sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Dia da Freguesia do Colmeal

(clicar nas imagens para ver o nosso convite e programa)
"MEMORIAL" da União
É já neste sábado, dia 31, que a Casa do Concelho de Góis vai acolher os Colmealenses. A sessão de abertura marcada para as três da tarde dará início a este Dia da Freguesia do Colmeal. Uma "Mostra de artesanato e produtos locais", numa expressiva representação da freguesia, estará patente durante toda a tarde, para que todos possam apreciar e adquirir produtos da nossa região. Exposições de pintura, de fotografias, de recortes de imprensa regional e de documentos das colectividades, estarão disponíveis nos dois pisos da Casa do Concelho e deverão merecer a melhor atenção dos visitantes. Iremos assistir a três intervenções curtas, de três gerações que têm "militado" no regionalismo e que muito naturalmente o vêem de três maneiras diferentes. Será apresentado o livro "MEMORIAL" dos 75 anos da União Progressiva da Freguesia do Colmeal. Uma homenagem justa a ser feita neste dia tão especial para a nossa freguesia e para as nossas colectividades. Uma projecção de fotografias levar-nos-á a percorrer toda a nossa freguesia e a apreciar a sua beleza e encanto. "Regionalismo e o Futuro" será o tema seguinte, certamente apaixonante. Uma participação poética sobre a freguesia e depois o Rancho Serra do Ceira, agora numa nova fase da sua vida. Haverá naturalmente música de outros tempos e muito entusiasmo. Depois de um jantar volante ainda vamos animar mais um pouco com um baile serrano. As oito colectividades da freguesia do Colmeal esperam por si. Não falte! Porque vai valer a pena!
UPFC

Rancho Serra do Ceira

“Perante numeroso público, proveniente da freguesia e dos vizinhos concelhos de Góis e Arganil, o Rancho Folclórico «Serra do Ceira» - Colmeal, fez a sua aparição ao povo. Foi este sem dúvida o grande atractivo das Festas do Colmeal. O Largo da Fonte estava completamente cheio na noite do dia 14 de Agosto. Muitos aplausos, boa exibição, atendendo às limitações circunstanciais, e logo nessa noite surgiram convites para futuras actuações. Alguém ganhou uma aposta! Ganhou quem apostou no Povo Colmealense. No dia 19 de Agosto o Rancho actuou em Aldeia Velha onde uma vez mais conquistou muitos aplausos e admiradores. No dia 29 de Setembro irá actuar a Celavisa, integrado nas Festas de S. Miguel. No dia 5 de Novembro estará em Lisboa na festa das Associações Regionalistas da Freguesia. Tiveram de ser recusados os convites para actuação nos Cepos e em Góis por dificuldades técnicas, mas esperamos brevemente actuar nestas duas povoações que tanto merecem a nossa estima. É justo apresentar os nossos agradecimentos ao Sr. José Frederico (ensaiador) e Fernando Silva (clarinete), homens que com saber e dedicação nos orientaram. Aos amigos Colmealenses não agradecemos, apresentamos antes a prenda que merece a sua amizade: a existência do nosso Rancho! Uma lembrança particular para a Sr.ª Germana Lopes, a costureira privativa do Rancho, que com tanto amor fez saias, blusas, saiotes, etc., e tudo gratuitamente. Embora seja contra os princípios apresentados quando assumi a direcção deste jornal, vou publicar uma relação dos contribuintes do Rancho, visando com isto unicamente dar uma resposta, da certeza que recebemos, a todos aqueles que por carta enviaram o seu donativo e que eu não pude responder por razões óbvias. … e depois segue uma enorme lista de pessoas e dos donativos com que contribuíram.” in Boletim “O Colmeal”, Nº 141 de Agosto-Setembro de 1977 “O Rancho Serra do Ceira, que em 14 de Agosto completou dois anos e conta com três épocas de actividade, encontra-se agora melhor que nunca. Durante esta época actuou em Góis, Colmeal (duas vezes), Cadafaz, Pessegueiro, Termas de Monfortinho, Monsanto e actuará ainda em Vila Nova do Ceira (30 de Setembro) e novamente em Góis (4 de Novembro). As Comissões de Melhoramentos de Pessegueiro e Colmeal ventilaram já a hipótese de mais uma deslocação a Lisboa e há amigos que nos desejam ver em Aveiro e Portimão. Entretanto, fazem-se projectos para melhorar a orquestra e aparecem já novos candidatos para ingressar no Rancho. Para a orquestra prevê-se um novo clarinete e um novo tocador de concertina. Quem não acreditou na gente da Freguesia do Colmeal e na força de quantos se sentem jovens, perdeu. O nosso Rancho irá continuar e cada vez melhor.” in Boletim “O Colmeal”, Nº 154 de Setembro de 1979

