domingo, 31 de maio de 2009

Santiago de Compostela... ainda

Na recente visita que a União efectuou a Santiago de Compostela, um dos seus momentos altos foi a visita ao Mosteiro de Poio, situado a cerca de quatro quilómetros de Pontevedra. Este mosteiro destaca-se pela fachada barroca da sua igreja, pelo seu retábulo, pelo claustro com uma fonte barroca e pela escadaria original. Um extenso, pormenorizado e fabuloso mosaico reproduzindo o Caminho de Santiago mereceu dos participantes uma atenção muito especial, pela sua grandiosidade.

VALE DO CEIRA – AQUI COLMEAL

Monsenhor Duarte de Almeida – colmealense destacado Há 57 anos, concretamente em 22 de Abril de 1929, nasceu na nossa aldeia António Duarte de Almeida. Seus pais: Manuel Francisco de Almeida e Ricardina de Jesus Dias Duarte. Seus irmãos: João de Deus Duarte, Manuel Duarte de Almeida e Maria de Lurdes Duarte de Almeida. Foi baptizado em 4 de Outubro de 1929. Após concluída a instrução primária, feita no Colmeal, frequentou os seminários diocesanos da Figueira da Foz e de Coimbra. Os seus exames foram classificados com distinção. Professor do Seminário da Figueira da Foz, foi ordenado em 22 de Dezembro de 1951 e celebrou a primeira missa no Colmeal, no dia 1 de Janeiro de 1952. Posteriormente estudou Filosofia na Universidade Pontifícia de Comillas (Espanha), e em 1954 embarcou para Moçambique, onde, em Lourenço Marques (Maputo) trabalhou na pastoral: foi responsável pelo diário arquidiocesano «Lourenço Marques Guardian» e assistente eclesiástico da J.O.C. (Juventude Operária Católica) e L.U.C. (Liga Universitária Católica). Simultaneamente trabalhou nos bairros suburbanos da capital moçambicana tendo escrito para os seus habitantes um «Catecismo da Doutrina Católica», em português e xironga. Nesse tempo, Duarte de Almeida também colaborou no escrito intitulado «33 Respostas aos Protestantes». Em 1959, por nomeação de D. Sebastião Soares de Resende assumiu na Beira a chefia da redacção do «Diário de Moçambique», a que nessa altura cabia de facto a direcção do jornal. Pela sua independência, esse diário alcançou o maior prestígio no território e em meios portugueses dos mais esclarecidos. A 16 de Junho de 1962, foi designado pelo Papa João XXIII como seu prelado doméstico, com o título de monsenhor. Por sua vez, a Conferência Episcopal de Moçambique designou-o director do Centro de Investigação Pastoral, a que se ficaram a dever importantes publicações de apoio à acção missionária, passando também a exercer as funções de Vigário-geral da diocese da Beira. As vicissitudes da evolução política em África e em Lisboa forçaram a igreja a assumir cada vez mais a sua missão de defensora da justiça e voz dos que não tinham voz. Essa tarefa passou, em boa parte, pelas acções missionárias e pelas páginas do «Diário de Moçambique». Foi assim que, em 28 de Maio de 1971, recebeu a imposição da PIDE/DGS para abandonar Moçambique, no prazo de 24 horas. Apesar da presença ostensiva de dezenas de agentes da PIDE, foi uma multidão de pessoas que se deslocou ao aeroporto para apresentarem despedidas e manifestarem amizade e solidariedade, ao