sexta-feira, 22 de agosto de 2008

ALMOÇO COMEMORATIVO DOS 77 ANOS DA U. P. F. COLMEAL

Caro Associado e Amigo, É já no próximo dia 21 de Setembro, pelas 13 horas, que a União Progressiva da Freguesia do Colmeal vai realizar o seu almoço anual comemorativo dos 77 anos ao serviço do regionalismo.
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Vamos confraternizar num aprazível restaurante – a Quinta da Feteira – situado próximo de Fazendas de Almeirim. Local simpático e acolhedor, com belos espaços verdes, onde poderá passar uma magnífica tarde de convívio. Será disponibilizado gratuitamente transporte, (ida e volta) a partir de: Colmeal (Largo D. Josefa) às 07 horas, Lisboa (Sete Rios – estacionamento frente ao Jardim Zoológico) às 08h30m O encontro dos participantes será em Alpiarça, cerca das 10h30m, na Casa – Museu dos Patudos. Quem o desejar poderá visitar este importante museu de arte fundado por José Relvas ou passear nos jardins que o rodeiam. Seguiremos depois para a Quinta da Feteira.
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Para sua prévia apreciação damos a conhecer, mais abaixo, a ementa do almoço e do lanche. Os preços são os seguintes: · Adultos – 29,00 euros; Crianças de 6 a 11 anos – 14,50 euros; até 6 anos – grátis Será mais uma oportunidade, a não perder, para conviver e rever os amigos. O regresso far-se-á cerca das 18h30m. Solicitamos o favor de efectuar a sua reserva de lugar o mais cedo possível (data limite de 15 de Setembro), para um dos seguintes contactos: Colmeal » José Álvaro Domingos / Anabela Domingos – 235 761 490 Lisboa » António Santos – 21 7153174 / 96 2372866 »»»»» Maria Lucília – até dia 7 – 96 0235396; depois – 21 8122331 / 91 4815132 Venha passar connosco um dia diferente. Vamos ter música ao vivo e bar aberto. Esperamos por si. Lisboa, 20 de Agosto de 2008 A Direcção
ALMOÇO COMEMORATIVO DOS 77 ANOS DA U.P.F.COLMEAL
21 de Setembro de 2008 Quinta da Feteira – Fazendas de Almeirim EMENTA
Entradas: Salgados, Enchidos, Entremeada, Febras e Fígado de Coentrada. Martinis, Favaios, Gin-Tónico, Águas, Sumos e Vinhos. Sopa:
Sopa da Pedra Creme de legumes Prato de Peixe: Bacalhau à Zé do Pipo Prato de Carne: Vitela no forno (nacos de vitela) Sobremesas: Espetada de frutas Gelado com chocolate, caramelo e nozes, molho de morango ou kiwi Café e Digestivos: Café, Whisky Novo, Aguardentes Novas, Licor de Whisky, Amêndoa amarga, Vinho do Porto Lanche Buffet: Caldo-verde Cachaço de porco no forno fatiado Perna de peru no forno Perninhas de frango panadas Arroz de pato Batatas pála-pála Bacalhau à casa
Salgados Salada de atum com feijão frade Salada de frango com maionese Salada russa Salada de massas com cogumelos e bacon Salada de orelha de coentrada Calamares Peixinhos d' horta Pataniscas de bacalhau Frutas fatiadas Doces caseiros Bebidas incluídas (sumos, águas, vinhos maduros brancos e tintos, imperial)
MÚSICA AO VIVO
Tarde dançante
BAR ABERTO
UPFC

Seladas

A recente sinalização colocada pela Câmara Municipal de Góis permite aos forasteiros que nos visitam aceder a um dos locais mais cuidados, limpos e bonitos do Colmeal. O Senhor da Amargura na sua centenária capela zela por todos os que aqui se sentem bem.
E eu vou fazer-vos inveja... porque nas próximas duas semanas irei poder usufruir deste belo espaço. Há que retemperar forças. Logo a seguir temos o almoço comemorativo dos 77 anos da União. Um abraço e até já!... Francisco Silva

Leitura

Na última Festa de Natal, a objectiva e o sentido de oportunidade de Lisete de Matos captaram este leitor interessado. E como refere na legenda "de pequenino...". O hábito de leitura deve fazer parte do nosso dia a dia e se possível desde pequeninos. Um papel muito importante que cabe aos pais e aos educadores e que a União tenta ajudar na medida do possível.
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Brevemente na Biblioteca da União estarão disponíveis, entre outros, vários livros de histórias que fizeram as delícias de muitas crianças por esse mundo fora. E que também farão às nossas da freguesia do Colmeal.
UPFC

