terça-feira, 28 de setembro de 2010

UNIÃO PROGRESSIVA DA FREGUESIA DO COLMEAL– 79 anos

No passado domingo, 26 de Setembro, a União comemorou o seu 79º aniversário. Um autocarro saído de Lisboa rumou até ao Colmeal. Um dia espectacular com excelente visibilidade permitiu-nos apreciar toda a paisagem envolvente até nos determos à ponte para uma fotografia de grupo.
O Largo D. Josefa das Neves Alves Caetano era pequeno para tanto movimento, mas tudo se resolveu. Há engarrafamentos por todo o lado e o Colmeal não é excepção.
Depois, pela estrada do Vale do Ceira fomos até à sede do concelho, onde se fez uma pequena paragem no Cerejal. Local muito aprazível onde o rio nos convida a ficar mais tempo a contemplá-lo.
Os aperitivos foram servidos no exterior. O dia continuava com um céu azul sem quaisquer sinais de nuvens.
Cento e cinquenta convivas estiveram connosco neste almoço de aniversário. É sempre agradável reunir os amigos e rever outros, alguns vindos de muito longe.
O presidente da União solicitou a presença dos seus colegas dirigentes para junto de si e proferiu uma breve alocução. Uma equipa que tem funcionado e que levou a colectividade a um patamar que a todos orgulha. De entre eles estará certamente o próximo líder.
O Vice-presidente da Câmara Municipal de Góis associou-se ao aniversário da colectividade a quem dirigiu palavras de estímulo e de confiança no futuro.
Momentos de descontracção com o esperado sorteio de cinco presuntos oferecidos por associados.
Outro momento de alegria e boa disposição – a atribuição de troféus às avós que em Agosto, nas Festas de Verão no Colmeal se posicionaram nos três primeiros lugares da prova feminina.
Como tem sido hábito nos nossos almoços de aniversário não podia faltar o baile. E naquele espaço toda a gente bailou… e até o comboio apitou…
Abel Silva Gonçalves proferiu algumas palavras carregadas de emoção antes de tocar os “parabéns à menina União”. O presidente da Assembleia-geral apagou as velas e cortou o bolo.
E em linhas muito breves foi assim que comemoramos os nossos 79 anos. Para o ano serão 80!!! Fotos de Francisco Silva

Antiguidades...

. No passado domingo durante o almoço de aniversário da União foram chamadas ao "pódium" as participantes da Corrida dos Avós, prova bastante participada e realizada em Agosto no Colmeal durante as Festas de Verão. As "antiguidades" como carinhosamente o presidente da União se lhes referiu (também ele já uma antiguidade...) não tinham recebido o respectivo troféu no convívio das Seladas. Os homens não foram cavalheiros e abarbataram os troféus todos. Nem sequer esperaram por elas...
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Maria Eugénia e Maria do Carmo de um lado, Clélia Pinto e Esmeralda Vilhena do outro, faziam a guarda de honra para receberem condignamente as suas colegas brilhantes vencedoras. Aliás, todas as participantes foram vencedoras porque a corrida foi duríssima... e mesmo assim todas conseguiram chegar ao fim. .

Maria Helena Almeida, 3ª classificada, recebeu o troféu das mãos de Artur Domingos da Fonte e este aproveitou para confessar que ao longo de toda a sua vida nunca tinha visto uma "raposa" a correr, a não ser naquela manhã no Colmeal.
Josefina Henriques de Almeida Mendes, com um 2º lugar discutido ao milimetro, recebeu de Maria Lucília Carreira da Silva, a recompensa pelo seu esforço. Na expressão dela, olhando a assistência que a aplaudia, vê-se que estamos perante uma corredora de alto gabarito. .
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Finalmente, a grande vencedora da corrida - sector feminino, Maria Eugénia Almeida João recebeu das mãos do presidente da União o almejado troféu e não esconde o seu contentamento. Fotos de Francisco Silva

"Poemas de Encantar" (cont.)

