quinta-feira, 30 de abril de 2009

Santiago de Compostela

O dia da partida está a chegar. Sexta-feira é já a seguir... Vão ser três dias espectaculares. Depois contamos-lhe um pouco do que foi a nossa viagem e mostramos-lhe as fotografias. E sabemos que vai ter pena por não ter ido connosco. Mas a culpa não foi nossa...
UPFC

Casario

Foto de Dezembro de 2003. Hoje já não seria bem assim. Foto cedida por A. Domingos Santos

Caminhada

Como já anunciámos, a nossa caminhada vai ser realizada no sábado dia 16 de Maio. Estamos confiantes que a sua preparação física está a ser feita segundo os critérios seguidos para a "alta competição"... sim, porque parte do trajecto é efectuado lá nos "altos da serra". Não se esqueça que temos transporte para o levar até à aldeia mais alta do concelho - Aldeia Velha, onde a Liga dos Amigos de Aldeia Velha e Casais está à nossa espera. E depois, vai ficar extasiado com a beleza que os nossos trilhos lhe vão proporcionar. E ficará também agradado com o modo como as Comissões de Melhoramentos de Malhada e Casais e do Soito nos irão receber. Por agora, ficamos por aqui. Ainda pode enviar a sugestão com o nome para esta caminhada e não esqueça de se inscrever. UPFC

Limpeza de terrenos - "Chão de Baixo"

Fazendas perto do "Cortinhal "- (Parte debaixo na Escola Primária)

Foto cedida por António Marques de Almeida

terça-feira, 28 de abril de 2009

SERÕES E RECORDAÇÕES

Uma História sem histórias...ou...Com muitas Histórias... ORA AGORA, CONTAS TU ... ORA AGORA, CONTO EU Ora agora contas tu...contas tu mais eu ! E assim começavam alguns serões na nossa casa. Era, pela certa, no Outono ou no Inverno, porque nos lembramos de cada um de nós ter à sua frente uma tigela com castanhas cozidas - – “Que cheirinho aquele, o das castanhas cozidas, naquela altura ! Nunca mais o conseguimos sentir! Impossível ! Há momentos que não se repetem”- Os nossos Avós, os nossos Pais, às vezes outros Familiares encontravam-se sentados à volta da mesa da Sala de Jantar, e nós... claro – sentadinhas no chão, mas tão confortáveis, a escutar ávidamente as conversas dos adultos, o que naquela época (há mais de meio século) constituia, por si só, enorme privilégio. “Ora agora contas tu...ora agora conto eu” – dizia o nosso Avô. Parecia ser o sinal combinado para dar início a mais um serão, em que o mote principal era a narrativa de histórias e lendas contadas pelos nossos Avós. Parecia até um “desafio” secreto entre ambos. Cada um queria contar a história mais interessante, mais divertida, mais original. E nós não queríamos perder “pitada”. Hoje em dia, daríamos talvez o nome de “concurso”, “tertúlias”,etc. a estes momentos. Na época, eram tão sómente momentos onde reinava a Paz e Harmonia de um bom ambiente familiar. Mas havia divertimento também, mesmo grande divertimento, juramos. Perguntamos : “No século XXI , são raros momentos como estes?” : - Sem televisão ( sem Séries para ver – “1ª temporada”, “2ª temporada”...), sem DVD (com muitos filmes novos...), sem Computador (“não vi ainda os mails todos”, “falta-me fazer esta pesquisa e mais esta no Google”, “falta-me ver este blog e mais este, e mais este, sem faltar o Blog da UPFC, claro”), sem SMS a tocar.... (“um jantar fora”, “uma tertúlia”); - As Tertúlias continuam, e as histórias continuam também, claro. Mas...falta-lhes aquele Sabor... Apetece-nos aqui falar de alguns Jovens Colmealenses (hoje na “casa”dos 60 anos, mais ano menos ano !!!) - que passavam Serões no Colmeal, nas “Férias Grandes”, nos Verões dos belos anos 60 / 70, simplesmente a conversar – aí eram Tertúlias. Às vezes dançavam ao ar livre, no então chamado Largo da Fonte - com a Lua Cheia, nas noites quentes do mês de Agosto, observando lá do Alto, sorrindo com o seu olhar de Diversão e Protecção - ao som de um “gira-discos” portátil. Sem electricidade, sim,mas... à luz, bem fluorescente, de um candeeiro “Petromax” (recordam-se certamente!). Lembramos também as respectivas mães que, em simultâneo aproveitavam para se “encontrar” no dito “Largo da Fonte”, ou que simplesmente se distraíam, olhando das suas janelas e observando os seus filhos/as bailando (aos sons de “Bee Gees”, “Beatles”, “Tom Jones”,etc ), e à meia-noite, decidiam chamar as filhas/os de retorno a casa. Também lembramos Serões a jogar cartas – jogos de cartas simples, atenção – puro entretenimento.Outros Serões ainda - esses viriam a ficar famosos : “Os Serões de Teatro” ( já no princípio dos anos 70), que tinham lugar no Centro Paroquial. Todos terão presente: - os grandes talentos, então descobertos, - o alegre convívio entre o público, entre os “actores”, - o empenhamento da Juventude Colmealense, pela primeira vez, em Palco, - o trabalho árduo dos Encenadores, enfim de toda a equipa que pôs a funcionar, pela primeira vez, o “TEATRO NO COLMEAL”. Já algumas fotos foram publicadas no Blog da UPFC, desses Serões Maravilhosos que a todos deixaram Recordações para toda a vida.
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E...voltamos aos Serões dos nossos Avós...”as conversas são como as cerejas”. ( Hoje, o texto vai longo, uma história fica para mais tarde.) Aproveitamos para fazer aqui um “apelo”, se assim lhe quiserem chamar : - alguns Serões dos nossos Avós acabavam com histórias, narrativas, contos sobre o
JUÍZ DE FAJÃO
Não conseguimos recordar nem uma. Envolviam talvez querelas demasiado complicadas para a nossa idade, na altura. Mas, não esquecemos nunca que os nossos Avós mencionavam o referido Juíz, como uma Pessoa de Bem, óbviamente, possuidora de muito bom humor. Haverá alguém, oriundo de Fajão, que tenha conhecimento sobre os Julgamentos do dito Juíz? E... que nos queira contar? Temos intenção de visitar Fajão e pesquisar também.
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Abraços das Amigas Ana, Badana, Rabeca, Susana
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P.S. – Sabemos da próxima Viagem da União a Santiago de Compostela. Enviamos votos de uma Santa Viagem. Ninguém como os Peregrinos, para contar Histórias Maravilhosas...