Recordar "O Colmeal" 13

O número 13 de “O Colmeal” saiu no dia 15 de Fevereiro e na primeira página era feita referência ao inicio do segundo ano do boletim: “…com o número que hoje inicia o nosso jornal o segundo ano da sua existência. Faz agora um ano. Quantos cálculos e orçamentos, contas, hesitações e até desconfianças no futuro! Mas tudo isto se desfaz perante um momento de decisão: suceda o que suceder – pensámos há um ano – mas vamos experimentar ao menos por certos tempos… os colmealenses aceitaram-no com surpreendente carinho e agradável interesse: os assinantes multiplicaram-se e hoje já são impressos 800 exemplares! E mais ainda: normalmente os periódicos dão a sua faltinha de vez em quando – é lucro… pois nós não faltámos nenhum mês com a nossa folha! E sempre com uma ou mais gravuras… o saldo de facto é pequeno; mas resta-nos a consolação de “O Colmeal” ter feito algum bem, em vários aspectos… Ainda que mais não fizesse; ao menos levou a todas as partes do mundo o nome desta terra que por lá trás os seus filhos na esperança de um dia voltarem à casa onde nasceram. Lançamo-nos agora no segundo ano. Não nos podemos, é claro, meter em grandes despesas. Modestamente vamos singrando. Como o jornal é pequeno e “o que é pequeno tem graça”, toda a gente o quer. Louvado seja Deus!…O que é verdade é que “O Colmeal” venceu já um ano, continua com muita vida, há-de melhorar, aumentar até o seu tamanho ou o número de folhas, ou quem sabe um dia, com grande admiração para muita gente, se torna quinzenal? Tudo é possível, com a união de boas vontades e com a ajuda de Deus, que sem Ele, nada podemos fazer.”
Na mesma página podemos ler uma pequena nota referente ao violento assalto ao paquete “Santa Maria” dando “O Colmeal” graças a Deus por este já se encontrar na posse dos seus legítimos proprietários e pede protecção aos nossos governantes pedindo que rezemos pelos inimigos da nossa Pátria. Nota: Não vem escrito n”O Colmeal” mas penso ser bom contar aos amigos leitores que o navio “Santa Maria” era considerado um paquete de luxo. Era um navio a vapor, de casco em aço, construído em 1952. Foi destinado à carreira da América do Sul, para transporte de passageiros e de carga. Paquete de grande prestígio, e o único navio de passageiros português a manter uma ligação regular entre Portugal e os Estados Unidos da América, tornou-se palco da história recente de Portugal em 19 de Janeiro de 1961. Numa das suas viagens à América Central, entram num dos portos de escala, vinte membros da Direcção Revolucionária Ibérica de Libertação, opositores aos regimes ibéricos. Um dia depois, noutra paragem, o comandante deste grupo, o capitão Henrique Galvão, exilado na Venezuela desde 1959, também embarca. O sequestro, que envolve a morte de um tripulante e dois feridos graves, dura cinco dias. Ao 5.º dia, o navio é detectado por um avião norte-americano, comprometendo, assim, o objectivo do plano de sequestro em atingir a costa de África. No dia 2 de Fevereiro, depois de quase duas semanas de sequestro, o paquete “Santa Maria” chega ao Recife, procedendo ao desembarque dos passageiros e tripulantes. Os sequestradores entregam-se no dia seguinte às autoridades brasileiras obtendo asilo político. O assalto do “Santa Maria”, entrou para a Ciência Política, ao introduzir a prática de sequestrar navios e aviões com fins políticos. Recuperado intacto, o “Santa Maria” volta à posse da Companhia Colonial de Navegação, regressando ao Tejo a 16 de Fevereiro. Sete anos depois, é sujeito a uma profunda modernização, passando a fazer cruzeiros à Madeira, Canárias e Caraíbas. Em 1973, ainda na saída da barra de Lisboa, sofre graves avarias. Após o cancelamento dessa viagem, é vendido e desmantelado.