Receitas da Freguesia do Colmeal

Bacalhau à Portuguesa
- 4 postas de bacalhau - 4 ovos - 800 gr. de batatas - 800 gr. de couve Portuguesa - Sal q.b. - Azeite q.b.
Descasque as batatas, corte-as ao meio e coza-as em água temperada com sal. Entretanto, coloque outro tacho ao lume, com água temperada com sal, corte as couves Portuguesas, de forma a serem confeccionadas e passe-as por água, até ficarem bem lavadas. Quando a água estiver a ferver, coloque as couves e os ovos. Assim que as couves estiverem a ficar cozidas, acrescente as postas de bacalhau e deixe cozer. Retire os tachos do lume e escorra o seu conteúdo, nomeadamente, as batatas, o bacalhau e as couves. Descasque os ovos e corte-os ao meio, coloque o preparado numa travessa, inicialmente as couves Portuguesas, as batatas, o bacalhau e os ovos e tempere com azeite. A receita apresentada (Bacalhau à Portuguesa) foi disponibilizada por Maria Fontes, residente em Ádela
Carolos de Milho
- 500 gr. de carolos de milho - 0,5 dl de azeite - Sal q.b. - 1l. de água
Coloque um tacho ao lume, com a água temperada com sal. À parte peneire os carolos de milho, para uma taça, aproveitando somente, os que estiverem bem moídos e lave-os bem. Quando a água estiver a ferver acrescente os carolos e o azeite. Deixe ferver até os carolos ficarem cozidos. Se achar conveniente acrescente mais um pouco de água aos carolos de milho, de modo a que não fiquem demasiadamente secos. Transfira o preparado para pratos ou taças e deixe arrefecer A receita apresentada (Carolos de Milho) foi disponibilizada por Maria do Céu Nunes Gonçalves, residente no Colmeal.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Neve no Colmeal

Um pinheiro ajoujado pelo peso da neve deixa-nos ver a Igreja ao fundo, o edifício da Junta e também a Casa da Residência.
Os miminhos parecem estar fresquinhos e se o pote tivesse azeite deveria estar congelado.
Pelo menos nesta manhã os telhados combinaram vestir-se todos com a mesma cor. E também ficam bonitos assim.
Ao longe, nas encostas brancas, apenas se percebe o traçado das estradas.
Um tapete branco onde apenas uns fios esverdeados tentam sobressair.
Carvalhal, atento, lá no cimo, parece controlar a situação.
Riscos de neve parecem querer mudar a cor da Casa da Residência.
Cor do chão a condizer com a cor do carro.
Ao longe, as serras com o seu manto apenas riscado pelas estradas e estradões... à espera de mais nevões. Fotos de Catarina Domingos

Rancho Serra do Ceira

Tendo por cenário de fundo o edifício da antiga escola, depois Junta de Freguesia, e o Soladinho mais ao longe, aqui temos uma fotografia tirada em 1977, quando o Rancho Serra do Ceira começava a dar os primeiros passos. Trinta anos são passados. Muitas caras reconhecem-se a olho nú, mas outras, só com uma pequena ajuda. Então vamos lá a ver se "bate tudo certo", como diria o mandador... Da esquerda para a direita, "Zé" (do Hermenegildo), Américo (Aldeia Velha), Lena (irmã da Isabel - Colmeal), Fátima Nunes (hoje na Sandinha), Fátima Fontes, Luísa Domingos, José Brás Victor, Paula Domingos, Lucinda (do Hermenegildo), Rui Paulo (filho do carteiro), Carminda Fontes, Manuel Gomes de Carvalho, Ilda Pinto, "Zé" de Almeida (Soito), "Zé Preto" (Soito), Manuel (Arganil - filho do ensaiador), Ana Nunes (hoje em Góis), Arménio (Casal Novo), Fernando Silva (Arganil - tocava clarinete), Américo (Carvalhal), Jaime (Malhada), José Álvaro Domingos (Colmeal), Padre Manuel Pinto Caetano (criador do Rancho) e o ensaiador Sr. Frederico. Fotografia cedida por Henrique Miguel Mendes Ajuda de antigo elemento do Rancho Luísa Domingos