Memória do passado

Até quando conseguirá resistir?...

VALE DO CEIRA – AQUI COLMEAL

Progresso, progresso e só progresso: Tema dominante da Juventude Colmealense Numa época, em que o progresso é o problema dominante de todas as conversas, e em que se procura levar aos pequenos meios o significado da palavra «progresso», porque não tentarmos fazer progresso, dando ideias novas, e não nos limitarmos a dizer que ele existe ou deixa de existir? Se vivemos na convicção de que as condições de existência da nossa época conferem aos problemas, quaisquer que eles sejam, dimensões que ultrapassam, muitas vezes, o meio restrito a que dizem respeito, para os projectar, com todas as consequências, nos mais variados ambientes da região, senão até um pouco mais longe, parece lógico não nos conformarmos só com ideias. Se bem temos visto é assim, por exemplo, que devemos falar do Colmeal, simpática e conhecida povoação serrana, rica em belezas naturais, com o grande atractivo do rio Ceira, que corre lá no fundo do Vale, deixando atrás de si belos sons melancólicos que se soltam da ingenuidade das suas águas. Ao falarmos desta terra verde, que tivemos oportunidade de conhecer, em virtude da propaganda que os seus filhos dela fazem, reparámos exactamente que o seu rio, além da beleza que empresta à povoação, constitui um agradável e sonhador local para banho, que ele proporciona aos visitantes e à juventude que ali se refugiam na fuga do ar poluído da cidade, sem exigências nem marés perigosas. Deste modo, ali acorrem, diariamente no verão, jovens e forasteiros à procura desses momentos de descontracção saudável e cheia de bucolismo. E, ao recordarmos o facto, pensamos então que se poderiam fazer ali mais uns quantos benefícios que, além de serem de grande utilidade, tornariam a paisagem mais formosa e agradável. Assim, na zona do banho, nomeadamente na ponte, em frente aos balneários, poderiam fazer-se uns muros ao longo das margens, aproveitando-se o melhor troço do rio, numa extensão aproximadamente de vinte e cinco metros, dando-lhe, desta forma, melhores condições e um verdadeiro aspecto de piscina, tal como o rio ali se apresenta. Idealizando já este melhoramento e, para os balneários, verifica-se que outro empreendimento se poderia fazer: construir-se ao lado do que está feito, uma pequena esplanada, simples, adequada ao local, com umas tantas cadeiras e mesas, onde se vendessem alguns refrigerantes, tanto para os mais idosos (banhistas ou não) como para os jovens, afim de se refrescarem enquanto passavam os seus momentos cavaqueando, jogando ou desfrutando o belo panorama que dali se avista e a coloração dos raios solares a que nos expomos, ao sair da água. Será pretender-se muito. Mas, porque não se haveria de construir, também ao longo da estrada de acesso aos balneários, um muro de resguardo? Julgamos ter uma noção das dificuldades de programação e até de execução de qualquer empreendimento, na serra, na medida em que apresentam forçosamente, implicações de ordem técnica. Sabemos ainda que se torna necessário contar hoje em dia não só com as exigências técnicas mas também com a questão económica. Ora, exactamente por possuirmos essas noções, é que convém esclarecer-se que não é necessário qualquer catedrático para a sua construção. Por outro lado, economicamente poucos milhares de escudos resolveriam esta questão, que poderia no futuro, dar ao Colmeal uma outra valorização. O problema não é, pois, difícil, desde que continue a verificar-se a iniciativa que os colmealenses sempre têm demonstrado saber aproveitar em tudo quanto diga respeito ao progresso da sua terra. Para bom entendedor meia palavra basta… Por isso, depois dos melhoramentos que têm renovado a face do Colmeal, urge que se façam outros em complemento daqueles. E assim estes e outros (e voltamos a lembrar o Parque de Campismo) dariam mais encanto à nossa terra tornando-a mais atraente para todos. Aqui fica a ideia. Esperamos agora que ela deixe de ser um sonho para passar à realidade, para bem de todos, sobretudo, para bem do progresso do Colmeal, aldeia que reúne em si recantos de tanta beleza. Às autarquias competentes (União Progressiva e Junta de Freguesia) cabe agora a apreciação e concretização, se assim o entenderem, destes idealizados melhoramentos.
ANA e LENA PINHO
In “Correio da Serra”, 1 de Fevereiro de 1973 Do espólio de Fernando Costa

