quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Com o tempo...


Pelo meio dos anos sessenta alguém tirou a fotografia a este jovem sorridente.
Sentado num banco onde os mais velhos costumavam descansar das fadigas do dia a dia, à porta de um dos estabelecimentos da aldeia.
Quando as bilhas do gás ainda eram "Gazcidla" e não havia publicidade com polacas airosas, esguias e bonitas de garrafa ao ombro...
No tempo em que o galo não permitia que as "suas" quatro galinhas posassem para a fotografia... os galos eram assim...
Mas, com o tempo... o jovem foi crescendo.
Mais de quarenta anos se passaram desde o dia em que aquela fotografia foi tirada.
Vejam como ele mudou.
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O José Álvaro de Almeida Domingos, com pouco mais de vinte e um anos de idade, integrou pela primeira vez as listas de corpos gerentes da União Progressiva da Freguesia do Colmeal.
Em 30 de Março de 1984 foi eleito para Tesoureiro da Delegação. Trabalhou com o saudoso Francisco Luiz, um marco e uma referência na vida da Colectividade.
Em 1990 assume a presidência da Delegação, que ainda mantém. No período de 2005/2006 esteve como Vice-Presidente da Direcção.
O trabalho que tem vindo a desenvolver ao longo dos anos impõe a sua continuação na União, para bem da terra, dos colmealenses e do regionalismo em geral.
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UPFC

Cadernos para as escolas do concelho


Foi em Novembro de 2006. Dia 3, numa tarde com alguns pingos de chuva.
A União Progressiva da Freguesia do Colmeal tomara a decisão de oferecer cadernos escolares à Câmara Municipal de Góis, para serem distribuídos pelas diferentes escolas do concelho.
Com alegria e algumas caixas cheias com centenas de cadernos, dirigentes da União lá foram subindo as escadas.

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A boa disposição era evidente em todos eles. "Bela" Domingos, Manuel dos Santos, Jaime Fernandes, Fernando Garcia, António Santos e Joaquim Pinto irradiavam felicidade por poderem, com um gesto tão simples, dar a possibilidade de alunos mais carenciados virem a ser beneficiados.
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Com muita simpatia e após algumas breves palavras de reconhecimento e gratidão por parte dos responsáveis da edilidade, Presidente e Vice-Presidente da Câmara e também do Presidente do Agrupamento das escolas do concelho, todos posaram para a fotografia.
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E porque seria que todos estariam a olhar para aquele lado?...

UPFC

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

A Biblioteca da União está mais rica

“A Grande Guerra, depois conhecida como Primeira Guerra Mundial, deflagrou na Europa nos primeiros dias de Agosto de 1914 e só terminou com a assinatura do Armistício, em 11 de Novembro de 1918. Iniciada com a invasão da Bélgica pelas tropas da Alemanha, na convicção de uma campanha curta, a guerra só viria a parar mais de 51 meses depois, com 65 milhões de homens mobilizados, oito milhões e meio de mortos, 20 milhões de feridos, milhares e milhares de prisioneiros e desaparecidos. Só parou com o esgotamento de recursos, a destruição das cidades, a desolação dos campos e um imenso sofrimento. Estendeu-se dos campos da Flandres a todo o mundo. Da Europa ao Médio Oriente; da África ao Extremo Oriente; da América a todos os espaços marítimos. Todos os povos sofreram, beligerantes ou não, para que um mundo, supostamente novo, fosse edificado em cima de uma imensa dimensão de dor. A Grande Guerra demonstrou como era frágil a ordem internacional, baseada do equilíbrio de poderes e na rede de alianças tecida por uma completa e intrincada matriz de relações entre as nações.” Para além de ficar a saber mais pormenores sobre esta terrível guerra onde morreram, ficaram feridos ou desapareceram cerca de trinta mil soldados portugueses e onde a participação do nosso país foi demasiado polémica, veja como foi o papel da mina, do torpedo e do submarino na guerra do mar. O Corpo Expedicionário Português e a batalha de La Lys, em 9 de Abril de 1918. O aparecimento da aviação, a utilização de gases nas frentes de combate e porque foi fuzilado em 16 de Setembro de 1917 um soldado português ou quem foi o “Soldado Milhões”, tudo isto e muito mais, poderá encontrar no volume 18 da colecção “Batalhas da História de Portugal”. Nesta colecção de vinte e dois volumes, encontrará desde as recentes guerras nas ex-colónias africanas até às que se desenvolveram nos primórdios da nossa nacionalidade, passando pelas da Independência, Campanha da Índia, Restauração e Peninsular, entre muitas outras em que estivemos envolvidos ao longo de quase nove séculos. Dentro de algum tempo a nossa/vossa Biblioteca da União ficará mais rica com esta colecção que um sócio entendeu oferecer e que muito irá melhorar o acervo à disposição dos Colmealenses. Agradecemos este gesto muito louvável e apesar do espaço bastante limitado onde se encontra a Biblioteca, continuamos disponíveis para receber mais livros que nos queiram fazer chegar. No Colmeal já se vai lendo. Uma batalha que se vai ganhando aos poucos e de que nos orgulhamos.
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UPFC
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sábado, 26 de janeiro de 2008