Voltemos ao Colmeal… Ainda na primeira página, faz-se referência a António Simões Lopes, ilustre colmealense nascido no Colmeal a 3 de Fevereiro de 1934. “…Inteligente e aplicado, cedo se evidenciou nos bancos da escola primária começando por ser premiado desde a primeira classe. Com dez anos entrou no Liceu Nacional Luís de Camões que frequentou até ao 5º ano. Seus pais matricularam-no posteriormente no Instituto Comercial de Lisboa onde cursou durante quatro anos. Devido às suas boas aplicações foi dispensado do exame de admissão para o Instituto de Ciências Económicas a Financeiras. Quando cumpriu serviço militar, foi como Aspirante a Oficial Miliciano tomar parte nas manobras de Setembro de 1956. No dia 28 desse mesmo mês, na última noite em que se preparava para o regresso das manobras, uma violenta explosão de combustível numa viatura lhe causou graves queimaduras. Tratado nos Hospitais de Abrantes e de Tomar, foi internado no Hospital Militar Principal, onde foi assistido pelo Sr. Dr. Damião Pires que o operou treze vezes e o deu por curado ao fim de um ano e meio. Regressando à Administração Militar de Lisboa, foi chefe da Tesouraria da Arma de Artilharia, tendo sido posteriormente transferido como Alferes para os Serviços de Contabilidade da Força Aérea. Agora, é com vivo regozijo que ao nosso bom amigo, enviamos as nossas felicitações pela sua promoção a Tenente…” .
Nesta edição de “o Colmeal”, são apresentadas contas referentes ao boletim. Existe um saldo de 37$20 e em cofre, 757$50 provenientes do pagamento de assinaturas do corrente ano. Ainda no que se refere a contas, os donativos para aquisição de uma sineta, perfazem a quantia de 1.336$60.
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O Santo deste mês é S. João de Brito que nasceu a 1 de Março de 1647 em Lisboa e era descendente da família dos Reis. Como a sua alma corria grandes perigos na corte, resolveu entrar na Companhia de Jesus renunciando às vãs promessas da vida nobre. Partiu para a Índia onde trabalhou com tal ardor que recebeu o cognome de “Xavier Português”. Abstinha-se de carne, vinho e outros alimentos; caminhava descalço e com os pés a sangrar debaixo de sol ardente; foi injuriado pelos bárbaros e selvagens; assaltado e ferido pelos piratas; preso, chicoteado, raptado e exilado. Como Apóstolo incansável tudo suportava alegremente. A 4 de Fevereiro de 1693, infiéis cortaram-lhe as mãos e os pés, degolando-o de seguida. Provada sobejamente a sua Santidade, foi beatificado por Pio IX e canonizado por Pio XXI.
“Marco do Correio” de Fevereiro de 1961, informa: Colmeal: Partiu para Lisboa onde vai fixar residência, a Sr.ª Maria Cecília de Almeida acompanhada de sua filha, Maria Augusta de Almeida. Cabreira: … 14 de Janeiro… casamento do Sr. Victor dos Santos e Maria Alice do Rosário Martins Cadafaz: Causou-nos satisfação a notícia da ligação do Cadafaz por estrada com o Tarrastal, fazendo os carros já o sue percurso até S. António, início da povoação.
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Na última página de “O Colmeal”, Clarisse B. Sanches conta-nos uma rábula sobre dois avarentos: “…Um ricaço, avarento, certo dia estando enfermo, já sem o menor alento, ao filho diz neste termo: - Sinto-me desfalecer, que dizes, será melhor antes que venha a morrer, chamar o Senhor Doutor? - Consultas? – volve este então que era mesquinho também; - custam hoje um dinheirão!... - Concordo. Mas se não saro, o enterro, pensa bem, não ficará ainda mais caro?
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Pois é! O que o dinheiro faz a alguns… .
Colmealenses, por agora é tudo, até breve. Henrique Miguel Mendes