Vistas do Colmeal

Fotos cedidas por António Marques de Almeida

domingo, 26 de abril de 2009

Rancho Serra do Ceira

“ – O Serra do Ceira é a nossa 2ª família, somos 4 irmãos no Rancho e todos dançamos. Os restantes membros são também da nossa criação, todos nos compreendem e as nossas relações de amizade são, quanto a mim, as melhores que podem existir num grupo desta natureza. O Serra do Ceira é hoje um valor cultural que existe no concelho de Góis e o povo desta zona estima-nos muito. Dentro do grupo há boas vontades, elementos que residem longe e nunca faltaram aos ensaios ou actuações à hora marcada. Isso – julgo – demonstra bem o verdadeiro sentido de responsabilidade que cada um tem. Este ano, temos feito algumas actuações em várias povoações do concelho, de acordo com o programa P.T.L. da Câmara Municipal de Góis. Estou maravilhada pela forma como o povo nos tem recebido nas suas terras. O povo do concelho de Góis é maravilhoso.” In Boletim “O Colmeal” Nº 186, de Julho de 1982 Palavras de Luísa Maria Domingos em entrevista assinada por ARMANES pouco tempo antes da realização do 3º Festival de Folclore Beirão, em 14 de Agosto de 1982 no Colmeal, e que consideramos muito sensatas e com perfeita actualidade, num momento em que se tenta recuperar este Rancho. A. Domingos Santos

Vistas do Colmeal

Nova construção na "Cruz da rua"
Foto cedida por António Marques de Almeida

VALE DO CEIRA – AQUI COLMEAL

Jornal «O Colmeal»
(clicar para ampliar)
Há 31 anos, em Fevereiro de 1960, deu entrada em casa dos naturais da freguesia, espalhados pelo país e pelo mundo, um jornalzito intitulado «O Colmeal» – boletim mensal da paróquia. Embora sem saudosismos, recordemos o que constava na primeira página dessa edição: «Não há dúvida que este pequeno jornal que hoje acaba de nascer pela primeira vez pode causar admiração a muita gente. Desde há muito, no entanto, e apesar das inúmeras dificuldades que sempre surgem nos pareceu que um boletim paroquial seria útil aqui, como o é também e até necessário em todas as paróquias. A freguesia do Colmeal pode contar emigrantes nas cinco partes do mundo; o nosso pequeno jornal pode chegar a alguns sobretudo a esse grande mundo que é a cidade de Lisboa, onde trabalham honradamente muitas centenas de pessoas que na sua grande parte não esquecem de certo, a terra querida onde viram a luz do dia. Com esta folha que acaba de nascer queremos nós pôr-nos mais em contacto com todos. Ela será afinal uma carta para toda a família colmealense. A finalidade é levar a todos, aos de longe e aos de perto, um pouco de auxílio moral e espiritual, embora possamos dizer que foi o pensamento na colónia do Colmeal em Lisboa que nos levou mais facilmente a esta estranha aventura.» Não se tratou de uma «aventura». Mas, isso sim, de um acto de coragem, duma ligação entre os presentes e os ausentes que passaram a aguardar com alguma ansiedade – diga-se – a chegada do número seguinte, para saberem algumas notícias da freguesia. Além de um elo de ligação, a folha paroquial passou a ser um alerta para os problemas sociais da freguesia. Muitos dos quais, bem ou mal, tiveram uma solução. Vários empreendimentos, caso da construção da residência paroquial, obras várias na Igreja Matriz, Centro Paroquial (primeira e segunda fase), balneários da ponte, que acabou com o costume dos veraneantes se despirem atrás das moiteiras, remodelações várias em Ermida do Senhor da Amargura, etc., etc., só foram possíveis de realizar e pagar, pelos donativos recolhidos através da folha que, periodicamente, ia dando conta do andamento das obras, valores recebidos, quanto falta pagar, etc. Igualmente, queiram ou não, através do jornalzito se fomentou a fundação do «Rancho Serra do Ceira», aquisição de vestuários, instrumentos, realização de alguns «Festivais de Folclore», culturalmente um acto de coragem ímpar, atendendo ao nosso meio. Publicaram-se 187 edições, a última das quais em Agosto de 1982 e foram directores de «O Colmeal», os seguintes padres: Fernando Rodrigues Ribeiro (20), António Antunes de Brito (14), Mário Marques Mendes (22), António Dinis (24), Anselmo Ramos Dias Gaspar (30), Sertório Baptista Martins (1), António Duarte de Almeida (18) e Manuel Pinto Caetano (52). Entre parêntesis indica-se o número de edições que foi publicado sobre a responsabilidade de cada um dos directores, que passaram pelo «O Colmeal».
Fernando Costa
Do espólio de Fernando Costa In “O Varzeense” Nº 216, de 15 de Janeiro de 1991 Em Fevereiro do próximo ano estará passado meio século desde que o primeiro número chegou a nossas casas. Lembro-me da admiração causada como se fosse hoje. Iremos continuar a recordá-lo e a reler as suas notícias. A. Domingos Santos