que apurámos há 15 anos. Vigiado pela PIDE, e julgando que a sua missão sacerdotal poderia ser útil na Serra, foi nomeado pároco de Colmeal (sua terra natal), onde continuou a sua preocupação pelo ministério sacerdotal e pela sorte dos mais pobres e desfavorecidos. Em favor de todos quantos se encontravam com direito às reformas então vigentes, fez tudo quanto era possível e as mesmas foram concedidas. Mais: a alguns dos beneficiários, comprovadamente carecidos, o valor das quotas saiu dos cofres da Fábrica da Igreja Paroquial, como dos mesmos cofres saíram pequenos donativos para que alguns adolescentes pudessem continuar os seus estudos secundários em Góis. Também, deve-se dizer, nessa altura, tanto a Igreja Paroquial como a residência do pároco beneficiaram de importantes obras de restauro e “O Colmeal”, mensário da paróquia, atravessou fase de grande incremento, tanto em número de páginas como de temas. Quando, após o 25 de Abril, uns jovens «revolucionários» lisboetas, alguns dos quais sem qualquer ligação directa ou indirecta com a freguesia, acompanhados de militares, se propunham, isto ao que era voz corrente «sanear o padre», os paroquianos convenceram-nos facilmente de que seria melhor não levantarem problemas e isso sim, identificarem-se com os habitantes e suas carências. Enquanto se preparava a independência de Moçambique, António Duarte de Almeida, é encarregado de diligenciar, em diversos países da Europa, para que seja prestado auxílio ás vítimas da guerra e da seca naquele território. Pelo menos por duas vezes se deslocou à ex-colónia para avaliar a situação, primeiro, e depois para programar a ajuda com os meios assim obtidos. Nessa altura, ao que nos informam, rejeitou todas as propostas feitas para que permanecesse em Moçambique, no exercício de outros cargos que não o de missionário. Em Portugal, após ter deixado de paroquiar a nossa freguesia (Setembro de 1976) continuou a sua acção eclesiástica, como chefe de redacção do semanário «Nova Terra». Quando o jornal deixou de ser publicado, regressou a Coimbra, sua diocese de origem, sendo nomeado administrador da diocese e pároco de Foz de Arouce. Em 1981, foi nomeado director espiritual do Movimento dos Cursos de Cristandade, em que já dera a sua colaboração em Moçambique, em igual cargo e durante vários anos. Posteriormente, salvo erro em 1983, desligado da paróquia de Foz de Arouce, foi nomeado capelão das Carmelitas Descalças do convento de Santa Teresa, de Coimbra (onde vive a vidente de Fátima, Irmã Lúcia de Jesus) e director do semanário diocesano «Correio de Coimbra». Nestes últimos anos publicou os livros «Cursos de Cristandade em Renovação», «No Alvor do Quarto Dia» e «Leigos Segundo o Espírito». Muito mais, assim o cremos, haveria a dizer de monsenhor António Duarte de Almeida, mas, como o espaço é limitado e as fontes de informação nem sempre são fáceis, aqui deixamos registada esta pequena biografia deste nosso ilustre conterrâneo.
FERNANDO COSTA
In “A Comarca de Arganil” de 15 de Julho de 1986 Do espólio de Fernando Costa Monsenhor António Duarte de Almeida faleceu em Coimbra, em 29 de Abril de 1999.