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Recordação

No após férias e tendo ainda bem presente o envolvente das Festas do Colmeal, mais uma vez saliento a simpatia e carinho com que os Colmealenses recebem quem os visita. E porque foi num passado mês de Agosto (decorria a década de 80) que pela primeira vez visitamos o Colmeal, não posso deixar passar a altura de recordar o nosso anfitrião da ocasião, o “Tio” Alfredo Brás. Cordial e amigo, observador e bom conversador, lembro-me da forma como nos fez conhecer o Colmeal. «Terra pequena e esquecida, nalguns aspectos algo feia, era o espelho muitas vezes sofrido dos antepassados que não deixando “avenidas e arranha-céus” , legaram um património de luta, esforço e sacrifício que representa, além do espírito de sobrevivência, o orgulho de ser Colmealense». E com isto, mostrava: - as pequenas ou minúsculas fazendas que permitiam, com muito trabalho, abastecer as famílias de alguns e parcos produtos que a terra, muitas vezes avara, lhes proporcionava; - as margens muradas do rio Ceira; (quanto suor) - a Cortada e as razões de tal trabalho; (um monumento à perseverança) - o Ribeiro (penso que é assim que se chama), com o aproveitamento das águas da ribeira, os poços e o sistema de distribuição de água, que ainda hoje funciona; (um dos locais mais belos do Colmeal) E era com entusiasmo que chamava a nossa atenção para o que rodeava o Colmeal: magnificas paisagens, montanhas que parecem “parir” as aldeias (Carvalhal, Aldeia Velha e Soito) e sempre o Ceira. Nasceu assim o nosso “namoro” com o Colmeal e o "Tio" Alfredo foi o culpado... Sei que o Alfredo Brás passou pelos Órgãos Sociais da UPFC, sei que amava a sua terra (nela descansa em paz) e sei que gostava de partilhar com todos esta recordação. E neste mês de Agosto de vivências e de encontros, senti a saudade... Até sempre "Tio" Alfredo e, obrigado. Magalhães Pinto

terça-feira, 19 de agosto de 2008

INAUGURAÇÃO DO CENTRO PAROQUIAL DO COLMEAL

"Num ambiente festivo, decorreu no passado dia 19 de Agosto a inauguração simbólica do Centro Paroquial do Colmeal. Precedida de uma missa pelas intenções de todos os que colaboraram na obra da sua ampliação, a cerimónia consistiu num simples descerrar de lápides alusivas à obra, precedida de umas breves palavras do padre Manuel Pinto, orientador da obra. As lápides tinham as seguintes inscrições: «Centro Paroquial P.e Anselmo - Colmeal - 19-8-1982»; e «Esta obra foi iniciada em 1969, sob a orientação do P.e Anselmo Ramos Dias Gaspar, e ampliada em 1982, sob orientação do P.e Manuel Pinto Caetano». Embora ainda não totalmente concluída, pois faltam duas casas de banho, pintura do rés-do-chão, conclusão do roupeiro e vestiário, 4 portas, etc., está funcional. Pensamos porém que os colmealenses não deixarão esta obra incompleta, apesar da saída para breve do P.e Pinto." "Para garantir um funcionamento normal do Centro Paroquial foi constituída uma comissão de serviço: DO COLMEAL: - Alfredo Brás, José Henriques, José Álvaro Almeida Domingos, Luísa Maria Almeida Domingos e Manuel Gomes de Carvalho. Para os meses de Verão, nomeadamente o mês de Agosto, foi constituída a seguinte Comissão de Apoio: José Manuel Costa Ramos, Rui Fernandes, Artur da Fonte, Jorge Henriques Mendes e Fernando Costa. Esta última comissão vai procurar manter em funcionamento o serviço de bufete diário das 11 às 13 horas, das 14 às 16 horas e das 20-30 às 23 horas no mês acima referido." in Boletim Paroquial "O Colmeal", n.º 187 - Agosto de 1982 A União Progressiva da Freguesia do Colmeal dá os seus parabéns ao Centro pela passagem de mais um aniversário e deseja que ele continue a ser um espaço ao serviço da comunidade colmealense. UPFC

ACONTECEU…

A exposição “Olhares Cruzados”, de Josefina de Almeida

Foi inaugurada em 24 de Julho, na Casa Municipal da Cultura, em Arganil, e estará patente ao público até ao próximo dia 22 do corrente. Integrando pintura e bordado matiz sobre linho, a exposição é um deslumbramento de harmonia e sensibilidade, patentes nos olhares que amorosa e delicadamente se cruzam com os outros, com a alegria e com a tristeza, com a natureza e com o património acção do homem. A exposição tem sido muito visitada e apreciada. Uns dizem que a autora revela evolução traduzida na segurança e no estilo da pincelada, na selecção das cores e na apoteose das emoções que expressa e suscita; outros, designadamente os que usam o livro de comentários, deixam palavras de estímulo e agrado, destacando o esplendor conferido à natureza, a sensibilidade e o talento demonstrados. Ah!, e a Sofia Nunes, de oito anos, diz que o quadro de que mais gostou foi o da raposa no campo! Parabéns aos pais pelo desenvolvimento simultâneo do sentido estético e da capacidade de comunicação e intervenção! A pintora comercializou até ao momento sete obras, um feito digno de registo, nestes tempos de materialismo que a crise económica agrava. .

