. Em 1308, recebeu, pela primeira vez, a Universidade, que nela se viria a radicar definitivamente em 1537.
A Queima das Fitas, festa estudantil de tradição académica centenária, constitui a expressão colectiva mais forte da vida universitária portuguesa.
O conjunto arquitectónico da Universidade é dos espaços de maior interesse para quem visita Portugal, apresentando em pouco espaço uma grande variedade de monumentos.







O Convento de Santa Clara-a-Nova foi construído para acolher as clarissas vindas do inundado Convento de Santa Clara-a-Velha, também na margem esquerda do rio Mondego. A sua construção iniciou-se em 1649. Para ali foram transladados em 1677 os restos mortais da rainha Santa Isabel, que teve túmulo de prata, colocado no altar-mor, em 1696.


Fotos de Francisco Silva e
A. Domingos Santos