Sobre educação

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Na educação das nossas crianças, todo o exagero é negativo. O texto abaixo, de Eugénia Puebla, do livro "Educar com o Coração" é o puro exemplo de que "os filhos são flechas que lançamos ao mundo" (Kalil Gibran):
Responda-lhe, não o instrua. Proteja-o, não o cubra. Ajude-o, não o substitua. Abrigue-o, não o esconda. Ame-o, não o idolatre. Acompanhe-o, não o leve. Mostre-lhe o perigo, não o atemorize. Inclua-o, não o isole. Alimente as suas esperanças, não as descarte. Não exija que seja o melhor, peça para ser bom e dê o exemplo. Não o mime em demasia, rodeie-o de amor. Não o mande estudar, prepare-lhe um clima de estudo. Não construa um castelo para ele, vivam todos com naturalidade. Não o ensine a ser, seja você como quer que ele seja. Não lhe dedique a vida, vivam todos cada um a sua. Lembre-se de que seu filho não o escuta, ele OLHA para si. E, finalmente, quando a gaiola do canário se quebrar, não compre outra... Ensine-o a viver sem portas!

Craques...

Em oito de Agosto de 2003 foram estes os grandes intérpretes do melhor desafio de futebol disputado nas Seladas e integrado nas Festas de Verão. Pelo seu elevado potencial alguns deles estão a "jogar" no estrangeiro, casos de José Bernardino, João Manuel Vicente e Luís Manuel Almeida. Iremos certamente vê-los de novo a actuar, agora no cuidado relvado do parque "Os Pioneiros", nos próximos festejos em Agosto. Foto cedida por A. Domingos Santos

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Uma imagem que não cansa

Talvez a zona mais fotografada da freguesia do Colmeal. Uma imagem que não cansa e que gostaríamos de ver melhorada. Uma praia fluvial não pode ser só a placa, os vestiários ou o rio. Tem que ser algo mais. Foto de A. Domingos Santos

Escrever para…

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Com o título “Escrever para conferir importância e visibilidade” publicou o Jornal de Arganil em 7 de Maio um artigo de Lisete de Matos que, pelo seu interesse, aqui tomamos a liberdade de transcrever. “No âmbito da celebração dos dias mundiais do Livro e da Poesia, decorria na Biblioteca da Escola Secundária de Arganil um encontro com alunos do 10º ano do Curso Profissional de Turismo. Desafiados a serem eles a descobrir o género de escrita da autora, através da observação de um pequeno conjunto de artigos publicados em jornais e do livro Dos Objectos para as Pessoas (1987), o Hugo perguntou, curioso: - Por que é que só escreve aqui sobre a região, e não sobre Lisboa? - Boa pergunta, Hugo! Falar sobre as razões que me levam a escrever sobre a região, ou sobre problemáticas que se prendem com todos nós remete-nos para as razões pelas quais escrevo. São várias, como então procurei dizer e agora repito mais sinteticamente. Escrevo para comunicar, pois entendo que a linguagem escrita continua a ser um instrumento privilegiado de comunicação que me permite partilhar afectos, sentidos e perspectivas de um modo muito mais preciso e completo do que a oralidade. Pese, embora, a importância desta em contextos presenciais ou tecnologicamente mediados. Escrevo para conferir importância escrita e visibilidade social a realidades e experiências que falam pouco de si, pelo que permanecem silenciadas e silenciosas, contribuindo, desse modo, para o reforço da identidade e para a construção da memória colectiva. No dizer de Maria Irene Sousa Santos, “o silêncio só é de ouro para quem o excesso da palavra se tornou luxo sufocante” (Revista Crítica de Ciências Sociais, nº 4/5, 1980, p. 118). Escrevo para intervir socialmente, agindo e reagindo em função de situações e acontecimentos que me emocionam ou desgostam: gestos bonitos e acções solidárias que importa valorizar e divulgar, contribuindo para a elevação da auto-estima e para a confiança na bondade humana; injustiças ou problemas sociais para que importa chamar a atenção, na esperança de serem resolvidos; recursos que singularizam e enriquecem a região, podendo ser potenciados ao serviço do desenvolvimento… Escrevo para me apropriar do poder simbólico e material que a escrita representa e que tem sido exercido por bem poucos. Poucos esses que se guindam, como dizia Jorge de Sena, à posição de insigne(s) ficantes da história, enquanto a maioria permanece insignificante (Diário Popular, 1978/06/01), qualquer que tenha sido a sua participação para a construção dessa mesma história. Escrevo para reflectir e para clarificar ideias, ao mesmo tempo que materializo as palavras com que penso. Escrevo porque gosto, porque escrever é uma actividade criativa intelectualmente muito estimulante e enriquecedora, porque me diverte perseguir as ideias, as palavras e as frases, pensar e repensar, escrever e reescrever. Continuando a usar o dicionário, e a deslumbrar-me com a riqueza vocabular da língua portuguesa e a polissemia de muitas palavras.
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Lisete de Matos Açor, Colmeal, 12 de Abril de 2009”