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Olá, Aqui vão mais alguns Versos de Um Belo Poema que se aplica também à "nossa" querida Serra do Açor, na minha opinião muito pessoal. Porém, eles foram escritos e dedicados, com muito Amor, à Serra da Estrela, por Maria de Fátima Ferreira Veiga. A Autora revela um conhecimento profundo sobre a Serra, com toda a sua beleza, e uma sensibilidade sem limites, para além, óbviamente, de um Grande Valor Literário. Sendo eu Licenciada pela Faculdade de Letras de Lisboa (anos de 1968/1973), continuo a considerar-me desconhecedora das maravilhas das Letras Portuguesas. Acabo de fazer esta "descoberta", que gostaria de partilhar com os meus Amigos, amantes sem limites, da Serra. ......
A serra só é serra se cinco coisas contar: frio, neve, ovelhas, pastor e cão para a acompanhar. O pastor não pode estar distraído isso não! se tal acontecer, foge o rebanho da mão... ..........
O leite precioso néctar, é preciso ordenhar, de manhã de manhãzinha, ou mesmo à noite ao luar. Cardo, leite e tempo é preciso acautelar, para o queijo se fazer, há que saber esperar... ..........
O cão da serra guarda as ovelhas arredias, acompanha o dono sempre, e dá-lhes os bons dias... Os chocalhos são música, por entre as serranias ouvem-se desde o nascer do sol até ao toque das Avé-marias. A noite escura surge o céu já se alumia! correm estrelas no céu daqui a pouco é dia! ............. Adeus ó serra branca não me quero ir embora gostei de te conhecer e as saudades agora?... Hei-de voltar um dia apreciar tua beleza vou trazer os meus amigos vão gostar concerteza. _______________________ in "A Serra Encantada" de Maria de Fátima Ferreira Veiga, 2005 ____________________ Com um abraço da Aurorita

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Regionalista homenageado

Abílio Fernandes de Almeida foi homenageado recentemente em Ádela. Em 7 de Agosto. Cento e cinquenta amigos, entre os quais a UPFC, estiveram com ele naquela tarde quente. A Comissão de Melhoramentos de Ádela havia-lhe atribuído em Assembleia-geral a categoria de Sócio Honorário, querendo manifestar o seu reconhecimento pelos serviços que desempenhou ao longo dos anos como grande timoneiro da colectividade e lutador incansável pelo desenvolvimento da "sua Ádela".
A presidente da Câmara Municipal de Góis fez-lhe a entrega de uma placa alusiva que o deixou visivelmente emocionado. A lágrima incontida escorregou-lhe face abaixo e a sua "meditação" é acompanhada da admiração do seu pequeno neto que não estará muito bem a perceber o que se passa. Ou será que estará a pensar "que terei eu que fazer para merecer também uma coisa tão bonita como esta que deram ao meu avô?" Fotos de Francisco Silva e A. Domingos Santos

Cogumelos

Entre os manjares mais saborosos que a natureza pode oferecer ao conhecedor exigente há toda uma série de fungos comestíveis. Brotam principalmente no fim do Verão e no Outono, depois de alguma chuva tépida, do solo da floresta e prados.
Até os apreciadores mais leigos sabem que os fungos têm os seus lugares especiais. E procurarão os cogumelos em determinados biótopos do campo e nunca no pinhal.
Muitos cogumelos não são comestíveis - alguns deles contêm venenos mortais. Não se ponha a adivinhar porque pode só ter uma hipótese. in Plantas - Estrutura crescimento formas de vida págs. 152 a 155 - Círculo de Leitores, 1975 Guia dos Cogumelos - Dinalivro, 2009

4 gerações... que afinal já são 5

Olá amigos da União! Eu sou o sócio mais novo e também o mais novo sócio. Nasci há menos de dois meses, no dia 29 de Julho e sou o Afonso Caetano da Cunha Mendes. O meu avô Fernando é que me propôs para sócio e a minha mãe Margarida assinou a proposta por mim. Mas na família, para além da minha avó Cármen Gabriela e da minha irmã Matilde, também o meu bisavô Fernando Alves Caetano é sócio e desde 1944. Até já recebeu uma placa quando foi dos 75 anos da União. Sei que os meus dois trisavôs, que eu já não tive a felicidade de conhecer, Joaquim Nunes Pinto e Alfredo Alves Caetano, também se dedicaram à União em tempos idos e difíceis. De 1942 a 46 o primeiro e de 1946 a 57 o segundo. Quando eu for grande também quero ser como eles e trabalhar para a União. E acho que os outros pais e avós deviam inscrever os filhos e os netos como sócios. Por cá já somos cinco gerações na União Progressiva da Freguesia do Colmeal. Inicialmente só me tinha lembrado dos que conheço e por isso agora fiz esta pequena rectificação. Foto cedida por Fernando Caetano

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

A União faz 79 anos

A União Progressiva da Freguesia do Colmeal foi fundada em 20 de Setembro de 1931. Completam-se hoje 79 anos desde esse grande dia. Recordamos a acta da primeira Assembleia-Geral realizada alguns dias depois, em 4 de Outubro. Nenhum dos nomes que foram eleitos para os corpos gerentes já se encontra entre nós. Muitos deles eram nossos familiares próximos que nunca esqueceremos. Compete-nos continuar o trabalho por eles iniciado. É um modo muito simples de honrarmos e perpetuarmos as suas memórias. A. Domingos Santos