domingo, 25 de janeiro de 2009

ILDA REIS no DIA da FREGUESIA do COLMEAL

(Ilda Reis com a sua filha Violante Saramago Matos)
Tendo sido feita recentemente uma retrospectiva na Biblioteca Nacional (BNP), assinalando o décimo aniversário do seu desaparecimento, Ilda Reis voltará a estar presente em Lisboa, na Casa do Concelho de Góis por ocasião do Dia da Freguesia do Colmeal, integrado nas comemorações do 80º Aniversário do Regionalismo no Concelho de Góis. Ilda Reis, filha de Maria Adelaide Reis e António Nunes dos Reis, sempre esteve ligada ao Colmeal e à União Progressiva da Freguesia do Colmeal, de que seu pai foi um dos fundadores. Mais tarde, por decisão tomada em Assembleia-Geral, foi-lhe atribuída a categoria de “Sócia Honorária”. Ao longo de quase três décadas de actividade artística, Ilda Reis produziu uma centena de gravuras e serigrafias, actualmente em depósito na BNP, que marcaram profundamente a gravura portuguesa contemporânea. Desde o início dos anos 70 as suas formas orgânicas, o uso que fazia da cor, do verde-esmeralda ao vermelho escarlate, o gesto incisivo e expressivo que incutia nas suas matrizes, fossem de metal ou de madeira, tornaram-na uma referência incontornável no panorama da arte gravada em Portugal. Como refere Fernando de Azevedo num dos catálogos da artista, «Nunca nenhuma [gravura] alguma vez deixou de ter esse empenho que exterioriza e interioriza essa força incontível que é por um lado o esforço e jeito do braço, exactamente, é, por outro, a força do espírito que é outra força ainda maior. Não existe arte da gravura possível sem o concerto destas duas forças de que o papel, a prova, nem sempre testemunha a dimensão reconhecível. Este aspecto, esta espécie de rosto do trabalho, reconhece-se, está reflectido, nas gravuras de Ilda Reis quase como se por ele se determinasse a morfologia que as distingue das outras.» Decorridos 10 anos do seu falecimento, a BNP e a galeria As Salgadeiras apresentaram uma retrospectiva da obra gráfica de Ilda Reis que expôs as gravuras e serigrafias mais representativas da sua actividade artística. A mostra contou com 60 gravuras organizadas de forma temática, proporcionando, assim, ao visitante, uma melhor leitura do universo de Ilda Reis, cuja enorme consistência e qualidade artísticas puderam ser reconhecidas nesta exposição. Os seus «tempos de vida», as líricas de Camões, os poemas de Pessoa, o monocromático puro, a explosão da cor, os retratos foram, entre outros, alguns dos temas seleccionados. Paralelamente, estiveram presentes nesta exposição, elementos documentais relacionados com a sua actividade artística como catálogos, matrizes e utensílios de gravura, fotografias de época, e também a projecção de um vídeo explicativo da técnica da gravura. Notas biográficas: Ilda Reis, Lisboa 1923-1998. Cursou a Escola de Artes Decorativas de António Arroio, e frequentou pintura na Sociedade Nacional de Belas Artes, ambas em Lisboa. Estudou gravura e serigrafia na «GRAVURA Sociedade Cooperativa de Gravadores Portugueses», onde orientou alguns cursos. Bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian em 1971/72 e 1979/80. Entre 1966 e 1998 participou em mais de 100 exposições individuais e colectivas em Portugal e no estrangeiro. Representada na Fundação Calouste Gulbenkian, na Casa de Serralves, Museu de Setúbal, Museu da Cidade (Lisboa) e em alguns museus estrangeiros e colecções particulares. Várias vezes editada pela «GRAVURA», Galeria «Triângulo 48», Galeria «Espiral» e Centro Português de Serigrafia. A obra gravada de Ilda Reis encontra-se em depósito na Biblioteca Nacional de Portugal, em Lisboa. Exposições individuais (selecção): 2006 - «Obra gráfica». Centro Cultural do Cartaxo, em parceria com a Galeria das Salgadeiras; 2003 - «Obra gráfica». Galeria das Salgadeiras, Lisboa; 1994 - Pintura. Galeria Funchália, Funchal; 1994 - Pintura. Galeria São Francisco, Lisboa; 1989 - Gravura. Galeria Tamaris, Montreal, Canadá; 1988 - Gravura. Galeria Espiral, Oeiras. Prémios (selecção): 1994 - Prémio de Edição. IV Bienal de Gravura da Amadora, Portugal ; 1988 - Prémio Jugoslávia. Grand Prix Européen des Arts et des Lettres, Nice, França. 1972 - Medalha de Ouro. III Bienal Internacional de Gravura, Florença, Itália. 1972 - Medalha de Bronze. II Trienal Internacional de Xiligravura, Capri, Itália. Compilação de A. Domingos Santos com base no folheto informativo da Exposição na BNP

Manto branco em Aldeia Velha

Toda a freguesia do Colmeal se vestiu de branco naquela manhã. No dia 20, Aldeia Velha estava transfigurada nas suas novas roupagens e das cores habituais nem o mais pequeno sinal. Pinheiros acusando o peso da neve, terrenos pintados de branco apelando aos praticantes de ski e um Colmeal escondido lá no fundo, junto a uma mancha verde que ainda resiste à desertificação que se aproxima.
Ruas brancas de uma aldeia arrefecida, em que provavelmente só o fotógrafo se aventurava a andar no exterior. Como alguém costuma dizer, "a aldeia mais alta e mais bonita", também fica encantadora no seu manto de branco vestida... Fotos cedidas por Armando Brás Neves