O EspaçoArte está mais rico

O nosso/vosso EspaçoArte no Centro Paroquial Padre Anselmo foi recentemente enriquecido com uma nova oferta de um Colmealense. Trata-se de um trabalho em loisa representando o emblema da União Progressiva da Freguesia do Colmeal. Abel Ascenção Marques, o seu autor, teve a gentileza de oferecer à União Progressiva este seu magnífico trabalho. Dedicando algum do seu tempo ao artesanato, que segundo uns é uma das mais ricas expressões de um povo e uma actividade de reconhecido valor social e cultural, Abel Ascenção Marques tem colaborado com a União na divulgação do que mais genuíno a região e a freguesia têm para oferecer. Os seus produtos e o artesanato local.
Esteve presente na primeira Mostra/Venda de artesanato e produtos locais realizada no Colmeal em Março de 2008 e mais recentemente, em Lisboa, na casa do Concelho de Góis, aquando do Dia da Freguesia do Colmeal. A pouco e pouco o EspaçoArte vai ficando mais rico. Muito obrigado. UPFC

Teia

Orvalho pela manhã. Foto cedida por A. Domingos Santos

COLMEAL - a estrada do Vale do Ceira

(clicar sobre o recorte para ampliar)
Com este título e duas fotografias, o Diário de Notícias de 19 de Janeiro de 1972 dava relevo às nossas paisagens e á justiça das aspirações, de décadas, da estrada do Vale do Ceira. "É considerada esta via a espinha dorsal da região, indispensável ao fomento do seu futuro, que bem poderá ser o turístico, dadas as frondosas florestas aqui existentes, o magnífico ar e a saborosa truta do rio Ceira." Do espólio de Fernando Costa

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Colmeal de hoje

Fotos recentes de um Colmeal que se vai transfigurando e onde as velhas casas de loisa e pedra à vista estão "em vias de extinção". Construção ou reconstrução ao gosto de cada um. A. Domingos Santos Fotos de A. Magalhães Pinto

União nos Açores… foi há um ano

“É caso único no mundo: no mais improvável dos terrenos, a força humana venceu a natureza. Da lava petrificada, brotam pés de vinha, criando uma paisagem com tanto de belo como de rude.” Assim se refere à ilha do Pico a National Geographic, num suplemento especial que acompanha o seu último número da revista, na edição portuguesa (Maio de 2009). “No grupo central açoriano, a ilha do Pico é um caso à parte. É agreste, bruta e crua, quiçá pelo vulcão que a formou e que, de quando em vez, dá sinal de vida, talvez pela ruralidade estampada na sua face, provavelmente pelo solo empedernido com ares de paisagem lunar, seguramente pelos escassos habitantes que a adoptaram. E também é tenaz, como se vê pela têmpera dos antigos baleeiros e pelos guardadores de vacas que calcorreiam montes e vales abruptos. Como é no meio que está a virtude, consegue ser simultaneamente doce e simples, como fica patente no acolhimento caloroso dos picarotos (naturais da ilha do Pico) e na textura suave do seu vinho verdelho. Apesar de a maior demanda de turistas contemplar a componente de natureza, distribuindo-se entre caminhadas, mergulho, observação de cetáceos ou ascensão à mais elevada montanha de Portugal, o Pico poderá ter criado uma nova rota de interessados, a partir do momento em que entrou para a lista da UNESCO como Património da Humanidade. É uma ideia remota, uma tradição antiga, mas também é uma história bonita e que mostra bem a perseverança e a tenacidade dos picarotos. A ilha do Pico foi uma das últimas a ser povoada. Compreensivelmente. Os relatos apontavam para uma terra negra e cruel, liderada por uma montanha íngreme, assustadora e capaz de despejar a sua ira sobre quem se atrevesse a afrontá-la. Mas houve quem se atrevesse. Sem surpresa, a empreitada coube a alguns desafortunados provenientes da vizinha ilha do Faial e alguns frades. Vinham em busca de terras, algo a que chamassem seu e que pudesse garantir sustento. As condições com que se depararam eram adversas: não existem rios nem ribeiros e a terra mostra-se estéril, imprópria para cultivo – rocha, isso sim, há em abundância. … A encosta da montanha do Pico está revestida por escoamentos de lava que se agarrou ao solo firmemente, formando tapetes de rocha bruta. À força de braços e com auxílio de rudimentares instrumentos, perfurou-se a rocha. Nessas efémeras fendas, introduziu-se terra e, com ela, um pé de vinha. A missão de florescimento, só por si, já era difícil, mas havia que contar ainda com o cenário envolvente: a proximidade e a força do vento noroeste, que facilmente arrancariam qualquer frágil pé de vinha. Então, com os blocos de lava por ali juncados à solta, construíram-se muros – os currais – de protecção e que serviam como divisórias das parcelas de terreno.”… Faz precisamente hoje um ano, 25 de Maio, que a União Progressiva da Freguesia do Colmeal regressou dos Açores depois de uma semana memorável em que os excursionistas visitaram quatro das suas ilhas. Ao termos acesso a este suplemento da National Geographic dedicado aos Açores, achámos por bem trazer aqui um pouco do que nele se escreve sobre estas ilhas e em particular à do Pico, que tanto nos tocou quando a visitámos. A National Geographic Society foi fundada em 1888 e é a maior organização científica e educativa sem fins lucrativos do mundo. Mensalmente, chega a mais de 300 milhões de pessoas em todo o mundo através das suas revistas, do canal de televisão, documentários, programas de rádio, filmes, músicas, vídeos, DVD, mapas e meios interactivos. Aqui expressamos o nosso agradecimento à National Geographic por este suplemento e pela ajuda que nos deu para esta recordatória da viagem e também de homenagem ao povo açoriano e, muito em especial, aos picarotos. A. Domingos Santos
Fotos National Geographic, Suplemento Maio 2009