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Caminhada

Vai ser já no próximo dia 16 de Maio que iremos efectuar a nossa caminhada. Será um percurso de cerca de 15 kms com início às 9 horas em Aldeia Velha, estando o transporte dos participantes assegurado desde o Colmeal. Quem não desejar utilizar o transporte poderá começar o seu percurso no Largo D. Josefa às 8 horas e seguir pelo Rossaio e Poesia até Aldeia Velha onde se juntará aos restantes. Segue-se a subida à Selada da Eireira (vista espectacular), cruzamento com a estrada de Fajão, Malhada, Foz da Cova, Soito e Colmeal. A União Progressiva pretende com este trajecto dar a conhecer caminhos antigos, outros mais recentes como os das eólicas e mostrar os belos recantos e maravilhosas paisagens que a nossa freguesia poderá propiciar aos participantes. Temos a certeza de que poderemos contar com o entusiasmo e a colaboração da Liga dos Amigos de Aldeia Velha e Casais, Comissão de Melhoramentos de Malhada e Casais e Comissão de Melhoramentos do Soito, bem como da Junta de Freguesia do Colmeal e Câmara Municipal. Será também uma oportunidade para fortalecer os laços existentes com as colectividades congéneres e entidades locais e concelhias. A caminhada terminará com um almoço de convívio no Parque de Merendas das Seladas para os participantes e para todos aqueles que quiserem confraternizar e passar momentos agradáveis. Para que se sinta confortável durante a caminhada, sugerimos a utilização de roupas leves e confortáveis e cobertura para a cabeça. O calçado é a peça mais importante e se possível deverá ser maleável, leve, resistente, confortável e com boa aderência em todos os pisos. Deverá levar uma garrafa com água e uma máquina fotográfica. Uns binóculos não serão demais. Poderá fazer a sua inscrição junto de qualquer elemento da União no Colmeal – José Álvaro, Bela, Catarina, Belmira ou Manuel Martins dos Santos. A inscrição também poderá ser feita por e-mail para upfcolmeal@netcabo.pt Basta indicar o nome e o contacto telefónico e estar atento a mais notícias sobre a caminhada.
O valor de inscrição – cinco euros – é apenas simbólico e inclui o almoço de convívio. Temos várias sugestões de nomes para esta caminhada e daí a nossa dificuldade na escolha. Vamos aguardar pela sua colaboração para que depois possamos decidir. Se a sua sugestão for a escolhida teremos uma surpresa para si. Inscreva-se. Sugira um nome. E não esqueça a máquina fotográfica. UPFC

Receitas da Freguesia do Colmeal

Queijo Fresco
- 1 litro de leite de cabra
- 1 pouco de coalho (menos que uma colher de café)
- Água q.b.
- Sal q.b Coloque o leite de cabra num tacho e acrescente o coalho.
À parte, coloque um tacho com água ao lume e mantenha-o até esta ferver. Posteriormente, vire o testo do tacho ao contrário, de modo a suportar o tacho que contém o leite de cabra.
Coloque em cima do tacho da água, o tacho com o leite de cabra e deixe ficar assim, durante cerca de 30 minutos, para que este fique coalhado.
Após o leite estar coalhado, verta o tacho para a copa do lava-loiça e vá apertando, de modo a que o soro do leite saia e fique somente o leite coalhado.
Ao fim de o leite coalhado estar sem o soro, coloque no acincho (forma para queijo) e vá premindo, para que o queijo ocupe toda a forma. Coloque um prato por baixo, para absorver o restante soro e coloque um pouco de sal grosso, de um lado e do outro do queijo.
Deixe ficar de um dia para o outro, pois assim toma mais o gosto do sal. A receita apresentada (Queijo fresco) foi disponibilizada por Idalina Fernandes, residente no Carvalhal.
Bacalhau Maravilha
- 1.500 Kg. de batatas
- 1 Kg. de bacalhau
- 3 Ovos
- Azeitonas descaroçadas q.b
- 5 Cebolas
- 3 dl. de azeite
- Leite q.b
- 30 gr. de manteiga
- Sal q.b Lave as batatas devidamente e coloque-as a cozer com casca, num tacho com água temperada com sal.
À parte, coloque outro tacho ao lume para cozer o bacalhau, juntamente com os ovos.
Entretanto, corte as cebolas às tiras e faça uma cebolada com o azeite.
Quando as batatas, o bacalhau e os ovos estiverem cozidos, escorra a água e deixe arrefecer.
Posteriormente, descasque e corte as batatas em cubos, bem pequenos e desfie o bacalhau em lascas.
Em relação aos ovos, descasque-os e corte-os em quadrados miúdos.
Pegue em cerca de 500 gr. de batatas, triture-as e coloque o puré obtido num tacho em lume brando e acrescente aos poucos o leite quente e a manteiga e vá mexendo sempre até obter um preparado uniforme.
Num tabuleiro, de ir ao forno, primeiro coloque uma camada de batatas, uma camada de bacalhau e cebolada.
Depois coloque uma camada de batata, outra de bacalhau, azeitonas descaroçadas, ovos cozidos, cebolada e por fim uma camada do puré de batata.
Leve ao forno somente a alourar e sirva. A receita apresentada, (bacalhau maravilha) foi disponibilizada por Maria Eugénia Bráz, residente no Colmeal.