O Blogue da União

Ontem, dia 25 de Janeiro, houve um número inusitado de visitas no nosso Blogue da União - atingiu-se o visitante nº 4 895. Dois máximos foram ultrapassados - 108 visitantes e 189 páginas consultadas num só dia. Anteriormente os máximos que se haviam conseguido tinham sido no dia 11 de Dezembro com 86 visitantes e no passado dia 11, com 173 páginas visitadas. Ontem tivemos visitantes da França, Reino Unido, Alemanha, Suiça, Espanha, Canadá, Estados Unidos da América, Brasil e naturalmente, de Portugal. Como poderão ver mais abaixo e relativamente ao Blogue II (o das fotografias) a "internacionalização" não foi tão grande nem tão longe. Revendo um pouco do nosso passado recente em termos de blogue, temos notado que mensalmente o número de visitantes tem vindo a aumentar assim como o número de páginas vistas. De 900 visitantes em Outubro passamos para mais de 1400 em Dezembro. Dois dias antes, no Blogue II, ou seja no Álbum de fotografias da União, também se atingiram dois novos máximos. 70 visitantes e 82 páginas vistas, quando anteriormente os máximos eram, no dia 21 de Dezembro, de 46 visitantes e 74 páginas vistas. Desde a Europa, passando por África, Ásia e Oceânia, fomos também visitados nas Américas do Sul e do Norte. Por outras palavras, fizemos o pleno a nível continental. Na Europa, para além do nosso país, tivemos interessados no Blogue, da Espanha até à Ucrânia, da França à Suécia, do Reino Unido à Holanda, à Alemanha e à Suíça. Ficámos admirados com visitantes que nos procuraram desde a Turquia, Malásia, Japão, Singapura, Tailândia e Indonésia. E que dizer dos que dos distantes Estados Unidos da América e do Canadá ou da Argentina e Brasil nos visitaram? De Marrocos, da África do Sul e até da tão longínqua Austrália. Continuamos regularmente a inserir apontamentos relacionados com a vida da Colectividade, as suas actividades, e a partilhar consigo momentos que ficaram registados em fotografias. Alguns "baús de recordações" que se abriram depois de espanejado o pó que os cobria, têm-nos revelado "instantâneos" únicos, provocado a nossa admiração e a obrigar-nos a "puxar" pela memória. A sua colaboração é fundamental. Um pequeno texto, uma fotografia por mais antiga que seja ou até recente, um seu comentário, uma opinião que queira expressar ou apenas a sua visita ao blogue. E não deixe de visitar o Álbum de fotografias da União. Reveja as nossas realizações e certamente se verá numa ou outra fotografia ou quanto muito encontrará caras conhecidas. Com a sua colaboração tudo será muito mais fácil. Esperamos por si!
. UPFC

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Rio Ceira



Costuma-se dizer que "muita água há-de passar por baixo das pontes...".
Em Fevereiro de 2007 e após a tremenda cheia de finais de Outubro, a nossa "piscina" apresentava-se tal e qual um espelho.
As mimosas proporcionavam um matizado colorido ao seu redor.



Na Cortada, as águas apressavam-se para saltar o declive um pouco apertadas no seu caminho.