A Festa do Açor, em honra de Nossa Senhora da Saúde

Teve lugar de 1 a 3 de Agosto. De formato profano-religioso semelhante ao que impera um pouco por toda a parte, a Festa do Açor continua a surpreender. Desde logo pela presença maciça dos residentes e alguns amigos na missa celebrada pelo reitor de Arganil, cónego Manuel Martins, cuja disponibilidade para vir se agradece, bem como a do Padre Carlos Cardoso para se fazer substituir. Depois, e muito especialmente, pelo elevado número de participantes que a vertente lúdica atrai e diverte, jogando horas a fio ou dançando pela madrugada dentro. O que justificará tanta afluência, para além da reconhecida capacidade de mobilização da Comissão de Festas, e do acréscimo sazonal da população flutuante? É verdade que a Festa do Santo padroeiro se tornou praticamente única, depois que desapareceram, com o desaparecimento da actividade agrícola, as festas que dela ou da missa dominical constituíam prolongamento. Mas não surgiram, entretanto, muitas outras oportunidades de divertimento? Apesar da mudança e das rupturas com o passado, continuará a caber à Festa alguma função integradora e de preservação da identidade? Como virá essa função a ser exercida nas localidades onde a Festa se encontra em vias de extinção, por falta de quem a organize com a complexidade que adquiriu?
. A FACIG, Feira Agrícola, Comercial e Industrial de Góis
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Teve lugar de 6 a 10 de Agosto. À semelhança de anos anteriores, o “stand” da Freguesia do Colmeal foi preenchido por produtores locais, que aproveitaram para expor e comercializar os seus artigos. Era um “stand” muito interessante, por reflectir vida e dinâmicas actuais, que podem contribuir para a sustentabilidade económica no futuro. Queijo, mel, bijutaria, tapeçaria e peças de roupa, bordados, rendas e outros lavores, azevinhos, ervas aromáticas e livros são apenas alguns dos produtos que se encontravam disponíveis. E que paulatinamente se foram vendendo, embora menos do que seria desejável. Pena que tantos visitantes passassem pelos “stands” – por todos os “stands” - sem sequer para eles olhar, assim se empoeirando inutilmente, quando poderiam passear pela outra margem do rio! Desrespeito pelos outros? Na FACIG como num qualquer centro comercial urbano, o espaço público transformado em mero prolongamento do espaço doméstico e familiar onde nos refugiamos? A solidão e a impessoalidade procuradas na multidão?
. A apresentação do livro “Dez Reis de Gente”, de Adriano Pacheco
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Teve lugar no dia 9, em Cepos. Foi uma sessão muito concorrida, à qual presidiram o Eng.º Ricardo Pereira Alves, Presidente da Câmara Municipal de Arganil e Etelvina de Almeida, Presidente da Junta de Freguesia de Cepos. O “Dez Reis de Gente” poderá ser cada um ou uma dos que partiram para a cidade à procura de melhores condições de vida. É um livro que vale a pena ler, entre outras razões, por ilustrar, sob a forma de narrativa, o processo migratório dos que escolheram Lisboa como destino privilegiado, partindo inicialmente para regressar, mas que “à praia deserta não voltaram”, porque “outros cheiros outros aromas encontraram”. Como diz o apresentador, Eng.º João Coelho, no prefácio à obra, “Dez Reis de Gente é um livro de memórias, de afectos e de solidariedades … é um livro para ler e reler”. Adriano Pacheco terá começado a escrever quando já tinha mais de cinquenta anos. Publicou, entretanto, dez livros, tendo pronto o décimo primeiro. Está de parabéns por isso! Por ter sabido e querido apropriar o poder da escrita para falar de realidades e grupos sociais que tendem a permanecer silenciosos e silenciados. A apresentação do livro ocorreu no restaurante da Chã da Cabeça, onde se encontrava uma exposição de pintura e artesanato diverso que muito apreciámos. Açor (Colmeal), 18 de Agosto de 2008
. Lisete de Matos

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

A União não pára

Faz precisamente hoje uma semana que terminaram as Festas de Verão 2008. Uns dias para retemperarmos forças e aqui estamos para vos anunciar já a próxima realização - almoço de aniversário para comemorar os 77 anos da nossa União, no dia 21 de Setembro.
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Todos os anos iniciamos as nossas festas com o campeonato de sueca, seguindo-se o atletismo e a natação. O futebol anima a tarde de sábado e na segunda-feira terminamos com as provas de malha e tiro, já no Parque de Merendas das Seladas. A distribuição de troféus e diplomas de participação é sempre ansiosamente aguardada pelos atletas de todos os escalões e modalidades.