Ecos da caminhada do regionalismo Goiense

Ainda ribombam, por essas serras fora, os ecos dos festejos realizados pela Sociedade de Melhoramentos de Roda Cimeira, na Casa do Concelho de Góis, que tão boa imagem deixou de si ao homenagear, com todo o merecimento, os fundadores pioneiros deste movimento, em representação da Freguesia de Alvares. Já a União Progressiva da Freguesia do Colmeal e congéneres da mesma freguesia, se encontram envolvidos de grande entusiasmo para uma representação digna dos seus pergaminhos, que não os deixe atrás das outras freguesias já representadas. Face aos sinais dos preparativos em marcha que vão chegando ao nosso conhecimento e dos representantes envolvidos nesta demanda, é de esperar uma prestação ao nível das anteriores por parte dos regionalistas desta Freguesia, agendada para o dia 31 de Janeiro próximo. Esta energia, já conseguiu uma dinâmica difícil de conter. Activou, de forma visível, o fervor serranos levando-o ao mais alto esplendor e reacendeu, de novo, a chama regionalista capaz de brilhar e tocar os colmealenses, ao ponto de não deixar ninguém indiferente. Este movimento, com os seus altos e baixos, tem vivido sempre do entusiasmo que lhe é incutido por alguém que lhe tome a sua dianteira. Este reacender da chama regionalista, tal como o "renascer da Fénix", pode ter o impacto desejável numa época de triste apatia, para não dizer de total desânimo, quando as vozes menos confiantes apontavam um baixar de braços assustador e os descrentes habituais ditavam já o fim do movimento que ainda tem um largo caminho a percorrer. Será bom entender que, apesar da posição que em tempos defendemos, o regionalismo terá sempre boas razões para existir enquanto formos um povo migrante, pois foi dentro desta sua condição que ele nasceu e se ergueu. A sua energia positiva está por isso no seu seio. Face aos augúrios promissores, ditados pelos ecos do entusiasmo chegados até nós, o Conselho Regional regojiza-se pelos resultados alcançados e por outros que estão em marcha, promovendo a vinda dos regionalistas goienses à Casa Mãe, em articulação com as colectividades e Juntas de Freguesia, contribuindo assim para um sentimento de unidade tão necessário num Concelho extenso e disperso, e uma maior visibilidade deste regionalismo que tanto merece. Com esta iniciativa implementada no decorrer do presente ano, o Conselho Regional quais dar um contributo sério e abrangente para um novo despertar de ânimos nos habitantes dum Concelho deprimido, pobre de recursos e quantas vezes ignorado, na esperança de que uma nova luz resplandecente vá surgir.
Adriano Pacheco in Jornal de Arganil, de 22/01/2009

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Neve no Açor

Amigas/os Terça-Feira, dia 20, nevou por aqui, a confirmar que o Boletim Meteorológico pode acertar nas Previsões! Não se tratou de um nevão daqueles que impedem o trânsito e bloqueiam na brancura os necessitados e os incautos que insistem em circular, mas foi a nevada mais abundante que ocorreu nos últimos dez anos.
Não se pode dizer que tudo tenha ficado vestido de branco, mas a brancura gélida cobria as ruas, as árvores, as plantas e os objectos, conferindo-lhes uma outra natureza e aspecto. As videiras já podadas e os forcões que as sustentam pareciam os caminhos encontrados e desencontrados da vida. O chapéu-de-chuva tornava-se desnecessário, tanto era o prazer de sentir o afago leve e frio dos flocos que caíam suave e silenciosamente. A espantalha, coitada, tombava com o peso da neve e do espanto. Os gatos andavam por ali, a observar perplexos e desconfiados. Indiferentes ao frio, os passaritos esvoaçavam de um lado para o outro em grande velocidade. Por isso é que não se deixaram apanhar!
Pasmado e curioso, o Tede chegou todo pintalgado, a querer saber que deslumbramento inusitado era aquele. Como ninguém lhe respondeu, pelo menos em linguagem que ele entendesse, que é o que acontece muitas vezes com as pessoas, decidiu descobrir ele próprio, usando as capacidades com que o criador o dotou e as competências que desenvolveu ao longo da vida. Depois de ter cheirado, provado, apalpado esfregando a barriga e descansado, foi-se embora, concentrado de olhos fechados, a pensar nos mistérios da natureza e a imbuir-se da magia e da serenidade daquele fenómeno inusitado de beleza inigualável. Mais tarde, partilhou a experiência e as suas reflexões com os amigos que chegaram atrasados. Lembrando-se da balada de Augusto Gil, por pudor e deferência para com os humanos, que não respeito, não lhes falou das crianças e dos adultos que andam descalços, agora, pelas friezas da vida. Açor, Colmeal, 21 de Janeiro de 2009 Lisete de Matos