Perdiz na estrada

Naquela manhã enevoada de Setembro de 2004 os chuviscos não são impeditivos para que esta perdiz se passeie pelo asfalto, algures na estrada Rolão-Colmeal. Encontros destes vão rareando nas nossas serras e é pena. Foto cedida por A. Domingos Santos

O «SERRA DO CEIRA» em reactivação

Ciclicamente, todas as instituições atravessam as suas crises. O Rancho Folclórico «Serra do Ceira» não fugiu a esse costume. No entanto, depois de um período menos auspicioso, em que os normais derrotistas lhe auguravam um «lindo funeral», o nosso mais representativo agrupamento folclórico reapareceu ao público no ano anterior, actuando no Colmeal, quando da visita de autarcas alemães ao concelho de Góis. Apesar dessa reaparição e do agrupamento ter actuado em 8 de Dezembro de 1986, em Ribeira Cimeira, o «Serra do Ceira» desapareceu praticamente das páginas da Imprensa Regional. Culpa dos responsáveis que não transmitem a actividade do agrupamento, ou dos órgãos de comunicação social que se acomodam no habitual rame rame, aguardam chegada de possível notícia enviada por qualquer carola, não as buscando no local dos acontecimentos? Na anterior edição de O Varzeense, a alusão à Assembleia-Geral e à eleição de novos corpos gerentes despertou a atenção e sabendo estar o agrupamento em fase de reactivação, ensaiando na vila de Góis, na Sede dos Bombeiros Voluntários, fomos assistir ao ensaio, recolher alguns apontamentos do que fomos ouvindo a dirigentes ou membros do rancho. Pelo ambiente de camaradagem e entusiasmo, as perspectivas futuras parecem animadoras: a Câmara, de quem aguardam apoio económico, tem, para já e preciosamente, procedido ao transporte dos membros do agrupamento que, ao momento, são na ordem da meia centena (anteriormente eram uns 35). Nas circunstâncias, pelo aumento de material humano, são necessários – disseram – doze novos fardamentos, cujo custo é elevadíssimo. Quem ajuda o «Serra do Ceira», neste momento de expansão? A todos os goienses aqui fica o apelo. Também, em face de disposição da Federação de Folclore, soubemos que, no passado mês de Dezembro, elementos do «Serra do Ceira» contactaram conterrâneo no sentido de desenhar motivo que esteja de harmonia com as passadas tradições sociais, económicas e culturais dos povos da Serra e Vale do Ceira, em substituição dos «bonecos» bordados no estandarte. Foram-nos facultados os três esboços propostos e indicado o escolhido, que inclusivamente, irá já servir de base ao símbolo do «7º FESTIVAL DE FOLCLORE BEIRÃO», a realizar em 23 de Agosto, em Góis. Contactado o autor e não vendo este qualquer inconveniente na divulgação do desenho, ainda em acabamento, O Varzeense publica gravura. As cores que vão predominar – diz o autor – são o azul céu, amarelo e verde, além de branco. In “O Varzeense”, Março de 1987 Do espólio de Fernando Costa