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A Quermesse, sempre repleta de prémios tentadores não deu tréguas nem descanso, obrigando a uma constante renovação do seu stock. Animação e alegria encheram o recinto nas três noites, havendo inclusive a participação de alguns artistas surpresa, surgidos do grupo de jovens que este ano "encheu" o Colmeal, com mais luz do que o habitual.

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As cerimónias religiosas foram bastante participadas e a procissão percorreu as principais ruas da aldeia. Da parte da tarde assistiu-se a um espectacular concerto pela Filarmónica da Associação Educativa e Recreativa de Góis.

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O Parque de Merendas das Seladas, cada vez mais bonito e cuidado, foi pequeno para acolher todos os que connosco quiseram confraternizar. Os jovens, presentes em grande número, contagiaram-nos com a sua alegria e dão-nos a certeza de podermos contar com eles em futuras realizações.

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Num momento muito especial e particularmente simpático, a União Progressiva da Freguesia do Colmeal recebeu de Josefina de Almeida, uma filha do Açor, um quadro de sua autoria representando a Cortada e destinado ao nosso EspaçoArte.

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Largo arrumado. Festões a secar... porque para o ano que vem vão ser precisos outra vez.

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E como dizíamos no princípio, estamos já a preparar o almoço de aniversário dos 77 anos da nossa União. Vai ser aqui neste local muito agradável. Almoço e lanche. Bar aberto e música para dançar. No próximo dia 21 de Setembro sabemos que vai estar connosco. Mais uma vez iremos oferecer o transporte. A circular será enviada dentro de dias com tudo o que desejará saber.

UPFC

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Piquenique

No próximo dia 11 de Agosto, segunda-feira, esperamos por si no Parque de Merendas das Seladas. Um local paradisíaco onde é habitual a União Progressiva fazer os seus convívios e em que os últimos ali realizados - Magusto em Novembro e Caminhada em Abril - reuniram largas centenas de participantes. Este piquenique, integrado nas Festas de Verão 2008, servirá uma vez mais para reunir os Colmealenses e todos aqueles que se quiserem associar. A ementa proposta será em moldes idênticos às dos anos anteriores. Tudo faremos para que se sinta bem na nossa companhia. Esperamos por si!
UPFC

Colmeal

Quem se recorda do Colmeal ainda com tantas casas de pedra à vista? Casas escurecidas pelos rigores dos invernos e pelo fumo das torgas que crepitavam no chão das cozinhas. Casas que tinham pessoas, que tinham alegria, que tinham a porta sempre aberta. Como hoje, passados estes anos, tudo é e tudo está tão diferente.
UPFC

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Festa no Colmeal




Duas fotografias religiosamente guardadas durante mais de quarenta anos por alguém que já não está entre nós, tal como alguns dos que nelas recordamos.
Era dia de festa no Colmeal num domingo de Agosto naqueles idos anos de sessenta do século passado. O fervor religioso continua inquestionável. Apesar de São Sebastião ser o Santo Padroeiro da freguesia do Colmeal, o Senhor da Amargura parece ter um lugar muito especial na devoção de cada um dos Colmealenses.


O ano passado o Colmeal voltou a ter a sua festa. As cerimónias religiosas decorreram como habitualmente, se bem que o percurso da procissão tenha sido alterado e reduzido. Apenas se evitaram ruas mais íngremes e por isso mais difíceis para aqueles a quem os anos pesam cada vez mais.

O Colmeal vai receber novamente todos os seus filhos neste mês de Agosto. As casas vão-se encher, a alegria vai voltar. Pena que seja por tão pouco tempo.
A União, à semelhança de anos anteriores, volta a assegurar a realização das Festas de Verão. Jogos tradicionais, corridas, natação, tiro ao alvo, música, baile, quermesse, piquenique. E tudo isto porque contamos consigo... para nos ajudar a fazer a festa!

UPFC