Casas antigas

Foto de ADS

Vale do Ceira – Aqui Colmeal

Um moço vertical, já desaparecido
Tinha um bom carácter e um bom carácter é meio caminho andado para um moço vir a vencer na vida, para se impor pelos seus dotes naturais de verticalidade, com a cabeça no lugar, como era seu timbre. Tantos anos volvidos, talvez por crescermos juntos, paredes-meias, não esquecemos facilmente as descritas virtudes dum moço da nossa geração, muito cedo órfão de pai, que chegou a frequentar o Seminário, infelizmente desaparecido, se ousarmos dizê-lo, quando já se adivinhava o despontar das fratricidas guerras coloniais. Estamos falando de Américo Martins Brás, filho de António Martins Brás e de Lucinda Lopes, nascido na nossa aldeia em 6 de Novembro de 1934 3 falecido aos 22 anos, em 24 de Maio de 1957, na Índia, ao serviço do nosso exército. Era um cidadão do mundo, como tantos outros. No entanto ele procurou ter sempre um grande sentido familiar, de união constante feita através da harmonia, sempre rodeado de amigos, de colmealenses, estivesse na aldeia ou na capital onde trabalhava na indústria hoteleira.
Também na Índia, onde o seu corpo havia de ficar para sempre, deixou ficar amizades, saudades que perduram ainda entre ex-colegas do exército. Treze anos volvidos, em 24 de Maio de 1970 e por iniciativa de ex-militares que se deslocaram ao Colmeal, é celebrada missa na igreja matriz por intenção do infortunado militar colmealense.
Por muitos conterrâneos desconhecerem, revelamos: por puro amadorismo, por vocação, praticava hóquei em campo. Era atleta de vincada personalidade, muito calmo, regular técnica, com impressionante precisão no tempo de entrega e a antecipar-se ao adversário para chegar primeiro à bola. Preciosas entregas de esférico aos colegas colocados mais à frente, bons centros (alinhava a extremo direito), muita energia, voluntariedade e a juntar a todas estas faculdades de hoquista, bom poder de remate, sentido do golo. Embora modestamente, como preito da nossa homenagem póstuma, assim podemos retratar este falecido colmealense e hoquista, nalguns jogos a que assistimos no «pelado» anexo ao antigo estádio das Salésias, envergando a camisola de «Os Belenenses».
Fernando Costa
Do espólio de Fernando Costa in “O Varzeense” Nº 217, de 15 de Fevereiro de 1991
Foto cedida por Aurora Domingos Henriques

segunda-feira, 20 de abril de 2009

As nossas aldeias, os nossos casais

Colmeal
Foto cedida pela JFC

Colmeal em notícia

(clicar no recorte para ampliar)
Com este título publicava "A Comarca de Arganil" em 11 de Fevereiro de 1993 algumas notícias referentes ao Colmeal. Contas e obras da igreja, bodo, ruas degradadas e um apelo ao cuidado da RTP. Na parte sobre as contas e obras da igreja e porque no que respeita a obras, parece que finalmente as coisas estão a andar, recordamos o que há dezasseis anos foi publicado na imprensa regional. "Foi no passado dia 31 de Janeiro (domingo) que o nosso pároco, sr. padre Carlos Cardoso, apresentou aos paroquianos, no final da missa, as contas da mordomia da nossa igreja referentes a 1992, as quais apresentam um saldo líquido que ronda os 1.600.000$00. Ao mesmo tempo, o sr. padre Carlos revelou que estão em estudo as obras de remodelação da igreja, torre e relógio, para as quais será necessária uma verba bastante elevada. A este propósito, afirmou acreditar no bom senso de todos os colmealenses, ou amigos do Colmeal, que certamente não deixarão de contribuir, conforme as suas posses e desejo, para que a nossa igreja seja o templo que todos querem, visto que o seu estado de degradação tem merecido vários comentários, principalmente de pessoas que nos visitam e conhecem de longos anos a nossa igreja." Do espólio de Fernando Costa in "A Comarca de Arganil", de 11 de Fevereiro de 1993

Panorama

(clicar na foto para ampliar)

Para ver coisas bonitas como esta, só precisa de ir a Aldeia Velha. A aldeia mais alta e mais bonita da freguesia do Colmeal. Mas é preciso ir bem cedinho... Foto de Henrique Miguel Mendes