Os efeitos devastadores da cheia eram ainda bastante visíveis.





O rio lá ia correndo na sua transparência à procura do Mondego.
Para trás já ficava a Cortada enquanto as mimosas se quedavam vigilantes a ver o Ceira passar.

UPFC

... EM BUSCA DO “MANUSCRITO”


Era uma vez... o Baile das Bruxas na Serra da Aldeia-Velha !
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Lembram-se? E lembram-se também do “Tribunal à Meia-Noite”?
- Ah! Não leram....Pois é, meus amigos, se vos apetecer, entender o que, sobre este assunto, mais temos para contar, terão de voltar atrás... e ler as “Estórias do Colmeal”, intituladas: “BRUXAS” e “TRIBUNAL À MEIA- NOITE”.
... Agora, que já releram!... e se bem se recordam... o BAILE já não era Baile, mas sim um TRIBUNAL, e o seu Juíz supremo - a Rainha de um dos Povos Celtas que habitaram a nossa Beira, (e, neste caso, a Serra do Açor) não “fez a coisa por menos”, e decidiu mandar castigar o Braien (era este o seu nome). O “destemido caminhante da Serra” apanhou, portanto, uma grande tareia, ao espreitar o Tribunal (seguro de estar a observar o dito Baile).
Entrementes, encontrámos, no sótão, um excerto de um poema em língua Gaélica: “Cúirt an Mheán-Oíche”. Muito curiosas e com alguma imaginação, concluimos que estes versos tinham algo a ver com as lendas das nossas Serras - seriam como que um elo de ligação entre os nossos Contos e os Contos da tradição Celta!!
Um “link”, como se diz na moderna tecnologia!!!!!
Ora vejamos. Assim rezam os versos:

... A bheith deich faoi thrí gan chuibhreach céile
… A mhná na múirne! Is rún liom íoc air.
Cúnamh!... beirigí air! Tóg é!
A Úna! Gairim tú! Faigh dom corda!
Cá bhfuil tú, a Aine? Ná bi ar iarraidh!
... Báigí san bhfeoil gach corda ‘is snaidhm air
…Le tóin, le tiarpa Bhriain gan trua
Tóg na lámha agus ardaigh sciúirse
... Gearraigí domhain é, níor thuill sé fábhar
Agus bainigí an leadhb ó rinn go sála.

Que é “como quem diz”*:
Aos Trinta anos e sem Esposa!... Oh Mulheres! Forçá-lo a “pagar” eu decidi... Acudam! Abeira-te dele! Agarra-o!... Ò Una! Chamo-te! Agarra numa corda!... Qu’é de tu, ó Aine? Nã te arredes!... Dá-lhe com a corda, até em sangue ficar... Sem piedade, dá ao Bhriain uma grande surra... Atirai-o para a lenha, dai-lhe com o chicote... Deixai-o com golpes profundos, ele não merece piedade... E da cabeça aos pés, arrancai-lhe a pele!

Na verdade, o Braien levou mesmo uma valente sova!!!!

... “Ninguém queria casar. Todos amavam demais a sua liberdade de solteirões. Todos gostavam de bailar, cantar e divertir-se nas festas das Aldeias.
Mas… Casar, não! Compromissos? Não! Família, não!”
- Era este o sério problema debatido no Tribunal, pelas damas da Corte, naquela noite.
... “Não se realizavam casamentos, nem baptizados (estavam todas muito zangadas). Não estava assegurada a descendência de tão nobres antepassados. E aqueles jovens e outros, já menos jovens – o que faziam? Dançar, divertir-se e... Família? Nada. Não prestavam atenção à beleza de tão belas damas e moças dos Povoados, que continuavam solteiras, sem constituir Família”.
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E isto sabemos, porque lemos outras partes do Poema “Cúirt an Mheán-Oíche”. Como o conseguimos obter, é o que vos vamos contar, a seguir...
... Sentíamo-nos esmagadas pela curiosidade...Estávamos determinadas. Decididas. Tínhamos de ir em frente, queríamos encontrar o Poema completo.
– Iríamos lá – Sim, às Terras dos Celtas, porque não?...E metemo-nos a caminho:
Claro, tínhamos à nossa espera, as nossas amigas Fiona e Coll, que se ofereceram de imediato, a ajudar-nos a resolver tão difícil tarefa. Elas lá estavam em.... CULLODEN.
“Guid Forenoon”, cumprimentaram-nos, na sua língua de origem, ou seja “Bom Dia”.
De Culloden, partimos para Urquhart, sempre à beira de rios e lagos maravilhosos. Não tínhamos palavras para descrever o que de tão belo a Natureza por ali deixou. Seguimos para Glomach Donan, onde as nossas amigas pensavam estar a “chave do mistério”, ou melhor dizendo, a totalidade do Manuscrito, ou ainda... o POEMA completo.
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Nada conseguimos. Bem perguntámos a amigos e conhecidos...- ”talvez em Dunvegan, bem no fim da Ilha”, disse um deles. Mas não foi aí, ainda, que encontrámos o nosso objectivo. Então a Coll – que já tinha estado de visita à Serra do Açor, e, naturalmente ao Colmeal – lembrou-se de uma Serra, na Terra de origem da sua família: GLENDALOUGH – um Lugar com muitas semelhanças à Serra do Açor – e assim o descreveu:



- as suas misteriosas montanhas; os rios, lagos e riachos - as ovelhas a pastar nas suas margens;
- a profusão de árvores, com a sua folhagem luxuriante, ostentando os mais variados tons de verde;
- as cores até da terra: ora castanho-ocre, ora castanho esverdeado, como se coberta por um “manto aveludado” de musgo;
- o mato esplendoroso, com as suas flores multicolores – um apelo às belas abelhas.



Para encontrarmos este Lugar, teríamos de nos deslocar a outra Ilha - EIREANN.
Entusiasmadas e decididas como estávamos, não voltaríamos atrás, e lá fomos em direcção a Baile Átha Cliath. Aí chegadas, tínhamos mais um amigo à nossa espera – o Petrik – que nos conduziu por Sráid Anroi, Faiche Stiabhna e Sráid Ui Chonaill, onde apanhámos outro transporte para TEARMANN DÚLRA GHLEANN DÁ LOCH, que é como quem diz, a Reserva Natural de Glendalough.


Quando aqui chegámos, ficámos verdadeiramente paralizadas. Em êxtase, perante tal Beleza... (a Coll tinha razão): ali, a Natureza deixava-nos sem fala!
Sim, estavam ali as nossa raízes – não admira que os antigos Celtas tivessem escolhido (para ficar) a Serra do Açor – claro… era igual...
Caminhámos....caminhámos...pelos montes, vales, junto ao rio – tirámos fotos e mais fotos – tínhamos que mostrar tamanha Beleza, aos nossos amigos (que tinham ficado em Portugal).



Até o Sol... (estávamos no princípio da Primavera) nos presenteou com os seus raios mais quentes – raros ali, onde o frio se faz notar durante quase todo o ano.




Lá ao fundo, um Cemitério com as suas campas com cruzes Celtas... a Igreja em ruínas, várias casas e castelos em ruínas – ruínas que tinham muito para contar.
Cansadas já, resolvemos apressar-nos até à Aldeia mais próxima.

Chegámos a GLEN DÁ LOK - “De certeza, que ali alguém teria conhecimento sobre o tal Poema” - afirmavam as nossas amigas.
Já dentro da Aldeia, cansadas e com sede, entrámos no primeiro café. Queríamos um Sumo de Fruta. Mas não, não foi um sumo de fruta que nos ofereceram. Presentearam-nos com uma bela “Paint”, como dizem naquelas terras – uma PAINT bem fresquinha, com um “sabor dos Deuses”...com uma cor dourada indescritível, com uma espuma... ...
À nossa volta, um ambiente de alegria contagiante. Todos cantavam, dançavam, riam e falavam em voz alta. Subitamente fez-se silêncio absoluto. Numa mesa cheia de pessoas sorridentes, alguém se levantou e começou a falar umas palavras estranhas... mas não tão estranhas assim. Parecía-nos que já conhecíamos algumas...