Freguesia do Colmeal – as nossas colectividades

Comissão de Melhoramentos do Soito
“Em Carta Aberta, publicada na imprensa local, em 1954, de uma Pró-Comissão de Melhoramentos de Soito, endereçada aos seus conterrâneos, pode ler-se: “… Tentando modificar esse estado de coisas (…) comunicamos estar em organização, em Lisboa, uma Comissão de Melhoramentos (…) que, para nós, soitenses, representará não só a união de ausentes e residentes da terra, como a possibilidade de tornar esta mais progressiva e, se possível, mais linda.” Dos seus fundadores, seriam então eleitos, Marcelino Antunes de Almeida, Abel Nunes de Almeida e Urbano Nunes Marques, para presidentes, respectivamente, da Assembleia-Geral, da Direcção e do Conselho Fiscal. Poucos dias depois, em 7 de Dezembro desse mesmo ano, anunciava-se, “… reuniu-se a Comissão de Melhoramentos do Soito (…) tomou-se conhecimento da aprovação dos estatutos (…) deliberou-se recomeçar com a construção do caminho do Corgo ao Ventoso, pelo Portomuro, cuja passagem do ribeiro (poente) o consócio Sr. Abel Nunes fará à sua custa. Para fazer face aos encargos e dada a fraca disponibilidade financeira da Comissão, resolveu abrir-se uma subscrição…”. Na história da instituição, podemos distinguir duas fases. Na primeira, desde a fundação até meados de 1980, há a destacar, entre outras acções: colaboração na construção do lavadouro público e no troço de estrada que liga a aldeia à estrada Colmeal-Rolão, calcetamento das ruas da aldeia, com o apoio do estado e das autarquias, e empenhamento para a electrificação da aldeia. Depois de um período de actividade reduzida, verifica-se grande animação, a partir de 1999, com eleição de uma nova Direcção, cuja acção tem sido voltada sobretudo para a união das pessoas, através da promoção de actividades recreativas e culturais, bem como a recuperação e construção de espaços de lazer e cultura. Neste período, é de salientar: a recuperação da antiga fonte, a “Fonte Velha”, a ampliação do largo junto à capela, actualmente a sala de visitas da aldeia, e a aquisição e recuperação de uma antiga casa em ruínas, com dois pisos, destinada a animação cultural, convívio e espaço museológico de temática rural, inaugurado em 2 de Novembro de 2002. Tem havido a preocupação na utilização de materiais tradicionais (pedra da região e madeira), incentivando as pessoas também a fazê-lo nas suas obras particulares, de modo a conservar o património da aldeia. Com uma direcção jovem, empenhada em valorizar a povoação, sente-se grande entusiasmo e boa imaginação. Agora, são apenas 13 os residentes permanentes, enquanto que, na Grande Lisboa, os elementos da família soitense são estimados em cerca de 300. “As pessoas de lá são as que menos acreditam naquilo, foram muito castigadas. Têm que ser os de fora…” dizem os actuais dirigentes, com o apoio dos seus cerca de 150 associados. E não lhes faltam ideias e projectos, a realizar a curto prazo, para poderem proporcionar um futuro melhor, não apenas aos actuais moradores, mas a todos que para lá queiram voltar e lá vão periodicamente: o preenchimento do espaço museológico já criado, com o objectivo de conservação da sua cultura e memória colectiva, a dinamização de actividades culturais, o embelezamento da aldeia, nomeadamente com plantação de árvores, sem esquecer a continuação da sua acção reivindicativa, para que se olhe pela aldeia, que, por muito tempo, foi esquecida.” in “memórias e esperanças”, de João Nogueira Ramos, Edição da Casa do Concelho de Góis, 2004 A. Domingos Santos

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Freguesia do Colmeal – as nossas colectividades