Contraste

Foto de Artur da Fonte

domingo, 19 de setembro de 2010

A União nos 50 anos

No ano em que a União Progressiva da Freguesia do Colmeal fez o seu cinquentenário - 1981 - compareceram vinte e sete associados na Assembleia-Geral realizada em 28 de Março.
Dos eleitos nesse ano alguns ainda se encontram em actividade, o que é saudável para o Regionalismo.
Ao tempo, Manuel Pinto Caetano, Director do extinto Boletim mensal "O Colmeal" abria assim a primeira página de um número especial (175 - Julho/Agosto de 1981) todo ele dedicado aos cinquenta anos da União. "Quando alguém faz anos costumamos dizer que está um ano mais velho. É curioso, falando da União Progressiva da Freguesia do Colmeal não me atrevo a dizer isso. Pelo contrário, olhando por exemplo os corpos gerentes desta associação que em Setembro faz cinquenta anos de existência não encontramos um friso de pessoas de idade avançada, como seria de esperar, mas sim muito sangue novo, muita juventude. Infelizmente nem todos as associações regionalistas podem dizer o mesmo. Ao celebrar as bodas de ouro da U.P.F.C. não estamos a celebrar a vida duma associação de meia idade mas sim duma associação que renasce diariamente. A Direcção da U.P.F.C. quis contudo assinalar condignamente a efeméride. Vários actos fazem parte das comemorações, em que predominam os actos sócio-culturais. Surge este número especial a pedido da direcção da União e para coordenador do mesmo a Direcção convida o associado Fernando Costa. O Fernando contactou os colaboradores e surge este número. Nele apresentamos primeiramente novas pistas para o regionalismo. Celebramos o passado dedicando a página central aos pioneiros e prestam-se algumas homenagens merecidas. Surgem depois temas com alguma variedade e recordando assuntos de actualizado interesse. Aqui fica, leitor amigo, um trabalho que lhe dedicamos. Aqui fica uma simples homenagem à U.P.F.C. e nela a todo o movimento regionalista sério que procura acompanhar o evoluir do povo. A todos aqueles que tornaram possível esta edição, o nosso muito obrigado: colaboradores, anunciantes, etc. O Director Manuel Pinto Caetano" Em 2011 a União completará oitenta anos de existência. A primeira colectividade constituída na freguesia e uma das primeiras no concelho de Góis. Um percurso a continuar e um exemplo a seguir. A. Domingos Santos Arquivos da União

REVIVER A DESFOLHADA

Talvez por eu ser novo, não possa precisar há quanto tempo não se via nada igual ao que se passou no Colmeal no passado dia 11 de Setembro.
O Rancho Folclórico Serra do Ceira, organizou um "Reviver da Desfolhada" onde participaram o Rancho de Pampilhosa da Serra e o Rancho da Lousã.
Do programa, que teve início às 11H00, iniciou-se a recepção aos Ranchos convidados nas Seladas seguindo-se o almoço oferecido pelo rancho residente.
Desde cedo que se juntaram alguns tocadores de concertina e demais músicos dos ranchos que em conjunto com outros artistas já conhecidos, começaram a descortinar o que se iria passar durante o resto do dia.
Depois do bem servido repasto, rumou-se ao Largo do Colmeal onde todos os ranchos desfilaram e cantaram.
Algumas colectividades da freguesia do Colmeal e do restante concelho de Góis, assim como outras instituições concelhias fizeram questão de estar representadas.
O Sr. Dr. José Rodrigues, vice-presidente da Câmara Municipal de Góis e o Sr. Carlos de Jesus, presidente da Junta de Freguesia do Colmeal, estiveram presentes e endereçaram palavras de encorajamento a todos e louvaram a iniciativa. Com a sua já habitual amizade e boa disposição, ambos se envolveram no espírito de revivência, participando no evento.
Assim que as espigas de milho foram deitadas ao chão no Largo Dª. Josefa das Neves Alves Caetano, ninguém ficou alheio à desfolhada tento praticamente todas as pessoas colaborado nesta árdua tarefa, recordando (os mais velhos) e aprendendo (os mais novos) como era feito este trabalho, num passado não muito distante.
Não faltaram as brincadeiras por causa do milho-rei nem as zaragatas por causa das moças bonitas... Com a desfolhada feita, aproximava-se a altura de malhar o milho tendo este também sido um momento digno de se ver e reviver... Foi um dia memorável para todos quantos assistiram ao "Reviver da Desfolhada" Aguardo mais iniciativas do Rancho Serra do Ceira, desejo-lhe longa vida e muitas felicidades!
Veja mais imagens e videos em http://vigiando-das-caveiras.blogspot.com Henrique Miguel Mendes

Da janela

Apreciando a Festa. As duas Luísas, mãe e filha. Colmeal, Agosto de 2010. Foto de A. Domingos Santos