Sim! Era isso! Pareciam fazer parte dos versos, que tínhamos tão bem guardados!!!
Ouvimos até ao fim. Um final cheio de gargalhadas e boa disposição.
Fiona e Coll levaram-nos até ao grupo, e aí integrámo-nos no convívio divertido, na alegria generalizada....
É verdade!! É verdade!! Aquele habitante de Glen Dá Lok tinha estado a declamar o dito POEMA!!!! “CÚIRT AN MHEÁN-OÍCHE”!!
E ali, nos disseram, então:

_O Poema é contado, ao longo de vários séculos,
transmitido de geração em geração,
e ainda hoje, muitos habitantes daquelas Serras o declamam, (divertidos) de cor e salteado.

Logo pedimos a uma das pessoas simpáticas que conhecemos, para nos ditar o poema e...
Assim... o conseguimos na íntegra! (75 pag.!).

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Posteriormente também nos informámos de que, Estudiosos, Professores de Literatura Gaélica muito escreveram sobre o referido Poema.
Supõe-se que a sua origem remonta ao séc XVIII.
Falaram-nos em nomes, ali, famosos, como:
T.Mac Lópuis, J. O’Daly’s, P. O’Brien, P. Ó Foghludha, D. Ó h-Uaithne, F. O’Connor, “Mediae Noctis Consilium”, “Cúirt an Mheadhóin Oidhche”, “Cúirt an Mhean-oíche”, Smurfit Leabharlann, Trinity Leabharlann e outros mais.

Confessamos que não estudámos a matéria.
Gostaríamos de lá voltar – às Serras de GLENDALOUGH - para dar início a uma Pesquisa - um Estudo a sério. Acreditámos apenas nos nossos amigos.
Mas... mesmo assim... mais tarde, tentaremos contar-vos, outras partes do Poema - agora que o temos na sua totalidade.

Cúirt an Mheán-Oíche conta, afinal, uma história bem divertida. Chega até, a ser cómica e também romântica - é considerada por muitos, uma Poesia de Amor da Idade Média. É muito popular naquelas Ilhas. Transmite, por outro lado, assuntos muito sérios: retrata os problemas sociais da Época, sentidos, especialmente, nos ambientes rurais.
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A “explicação” dos versos, por nós apresentada, baseou-se na leitura de uma tradução em Língua Inglesa e, na utilização de palavras, que nos lembramos, serem faladas pelos Antigos do Colmeal.
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Beijinhos e Abraços das amigas
Ana, Badana, Rabeca, Susana

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Moinho da Quinta



Em 2002, Manuela Costa lançou a ideia de restauro do Moinho da Quinta, no Colmeal, que havia sido destruído por enchente do rio no inverno anterior.
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Na imprensa regional de 30 de Outubro de 2003 - "O Varzeense" e "Jornal de Arganil", transmitia a sua satisfação de dever quase cumprido. "Colmealenses já falta pouco!" era a manchete.
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Sabemos que teve apoios de muitos Colmealenses, que também foi alvo de algumas críticas, mas o que é um facto é que pouco tempo depois o moinho lá estava recuperado e a funcionar.
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Um moinho comunitário que viu algumas gerações moerem os seus cereais e onde cada um tinha direito a umas tantas horas de utilização.





No final de Outubro de 2006 o rio encheu de repente e levou tudo à sua frente.
O moinho não resistiu. A Manuela Costa ficou triste. Todos ficámos tristes.
Acontece sempre que perdemos alguém ou alguma coisa que nos é querida.
O Moinho da Quinta faz parte dos Colmealenses, é um pouco de todos nós.
Acreditamos que tanto a Junta de Freguesia do Colmeal como a Câmara Municipal de Góis estarão sensibilizadas para a sua recuperação.
Uma recuperação que não será muito dispendiosa.



Acreditamos e esperamos que em breve tal venha a acontecer.

UPFC

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Colmeal




Três aspectos de uma aldeia de gente simples e humilde que sabe receber muito bem os forasteiros que a visitam.

Sede de freguesia desde 16 de Novembro de1560.
Quando em 1960 se comemoraram os 400 anos da fundação da freguesia, foram dadas outras tantas badaladas no novo sino da Igreja (adquirido por 4.158$80 após subscrição efectuada pelo jornal "O Colmeal").