quinta-feira, 21 de maio de 2009

VAMOS VOLTAR AO COLMEAL

No próximo dia 21 de Junho a União vai voltar a mostrar e a divulgar o Colmeal e a nossa freguesia. Sócios e amigos da colectividade fizeram chegar até nós muitas solicitações no sentido de organizarmos novamente um passeio até ao Colmeal. Vamos procurar mostrar o que de mais espectacular a natureza deu ao concelho de Góis e à freguesia. As serranias polvilhadas de aldeias dispersas, o rio Ceira e muito especialmente as pessoas, simples, afáveis, generosas e simpáticas para quem as visita. Haverá uma excursão (preço único de 26 euros c/ almoço incluído) que sairá de Lisboa pelas 8 horas do local habitual (Sete Rios – frente ao Jardim Zoológico). Seguiremos pela A1, Condeixa, Miranda do Corvo, Lousã, Góis e Colmeal. O regresso será feito cerca das 18 horas. Pelas 13 horas, o almoço será servido no aprazível Parque de Merendas das Seladas. Se estiver no Colmeal e quiser associar-se ao nosso almoço, serão apenas 10 euros. Estamos certos que vão ser momentos bastante agradáveis onde nos iremos divertir e conviver com familiares e amigos. As sobremesas sempre muito apreciadas serão mais uma vez, uma gentileza das senhoras do Colmeal. Haverá surpresas e música para dançar. Os nossos produtores e artesãos estarão presentes com os seus produtos genuínos para que os possamos apreciar e adquirir. Uma oportunidade a não desperdiçar. Solicitamos o favor de efectuarem a vossa reserva, se possível até dia 10 de Junho, para os seguintes contactos: Colmeal – José Álvaro / “Bela” – 235 761 490 Lisboa – António Santos – 21 7153174 / 96 2372866 – Maria Lucília – 21 8122331 / 91 4815132 Venha connosco passar um dia diferente. Mas venha mesmo… porque estamos à sua espera. E ajude-nos a divulgar o Colmeal, a freguesia e o nosso concelho. .
UPFC

Rosas belas

À falta de melhor, envio o molho de rosas que ontem colhi a pensar em todos.
Sem serem pão transformado - que eu não possuo os dons da Rainha Santa Isabel! - saciam e comovem de tão belas que são! Apesar dos espinhos com que tentam defender-se e de as fotografias pouco fazerem justiça a essa beleza!
Lisete de Matos

Clube de Contadores de Histórias (III)