União Progressiva da Freguesia do Colmeal
Esta colectividade, a mais antiga na freguesia do Colmeal e uma das primeiras no concelho de Góis, foi fundada em 20 de Setembro de 1931 e abrangia a totalidade das aldeias, lugares e casais. Tudo terá começado numa conversa entre dois guardas-nocturnos na cidade de Lisboa – Abel Joaquim de Oliveira e José Antunes André, que no decorrer do seu trabalho, dialogavam sobre a sua terra. “Com uma agremiação regionalista talvez seja possível que os nossos filhos e netos tenham um futuro melhor e se consigam para o Colmeal e terras da freguesia os melhoramentos a que têm direito.” Os fundadores da União Progressiva da Freguesia do Colmeal eram oriundos de quase todas as aldeias da freguesia e da sua primeira Direcção faziam parte Joaquim Fontes de Almeida (presidente), Marcelino de Almeida, Francisco Domingos, Aníbal Gonçalves de Almeida, José Henriques de Almeida, José Antunes André e Manuel Martins. Registemos as homenagens que foram prestadas, em 1946, a três dos seus fundadores, Abel Joaquim de Oliveira, José Antunes André e Joaquim Francisco Neves, “colaboradores incansáveis que tinham elaborado os estatutos da União”, e, na década seguinte ao Dr. Manuel Martins da Cruz, que durante vários anos liderou os destinos da colectividade, muito contribuindo para o desenvolvimento da freguesia. Joaquim Fontes de Almeida, Manuel da Costa, João de Deus Duarte e António Domingos Neves, homens que muito se distinguiram pelo seu trabalho em prol da colectividade têm os seus nomes perpetuados em ruas do Colmeal, tal como mais recentemente, aquando das comemorações dos 75 anos da União, António dos Santos Almeida (Fontes) e Fernando Costa. Do muito que a União fez ao longo da sua existência, destaca-se e por ter sido a sua primeira obra, a construção da ponte sobre o ribeiro do Soito, “feita totalmente a expensas da União Progressiva, tendo custado elevada importância.” Uma das primeiras ambições centrava-se na construção de uma estrada que viesse tirar a freguesia do isolamento. A não ser possível a ligação Celavisa-Colmeal, a solução que mais conviria, as atenções viraram-se para outra alternativa, a ligação Rolão-Colmeal, que foi avançando, pouco a pouco, tendo chegado ao Colmeal trinta anos após o seu início. A estrada do Vale do Ceira, unindo Góis ao Colmeal, uma estrada considerada quase lendária, era talvez a maior aspiração das povoações de toda esta zona serrana. O seu estudo data de 1886 e foi planeada para três fases: Góis-Cabreira, Cabreira-Candosa e Candosa-Colmeal. Apenas 19 quilómetros. Depois de ter arrancado em 1889, com a construção de cerca de cem metros à saída de Góis, estaria parada durante 62 anos, recomeçando em 1951, em grande parte devido ao empenho e perseverança das Comissões de Melhoramentos de Cadafaz e do Colmeal. Em 26 de Setembro de 1937, eram inaugurados o chafariz e o abastecimento de água que “… só foi possível, mercê de grandes sacrifícios…, foi preciso nomear comissões para angariação de fundos, não só na sede de freguesia como em Lisboa, na América do Norte e França, onde ao tempo existiam regulares colónias de emigrantes nossos conterrâneos…”. Na área escolar, a luta pela construção de novos postos espalhados pelas localidades da freguesia, viria a originar novas escolas na Malhada e Carvalhal, comparticipadas pela Comissão. A assistência médica foi outra das suas preocupações, com instalação de posto na antiga escola do canto, ficando a seu cargo o pagamento da deslocação do clínico. E muitos outros mais melhoramentos fazem parte do já longo historial da União, como o projecto para ampliação do Largo da Fonte e vários abastecimentos de água em substituição do velho “chafurdo”. A preocupação pelas estradas, algumas delas pressionando para a sua concretização, outras com a sua participação directa, como foram a da Malhada para o Soito, a de Celavisa para o Colmeal, passando por Sobral, e a do Colmeal para Ádela. A rede telefónica e a expedição de encomendas postais. A colaboração nos levantamentos topográficos que estiveram na origem da electrificação das aldeias, o calcetamento das ruas, a preocupação com os idosos, etc., etc. Em 1942, foi criada uma Secção de Beneficência, sob a presidência de Manuel da Costa, com sócios próprios, para amparo das pessoas mais necessitadas. Em 1972 é criada uma Comissão de Juventude, onde, pela primeira vez na história da União, surge o nome de uma senhora, Maria Antonieta Fontes de Almeida. O Largo D. Josefa das Neves Alves Caetano é inaugurado em 16 de Agosto de1961 com a presença do Prof. Marcello Caetano e sua família. Voltaria mais tarde, como Primeiro-ministro, em 9 de Novembro de 1968. Em 15 de Novembro de 1970 realiza-se o primeiro Convívio de todas as colectividades da freguesia, que se repetiria durante os dez anos seguintes, com manifestações de grande entusiasmo. Por curiosidade, assinale-se que, nos anos de 1948/50 e 54/55 o 1º Secretário da Direcção foi o escritor e Prémio Nobel de Literatura, José de Sousa Saramago, casado então com Ilda Reis (filha de Adelaide e António Nunes dos Reis), que se viria também a notabilizar na arte de gravura. Depois de um período de menor actividade tem-se verificado, de há anos a esta parte, maior dinamismo nas realizações efectuadas. Convívios, passeios, caminhadas pelos trilhos da freguesia, canoagem no Ceira, magustos, mostra/venda de artesanato e produtos locais, festas de Verão com provas desportivas, animação e picnic, distribuição de brinquedos pelo Natal e os tradicionais almoços de convívio, com número sempre crescente de presenças. A Direcção tem investido bastante em termos de informação e aproximação com os associados através da comunicação social regional e mais recentemente, da Internet. Mostrar a freguesia do Colmeal e a região tem sido uma aposta ganha, pelo número de visitantes que tem conseguido levar. Pena é que não existam infra estruturas de apoio. Com o apoio de “memórias e esperanças”, de João Nogueira Ramos, edição da C. C. Góis, 2004. A. Domingos Santos 18 de Janeiro de 2009