Receitas da Freguesia do Colmeal

Coelho com batatas
- 1 coelho
- 1 kg. de batatas pequenas
- 4 cebolas
- piri-piri q.b.
- 0,50 l de vinho tinto
- 2 dl. de azeite
- sal q.b.
- pimenta q.b.
Corte o coelho em bocados pequenos e disponha-o num tabuleiro.
Acrescente o piri-piri, pimenta, azeite, sal, vinho tinto e um pouco de água.
Descasque as batatas e coloque-as inteiras no tabuleiro, em volta do coelho, assim como as cebolas.
Leve ao forno, durante 1h30m até o coelho e as batatas estarem bem assadas. A receita apresentada (Coelho com Batatas) foi disponibilizada por Maria dos Anjos, residente em Carrimá

Colmeal vinhateiro

Foto de A. Domingos Santos

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

“REVIVER O PASSADO COM A DESFOLHADA”

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. “Reviver o passado com a desfolhada” foi uma iniciativa do Rancho Folclórico Serra do Ceira. Teve lugar no dia 11 de Setembro corrente, e contou com a participação do Grupo Etnográfico da Região da Lousã. Tocado a música, o milho chegou em sacos trazidos por homens e cestas trazidas à cabeça por mulheres. Felizmente que o seu rosto já não transparecia o suor e o cansaço dos que, antigamente, acarretavam o milho, cesta a trás de cesta sob o sol ainda escaldante de Setembro e Outubro, das encostas e ribeiras fundas onde crescia. .
Despejadas as espigas no chão, logo começaram a ser despidas do folho protector que as envolvia, deixando à vista o grão pujante de promessa. .
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Ali ao lado, alguém dizia: - Na minha terra, cada um escapelava o seu milho, à medida que o ia colhendo. A ajuda dos vizinhos era só para as debulhas. E o que nós chamávamos de “desfolhada” era a tarefa de tirar a folha à planta, fazendo com ela molhinhos que se secavam e guardavam para alimentar o gado no Inverno. Às vezes, ia-se desfolhar nas noites de lua cheia! Como não podia deixar de ser, o “Chi” (espiga preta) lá apareceu, a lembrar que constituía pretexto para os abraços mais ou menos apertados e prolongados que, ao tempo, só ele consentia! No Colmeal, também o Vice-Presidente da Câmara Municipal, Dr. José Rodrigues e o Presidente da Junta de Freguesia, senhor Carlos de Jesus terão sido devidamente abraçados! Terminada a escapelada, (descamisada, desfolhada), os folhos foram recolhidos nos hoje omnipresentes e (in)dispensáveis sacos de plástico. Os folhos já não servem para fazer enxergas, mas farão certamente as delícias de alguma cabra de estimação que sobre por aí!
Seguidamente, passou-se à debulha do milho, usando o mangual.
- Na minha terra, malhava-se o milho com um pau grande … - Na minha, era com um aí de meio metro. Mas sei que também se usou o pau grande e até o mangual, há uns oitenta ou noventa anos. A opção pelo pau pequeno ter-se-á ficado a dever ao facto de o milho ser malhado em casa, onde a exiguidade do espaço dificultava o uso daqueles utensílios. As eiras (tendais) praticamente só serviam para secar o milho, nomeadamente por causa do declive dos terrenos. Mais tarde, enquanto as crianças continuavam a “escasular”, isto é, a retirar do casulo os grãos que a pancada certeira do mangual não tinha libertado, já os adultos cantavam e dançavam!
Só faltou a ceia que os donos das debulhas ofereciam no final das mesmas, pelo menos em algumas localidades. As debulhas tinham lugar à noite para aproveitar da maior disponibilidade dos vizinhos para ajudar. Era muito engraçado e engenhoso! Nas noites em que havia várias debulhas, ou os membros das famílias se distribuíam por todas, ou era o tempo que era distribuído, andando as pessoas de debulha em debulha, candeia acesa na mão … Também se dava o caso do convite para a debulha ser recusado: “Ai, debulha(s) hoje? Olha que pena! Fica para a próxima, que hoje já me comprometi com fulano (a) …” Entreajuda era assim! A não ser que alguma zanga se lhe sobrepusesse, o que também podia acontecer! Mas, voltando à ceia, consistia em broa com figos, azeitonas ou queijo (um luxo!) e uns goles de vinho ou aguardente bebidos da garrafa que passava de mão em mão. Mais tarde, quando as pessoas abalaram maciçamente para Lisboa e outras paragens à procura de melhores condições de vida, os que ficaram e continuaram a cultivar milho, compraram as máquinas debulhadoras a que se referiu o senhor Vice-Presidente da Câmara, Dr. José Rodrigues. Podem ser, de facto, objectos muito bonitos! Muito interessante. Parabéns aos Ranchos envolvidos! Como se vê, o evento permitiu mesmo reviver o passado, na esperança de um futuro melhor! E dado que todos os pretextos são bons para conviver e refazer o património cultural, alguém sugeria a celebração das vindimas! Açor, Colmeal, 11 de Setembro de 2010. Lisete de Matos