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A história da criança e do desenho
Certa vez, uma criança fez um desenho. Demorou muito tempo a terminá-lo e usou todos os lápis de cor que tinha. Depois foi ter com a avó e mostrou-lho. — O que é isto? — perguntou à avó. — É um desenho muito bonito e cheio de cor — respondeu a avó. — Mas o que é? — insistiu. A avó não soube responder. A criança foi perguntar ao avô. — Isto é quase um Picasso — respondeu o avô a rir. — E o que é “quase um Picasso”? — perguntou a criança. — Um pintor — foi a resposta do avô. — Eu também sou um pintor — disse a criança. De seguida foi ter com a irmã mais velha. — Usaste mesmo as cores todas! — disse ela. — Pois foi. Mas o que é isto? — Uma gatafunhada colorida! A criança tirou-lhe o desenho e foi ter com o pai que estava à mesa a ler o jornal. A criança pôs o desenho em cima do jornal e não disse nada. — Oh! — disse o pai. — Mas isto é um arco-íris todo colorido muito bonito! Vai de uma ponta à outra. Vai de mim até ti. — Exactamente — disse a criança. Em seguida, a criança e o pai penduraram o desenho precisamente no local onde a luz do sol se reflectia na parede.
Rolf Krenzer Freue Dich auf jeden Tag Würzburg, Echter Verlag, 1996 Traduzido e adaptado
O Clube de Contadores de Histórias Biblioteca da Escola Secundária Daniel Faria - Baltar

Recantos

Recantos e encantos do nosso rio... Foto cedida por A. Domingos Santos

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Pelos trilhos do vento e da solidão

No passado sábado, 16 de Maio, manhã cedo começaram as incertezas quanto ao tempo. Chove? Não chove? Levanta? Vai estar bom? Pelas oito horas começaram a surgir os primeiros caminheiros para partirem do Largo rumo a Aldeia Velha. Os restantes iam ocupando os seus lugares no autocarro para iniciarem a caminhada na aldeia mais alta do concelho.
Pequeno almoço na Casa de Convívio da Liga dos Amigos de Aldeia Velha e Casais. Café e pão de ló da avó, para além do mais, e depois a partida rumo ao nevoeiro que se quis associar à solidão nos trilhos do vento.
A torre de vigia recortava a sua silhueta no nevoeiro que nos privava de apreciar toda a paisagem à sua volta. Os caminheiros passavam pelas eólicas e só momentaneamente o nevoeiro lhes permitia uma visão rápida das gigantes do vento.
Com tempo ameno a caminhada processava-se sem quaisquer problemas. Principiava aqui a descida para a Malhada. A boa disposição é bem visível no rosto de todos quando chegavam para retemperarem as forças com queijo, enchidos e umas febras preparadas no momento pela Comissão de Melhoramentos de Malhada e Casais.
À chegada ao Soito, São Pedro parecia dizer aos caminheiros que estava a controlar o tempo para que tudo corresse bem. A Comissão de Melhoramentos do Soito também se quis associar a esta iniciativa e preparou umas broas esmagadas que estavam uma delícia.
No Parque de Merendas das Seladas as mesas aguardavam a chegada dos caminheiros. Depois, foi o deliciarem-se com uma sopa serrana espectacular e uma grelhada mista com arroz de feijão. As sobremesas foram, como vem sendo hábito, confeccionadas pelas Senhoras do Colmeal. O artesanato e os produtos locais estiveram presentes nesta realização e foram objecto de apreciável procura.
No momento próprio, o presidente da União Progressiva da Freguesia do Colmeal proferiu palavras de agradecimento pelas ajudas e colaboração recebidas e também de regozijo pelo modo como esta iniciativa havia decorrido. Os senhores presidentes da Junta de Freguesia do Colmeal e das Comissões envolvidas e ali presentes - Aldeia Velha e Malhada e Casais, elogiaram o evento e o espírito da realização conjunta. A Junta de Freguesia de Olival de Basto fez-nos chegar uma simpática lembrança e também Magalhães Pinto, dirigente da Associação Desportiva da Efacec que participou nesta actividade com um apreciável número de caminheiros, teve a gentileza de nos oferecer uma prenda alusiva.
Para animar os presentes ainda houve música para lembrar outros tempos. O Carvalhal e a Malhada continuam a ter bons e entusiásticos executantes. E com boas gargantas. Como não podia deixar de ser, depois foi o arrumar da casa. São Pedro foi amigo e o tempo ajudou. Vamos já preparar a próxima. UPFC