NA SENDA DO PROGRESSO

. A União Progressiva da Freguesia do Colmeal exterioriza o seu contentamento pela inauguração de um posto telefónico naquela importante parcela do concelho de Góis
Com este título encimava o saudoso Luís Ferreira, correspondente de “A Comarca de Arganil” em Lisboa, uma entrevista a António dos Santos Almeida (Fontes), publicada em 25 de Agosto de 1950. Como escrevia Luís Ferreira “Temos pela freguesia do Colmeal a mais viva simpatia. Entre os colmealenses contamos muitos e dedicados amigos e não podemos olvidar que assistimos à fundação da colectividade que se propôs defender as suas aspirações – a União Progressiva da Freguesia do Colmeal. Os anos têm passado e essa estima pelo Colmeal e pelos colmealenses não amortece, como também não diminui a grata recordação da visita que fizemos à sede de freguesia, acompanhando uma excursão que a União promoveu com grande êxito. É natural, portanto, que nos congratulemos com todos os actos festivos da freguesia do Colmeal, com todas as manifestações de progresso que a vão levando ao nível a que tem direito. Agora, o Colmeal vai inaugurar, festivamente, um importante melhoramento: o posto público telefónico, que ligará a sede da freguesia a todo o mundo! Quebra-se assim, o isolamento em que tem jazido tão importante parcela do concelho de Góis. Com alegria constatamos o facto; e ao júbilo de todos os colmealenses associamos o nosso.” Luís Ferreira continuava “A propósito, ouvimos o nosso amigo Sr. António dos Santos de Almeida (Fontes), presidente da direcção da União Progressiva da Freguesia do Colmeal, que nos disse: - Não tenho palavras que possam exprimir o verdadeiro sentimento de regozijo de que me encontro possuído, pelo empreendimento agora levado a cabo. Não é necessário enaltecer a importância desta obra de interesse, não apenas para a freguesia do Colmeal, mas, também, para outras terras próximas, que, de futuro, irão beneficiar dela. E prosseguindo: - A montagem do telefone no Colmeal era um melhoramento que há muitos anos vinha sendo requerido como de primordial importância e necessidade e que motivou da parte da União Progressiva o início de algumas diligências para conseguir das entidades oficiais, e até mesmo particulares, a colaboração indispensável para a sua execução. Todavia, motivos bastante fortes, de ordem material, obrigaram a pôr de lado, embora temporariamente, essa intenção. Surge-nos, agora, a boa nova da efectivação desse nosso grande desejo e, como é óbvio, não posso deixar de me congratular. - Um belo melhoramento! - Sem dúvida! Pessoalmente, como filho do Colmeal, sinto-me sinceramente contente por ver, com mais melhoramento aumentar as condições de vida e o progresso da minha terra. E como membro da direcção da União Progressiva não posso deixar de louvar a Junta de Freguesia, que tão bem se houve neste empreendimento, eliminando as dificuldades que nos surgiram. Estão, pois, de parabéns os colmealenses, em especial a Junta de Freguesia, pelos esforços que fez no sentido de vencer os obstáculos que se lhe opunham à obtenção de tão importante obra de utilidade pública. E eles foram muitos, com certeza! Porém, é assim mesmo! Trabalhos, tormentos e, por vezes, desgostos, tal é, sem dúvida o quinhão de quase todos os homens que se propõem levar a cabo uma obra da natureza daquela que vai, agora ser inaugurada. Não se podem realizar imediatamente todos os desejos formulados. Há que despender muita energia e ter tenaz persistência! A União está, pois, absolutamente satisfeita e pronta a colaborar, na medida das suas possibilidades, para atenuar os encargos que, naturalmente, vão surgir à Junta. Embora essa colaboração tenha de ser um tanto ou quanto restrita, motivada pelas numerosas obrigações que lhe trazem os trabalhos que tem em curso, nomeadamente a estrada Rolão-Colmeal, é seu timbre estar ao lado dos que procuram o progresso da freguesia! ... e a entrevista continuava abordando dificuldades e problemas sentidos com esta estrada, para terminar com este desabafo de satisfação e também de esperança: “Enfim! Apesar de tudo, muito se fez e muito se há-de fazer com a ajuda e todos! E… não é pouco o que há ainda por fazer!” Dias depois, em 5 de Setembro de 1950, em “A Comarca de Arganil” nova notícia, agora com o título “O povo do Colmeal comemorou com demonstrações de regozijo a inauguração do posto telefónico público”. “Como pré-noticiámos, foi no passado dia 28 de Agosto feita a inauguração festiva do posto telefónico desta freguesia, à qual assistiram as seguintes entidades: Acácio Mendes da Veiga, nosso conterrâneo e vice-presidente da Câmara Municipal de Góis, que também representava o Sr. Eng. Álvaro Dias Nogueira, presidente do Município; David da Silva Poiares, vereador municipal; D. Lúcia Gonçalves, chefe da estação telégrafo-postal da sede do concelho; Manuel Duarte de Almeida, Joaquim Nunes Pinto e Manuel Brás da Costa Júnior, membros da Junta de Freguesia; Alfredo Alves Caetano, António Domingos Júnior e Carlos Miranda, membros da delegação local da União Progressiva da Freguesia do Colmeal, que representavam; padre André de Almeida Freire, pároco da freguesia; D. Arminda de Jesus Alves Martins, com os seus alunos; Aníbal Mendes de Campos, da Câmara Municipal de Arganil e Dr. João Ilharco Alvares Moura, chefe da secretaria judicial da Lousã.” A notícia prossegue fazendo referência aos vários discursos que foram proferidos naquele momento tão importante para a vida de uma freguesia e de uma região. Da Direcção da União Progressiva, com António dos Santos Almeida (Fontes) a presidir, faziam parte ainda Manuel Francisco Braz, José de Sousa Saramago, Francisco Luíz, Abel Nunes de Almeida; Eduardo Ferreira de Almeida e Joaquim da Natividade Pinto. António Domingos Neves presidia à Assembleia-Geral, Manuel da Costa ao Conselho Fiscal e Alfredo Alves Caetano à Delegação da União no Colmeal. Elementos coligidos por A. Domingos Santos Do espólio de Fernando Costa