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Natação

Era esta a moldura humana que em 7 de Agosto de 2004 assistia às provas de natação na "piscina" do Colmeal. Daqui a uns anos, quando esta fotografia transitar para o "Cantinho da saudade" iremos tentar identificar a maioria destes assistentes... Foto cedida por A. Domingos Santos

Bloco de notas

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“Lendariamente, passaram por aqui Romanos e Árabes. A esses povos são atribuídas minas e algares existentes, para exploração de ouro. E, igualmente, a extracção de milhares de toneladas de argila, desde o fundo da Cova até ao Curtinhal, para, presume-se, impermeabilizar conduta de água captada no rio Ceira, em Cartamil, de cuja levada há décadas ainda se encontravam vestígios, nas encostas situadas a norte. Povoada na I Dinastia dos Reis de Portugal, dependência do Senhorio e Paróquia de Góis foi elevada a freguesia de S. Sebastião, pelo bispo-conde, D. João Soares em 16 de Novembro de 1560. COLMEAL – o nome vem-lhe de colmeia, do castelhano colmena e este do latim culmum. Na Idade Média, quando a peste ceifava populações inteiras, foi efectuada promessa a S. Sebastião e todos os anos em 20 de Janeiro é distribuído Bodo, rotativamente custeado pelas aldeias da freguesia. No século XVI, já existiam Capela e Ermida, esta situada nas Seladas, ambas dedicadas a S. Sebastião. Igreja Paroquial, construção de xisto, de proporções modestas, tem ao lado direito torre. Os dois sinos primitivos são da oficina de Cantanhede, de Sebastião Sorrilha, respectivamente, dos anos de 1836 e 1857. A torre sineira foi construída em meados do século XIX, pela Junta de Paróquia. A igreja é anterior, já existia em 1769 e, certamente, a construção foi a expensas do Senhorio. No forro da igreja, por cima do altar, existe uma pintura que representa uma “custódia” em cima dum “sacrário”. O óleo de técnica popular, rudimentar, primário, ingénuo (“Naïf”), eventualmente anterior a meados do século XIX. Igualmente, foi pintada a “Anunciação” obra de arte harmoniosa assinada “A.V.” e datada de 1893. A capela, neste século dedicada a S. Nicolau, ameaçando ruir, foi transformada em Centro Paroquial. A Ermida das Seladas, edificada em local onde no século XVI já existia outro pequeno templo de culto, foi concedida licença de bênção, com invocação do Senhor da Amargura, em 31 de Julho de 1894. Desde épocas imemoriais que as festividades religiosas se realizam no segundo domingo de Agosto em louvor do Santíssimo e depois de 1894 em honra do Senhor da Amargura. Além das Seladas, onde existem mesas e bancos, os locais mais aprazíveis são: a “ponte”, com balneário, fácil acesso ao rio e o açude que é uma autêntica piscina; “pontão”, onde em degradação encontramos pequeno moinho de rodízio, comunitário, eventualmente do século XVI, e a “cortada” nome que lhe advém do corte (trincheira) efectuado na rocha para, em finais do século XIX, transformar o então curso natural do rio em terreno de cultivo.” Fomos encontrar estes apontamentos dactilografados no meio de muitos outros que, infelizmente, Fernando Costa nos deixou cedo de mais. Do espólio de Fernando Costa A. Domingos Santos

Agricultura

"Chão do Estreitinho" cultivado, o que já não acontece há vários anos.
Foto cedida por António Marques de Almeida

Lisboa

Roque Gameiro numa excelente reconstituição da Rua Nova dos Ferros de uma Lisboa Manuelina já distante e desfigurada. "Era esta a cidade das Descobertas, deslumbrante e enriquecida pela vontade de um rei, quando mercadores e marinheiros, cartógrafos e sábios, oriundos das quatro partidas do mundo, se acotovelavam na Ribeira, e nos ares atroavam as trombetas, charamelas, orlos, harpas, alaúdes e pandeiros dos homens do Senhor Rei D. Manuel, dos tangedoures mouriscos e as vozes harmoniosas dos grupos corais dos conventos e mosteiros; quando na rua principal da urbes medievales, renovada e engrandecida - a Rua Nova dos Ferros -, se mercanciavam os produtos do Oriente: aromas, pérolas, rubis, esmeraldas e outras pedras preciosas, a que alude o cronista Damião de Góis. Ex-líbris da Lisboa de então, a Rua Nova dos Ferros era, de facto, só por si, mais do que Veneza, Sevilha ou Bizâncio, o principal centro mercantil da Europa, artéria ofuscante de luxos e riquezas, rodeada de estabelecimentos vários - alfaiates, boticas, livreiros, serigueiros, gravadores, casas de escambo -, e de edifícios altos, com seus telhados flamengos, rótulas e chaminés mudéjares, de lojas sumptuosas, engravidadas das mais sumptuosas tapeçarias, rases e alcatifas, de sedas da China e de brocados de Constantinopla, de lacas, de ouro, de benjoim, de âmbar e de madrepérola, porcelanas e almíscar, pratas lavradas e espelhos venezianos."... Hoje a Rua Nova dos Ferros chama-se Rua do Comércio. in Lisboa das Descobertas, por Ferreira de Andrade - Anuário do Turismo Português - 1960
Biblioteca da UPFC no Colmeal