Rifas

A passagem de rifas constitui no meio regionalista e não só, um meio de obtenção de fundos para ajudar nas realizações que se pretendem levar a efeito. Sempre foi assim nos piqueniques, nas festas, nas excursões. Uma maneira prática que permite um contacto pessoal com o sócio, o amigo, ou até com o desconhecido e em que quase sempre há um gesto de simpatia e de colaboração. Assim foi em 1992, com estas rifas para a manutenção do Rancho Serra do Ceira. Instrumentos a precisar de substituição, indumentária a necessitar de recuperação ou adereços que faziam falta, para tudo era indispensável a obtenção de fundos. A projecção que o Rancho Serra do Ceira conseguiu desde muito cedo levou a que muitos convites chegassem para diversas actuações. Donativos, alguns subsídios e a quotização dos seus associados tornavam-se insuficientes para a sua manutenção, pelo que o recurso às rifas foi uma solução. O Rancho Serra do Ceira aí está de novo. Vai precisar da nossa colaboração. Estamos certos que ninguém se escusará a ajudar. Do espólio de Fernando Costa

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Águas revoltas

Rio Ceira com águas turvas e revoltas. Pontão submerso. Árvores encavalitadas. Foi assim em finais de 2006. Foto de Artur da Fonte

Folhas de um livro...(6)

“Aos dias cinco do mês de Março de mil novecentos e trinta e três, na sua sede provisória Largo do Intendente número trinta e cinco, primeiro andar, reuniu a Assembleia-Geral da União Progressiva da freguesia do Colmeal, presidida por Joaquim Francisco Neves, secretariado por António João de Oliveira e João Mendes. … Entrando na ordem do dia, deu a palavra a Joaquim Fontes de Almeida que em nome da Direcção leu o relatório e contas da sua gerência. Posto o relatório e contas a discussão, usou da palavra João Mendes, saudando a direcção pelos trabalhos que realizou. O senhor Marcelino Francisco de Almeida Júnior saúda os membros da direcção, fazendo votos para que os novos corpos gerentes a eleger procedam de forma idêntica para o progresso da freguesia do Colmeal. O senhor presidente discorda do louvor que a direcção lhe tece no seu relatório, tem feito tudo quanto tem podido para o engrandecimento da União e da terra que lhe serviu de berço, mas não fez mais do que cumprir o seu dever. Elogia a direcção pelos sacrifícios que fez durante a sua gerência. Terminada a discussão, foi o relatório e contas e parecer do Conselho fiscal aprovado por unanimidade. Entrando na segunda parte da ordem do dia, o senhor presidente anuncia que se vai proceder a eleição dos novos corpos gerentes e suspende a sessão por cinco minutos para a confecção das listas. Reaberta a sessão, foram nomeados escrutinadores os senhores Marcelino Francisco de Almeida Júnior e Marcelino Antunes de Almeida… O senhor presidente dá por terminada a ordem dos trabalhos, podendo ser tratado qualquer assunto. … O senhor António Domingos Neves propõe um voto de sentimento pela morte do consócio José Domingos… O senhor Nunes dos Reis refere-se a deficiência dos serviços clínicos no Colmeal, preconizando a obrigatoriedade de consultas na sede da freguesia, pelo médico municipal, pelo menos uma vez por semana. Verbera o procedimento da junta de freguesia, por esta ter desprezado o auxílio que a direcção de tão boa vontade lhe quis prestar em benefício da freguesia…” Excertos da acta nº 4, da Assembleia-Geral realizada em 5 de Março de 1933 UPFC