terça-feira, 14 de abril de 2009

União na imprensa regional

O Jornal de Arganil deu no seu último número e mais uma vez, honras de primeira página à União Progressiva da Freguesia do Colmeal por ocasião da sua recente realização - Canoagem no Ceira. É gratificante para todos nós vermos a nossa colectividade em lugar de destaque na imprensa regional e sabermos que pelos quatro cantos do mundo, onde vivem os nossos conterrâneos, chega um pouco da União e do que vamos fazendo. Bem-haja a nossa imprensa regional, que atravessando momentos difíceis não desiste, tal como os regionalistas nossos pais e avós nunca se vergaram perante as dificuldades e as souberam ultrapassar. Com as colectividades, assinantes e anunciantes a colaborarem mais intensamente com a imprensa regional, estamos certos que os dias difíceis serão superados para bem de todos. UPFC

A União vai a Santiago de Compostela

Como já foi anteriormente informado, a União Progressiva da Freguesia do Colmeal vai a Santiago de Compostela, no fim-de-semana de 1 a 3 de Maio próximo. Faltam só quase duas semanas para este passeio que esperamos venha a ficar nas nossas memórias, na zona das "boas recordações". A foto mostra-nos o retábulo do altar mor de San Martiño Pinario, o segundo conjunto monumental mais importante depois da catedral. Foi fundado no ano 912 e com as sucessivas ampliações ocupa tantos metros quadrados como a basílica e todas as suas dependências juntas. A história da Galiza não se perceberia sem o papel exercido por este mosteiro que apresenta um aspecto barroco, autêntico centro de poder religioso e político durante séculos. Hoje, o centro é o seminário maior, e uma parte das suas instalações estão convertidas em alojamentos de grande austeridade; uma sobriedade que contrasta notavelmente com a riqueza ornamental do resto dos seus interiores. Se vier connosco, vai ver que não se arrependerá. UPFC

Terra de ninguém

Mais uma prova do isolamento em que as nossas aldeias e as nossas gentes se encontravam. As estradas ficavam-se pelas principais localidades. Das aldeias ou das sedes de freguesia nem o nome. Fomos encontrar este mapa de estradas da extinta empresa petrolífera SACOR no Anuário do Turismo Português, edição de 1960. Talvez ajude a perceber o trabalho desenvolvido pelas Comissões de Melhoramentos, Ligas e Uniões ao longo dos anos e da luta que travaram contra este estado de coisas. UPFC

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Páscoa

A União Progressiva da Freguesia do Colmeal deseja aos seus sócios, amigos e a todos quantos têm colaborado connosco neste blogue uma feliz Páscoa. E que o coelhinho vos traga muito mais que os simples ovos de chocolate. FELIZ PÁSCOA!!!

Assembleia de Compartes no Colmeal

A Assembleia de Compartes vai realizar-se no próximo sábado, 11 de Abril, pelas 15 horas no Colmeal. Recordamos a necessidade e o interesse de os cidadãos participarem nestas reuniões onde são apresentados e discutidos assuntos que a todos dizem respeito. Colabore e participe. Esclareça as dúvidas que possa ter. Apresente as sugestões que entenda serem para benefício comum. Lembre-se que a participação cívica é fundamental e indispensável para o desenvolvimento das nossas aldeias. A sua participação é fundamental. Não esqueça, é no próximo sábado às 3 da tarde, no edifício da Junta de Freguesia, no Colmeal. UPFC

Teatro no Colmeal

No passado dia 29 de Março realizou-se no Colmeal, no Centro Paroquial Padre Anselmo, a representação da peça de teatro “O Anjo e a Sombra”, pelo Grupo de Teatro “Geração Varzeense”.
A peça de teatro teve uma interpretação fantástica pelo grupo. Muito dedicado e profissional, recorrendo à comédia, abordou o tema do alcoolismo e as consequências subjacentes ao mesmo, respectivamente a violência doméstica, falta de respeito pelas pessoas, ausência de interesse pela família, falta de dignidade, entre muitas outras.
O salão do Centro Padre Anselmo, apesar de ter uma dimensão considerável, estava muito bem composto, estando presentes cerca de cinquenta pessoas.
No final da apresentação da peça subiu ao palco Helena Moniz, Vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Góis, que dirigiu palavras de simpatia e de incentivo ao Grupo e a quem ofereceu um ramo de lindas flores.
Posteriormente realizou-se um lanche organizado pela Cáritas Diocesana de Coimbra com a colaboração da Junta de Freguesia do Colmeal, também presente nesta acção de cultura, para quem se quisesse associar.
Esta foi uma iniciativa do “Mês do Teatro”, que a todos deixou muito satisfeitos, pela escolha ter recaído na freguesia do Colmeal, permitindo que se passasse uma tarde de domingo de diversão, convívio, cultura e diferente de todas as outras.
Parabéns aos seus promotores!
UPFC – Delegação no Colmeal

As nossas aldeias, os nossos casais

Saião e Salgado
Foto cedida pela JFC

Colmeal - História e curiosidades (7)

Dando continuação à divulgação do meritório trabalho levado a cabo pelo Movimento Cidadãos por Góis, aqui estamos a oferecer-vos mais alguns dados relevantes sobre o Colmeal e a nossa freguesia. 1919, 10 de Novembro – É instalada a Junta Escolar de Góis, criada recentemente pelo Governo. Preside-a Dr. José Afonso Baeta Neves. Existem no concelho 18 escolas de Instrução Primária, assim distribuídas: Góis - 2 (m. e f.), Ponte do Sotam - 1, Cerdeira - 1, Várzea 2 (m. e f.), Bordeiro - 2 (m. e f.), Cadafaz - 2 (m. e f.), Colmeal - 2 (m. e f.), Alvares - 2 (m. e f.), Cortes - 1, Mega de S. Domingos - 1, Chã de Alvares - 1 e Roda - 1. Apenas três delas funcionam em edifício próprio. São frequentadas por 545 alunos. 1922, 3 de Setembro – Realizou-se a habitual festa religiosa da freguesia do Colmeal. A imagem do Senhor da Amargura, o Senhor dos Passos para os colmealenses, transportada da sua capela nas Seladas (inaugurada em 1893), para a igreja matriz. Seguia à frente de 70 crianças que comungavam pela 1ª vez. 1931, 20 de Setembro – Constituída a União Progressiva da Freguesia do Colmeal, uma associação regionalista. O seu primeiro Presidente foi Joaquim Fontes de Almeida. 1933 - Abril - Face ao adiamento constante, pela parte do Estado, da concretização da estrada de ligação entre Colmeal à vila de Góis, a União Progressiva da Freguesia do Colmeal decide levar a cabo a ligação ao concelho de Pampilhosa da Serra (Colmeal - Rolão). 1940 - O censo realizado mostra um aumento de população residente de 2,1%, contrariando a descida que se vinha verificando nos últimos dois decénios. Actualmente o concelho tem 12488 moradores. Há 12 povoações com mais de 200 residentes: Góis - 801, Cortes - 725, Alvares - 373, Várzea Grande - 363, Casal de Cima - 325, Cabreira - 287, Ponte do Sotam - 283, Colmeal e Várzea Pequena - 274, Cadafaz - 259, Roda Cimeira - 238 e Carvalhal - 205. UPFC

Uma memória

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Houve em tempos uma acção que mobilizou uma pequena aldeia portuguesa. Essa acção perdeu-se, mas há quem queira recuperá-la. Acho bem. Este é o rasto dessa memória.

A memória do Rancho Folclórico Serra do Ceira, de Colmeal (Góis). in http://nodomingo.blogspot.com/

in http://goisvive.blogspot.com/

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Colmeal a preto e branco

Eram assim o Colmeal por volta dos anos cinquenta do século passado. Fotos cedidas por Joaquim Luís Pinto

Escadinhas

Quantos e quantos dos nossos conterrâneos ao olharem estas belíssimas aguarelas de Roque Gameiro não recordam as vezes que subiram e desceram estas escadas no seu dia a dia? Escadinhas de São Cristóvão e de São Miguel. A silhueta da igreja destacando-se por entre o casario. Roupa estendida nas janelas, sacadas floridas, casas de pequeno comércio junto aos passeios por onde as pessoas passam ou se entretêm conversando. Chafariz onde se lavava a roupa e depois se estendia a secar, ou se levava água para a casa que não a tinha. Imagens de uma Lisboa em que os vizinhos conheciam os vizinhos mas que tende a desaparecer.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

A União tem novos Corpos Gerentes

A União Progressiva da Freguesia do Colmeal na sua última Assembleia-Geral, realizada no passado dia 28 de Março elegeu os seus Corpos Gerentes para 2009/2010: Mesa da Assembleia-Geral: Fernando Pinto Caetano (Presidente), António Santos Almeida (Vice-Presidente), Ana Sofia Ramos Teixeira Correia (1º Secretário) e Maria Paula Gaspar de Almeida Ramos (2º Secretário). Direcção: António Domingos Santos (Presidente), António Manuel Henriques Mendes Domingos (Vice-Presidente), Luísa Maria Canelas Costa (1º Secretário), Manuel Martins dos Santos (2º Secretário), Artur Domingos da Fonte (Tesoureiro), Anabela Cerejeira Almeida Domingos (1º Vogal) e Joaquim Luís Pinto (2º Vogal). Conselho Fiscal: Maria Lucília Domingos Pinto Carreira da Silva (Presidente), José Manuel da Costa Ramos (Relator) e Álvaro de Jesus Martins (Vogal). Delegação no Colmeal: José Álvaro Almeida Domingos (Presidente), Catarina Alexandra Cerejeira Domingos (Secretário) e Belmira Fontes de Almeida (Tesoureiro). UPFC

Colecção única

Composta por quatro pratos em porcelana pode ser apreciada no Colmeal, no EspaçoArte no Centro Paroquial Padre Anselmo. Representam o Chafariz no Largo - a primeira obra feita pela União Progressiva no Colmeal, o monumento à memória dos precursores da colectividade, a Igreja Paroquial e o novo edifício da Junta de Freguesia.