"... todos os melhoramentos efectuados na nossa igreja, nomeadamente o douramento do altar, arranjo das sacristias, compra de alfaias, etc., foram integrados nestas comemorações", lia-se na edição de Dezembro de 1960 do extinto jornal "O Colmeal".


Será que vamos ter de aguardar pelos quinhentos anos para que algo se faça afim de evitar que a igreja do Colmeal caia por si?...
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UPFC
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segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Futebol no Colmeal

em pé
Padre Anselmo, Alfredo Paz, Carlos Costa e Silva, António Marques, Fernando Freire, Fernando Costa
em baixo
Pedro Freire, Vitor Domingos, Ivo Pinho, Artur da Fonte, José Alberto



Miguel Iria, Tiago Domingos, João Monteiro, Jorge da Fonte, Miguel Gaspar Nunes
Árbitro - José Vicente
Joao Vicente, Carlos Almeida, Nelson Henriques, Edgar Monteiro, Luís Almeida


Luis Almeida, Micael, Gonçalo Gil, Daniel Caetano, Tiago Domingos, Sérgio Martins, Miguel Iria, Jorge da Fonte
Árbitro - Francisco Silva
Sérgio Moreno, José Vicente, Alexandre Cajelot, Sérgio Moreno filho, Carlos Almeida, Nelson Henriques, Eugénio Nunes (Genito), Leonel Henriques, Nuno Martins.



Todos os anos, pelo menos uma vez em Agosto, os melhores "craques" do universo futebolístico mundial, reunem-se para se degladiarem num amistoso jogo em que sobressaem as estrelas de primeira grandeza.
A inauguração do saudoso Campo das Seladas, nos anos setenta, recorda-nos "jogadores" que prematuramente nos deixaram, casos de José Alberto Martins e Fernando Costa. Outros ainda estão no activo mas sem os contratos milionários que os celebrizaram nesses tempos.
De há alguns anos a esta parte, o jogo amigável integrado nas Festas de Verão, tem vindo a realizar-se no Parque dos Pioneiros.
Assim será no próximo mês de Agosto.

UPFC

domingo, 6 de janeiro de 2008

Ano Novo

Neste ano de 2008 a União Progressiva da Freguesia do Colmeal fará 77 anos. Um já longo percurso de uma vida nem sempre fácil. Aliás, se a vida tivesse sido fácil a União nunca teria sido constituída. As dificuldades, as carências sentidas e vividas, o isolamento, a tenacidade e o querer de uns quantos, os obstáculos que se foram vencendo, tudo isso faz parte de um passado e de um presente que para sempre ficarão ligados à existência da União. Temos vindo a trilhar e a percorrer caminhos um pouco diferentes daqueles que os nossos idos foram vencendo a muito custo. Os tempos serão outros e os interesses também. Entendamos "interesses" em termos do colectivo e não a nível do individual. Ao dirigirmos as nossas actividades para áreas da cultura, do social, do lazer e do entretenimento, estamos convencidos de que estamos a percorrer um caminho correcto. As realizações que temos vindo a efectuar de há tempos a esta parte e o envolvimento, disponibilidade e entusiasmo que temos sentido à nossa volta, parecem corroborar o nosso pensamento. Poderão dizer-nos que o que estamos a fazer poderia ou deveria ser feito por outras entidades com responsabilidades locais. Naturalmente que poderia. Mas nem todos podemos pensar e agir do mesmo modo. Hoje, ainda temos Comissões preocupadas em resolver os "velhos problemas" dos caminhos, dos postes de electricidade e da água. Temos Comissões que no concelho se confundem com a sua Junta de Freguesia (basta ler a imprensa regional). Se cada um assumir as suas responsabilidades tudo se tornará mais fácil, mais equilibrado e com melhores resultados. No próximo ano as Comissões de Melhoramentos voltarão a ser muito faladas. Acontece normalmente de quatro em quatro anos. Sinergias de esforços, melhor conhecimento das realidades, o papel que desempenharam durante décadas a bem das suas aldeias, maior proximidade junto das colónias residentes em grandes centros, etc. etc. Depois, passado esse breve período, tudo voltará ao mesmo. É cíclico. De quatro em quatro anos. E é pena que assim seja. No ano que agora começou, continuaremos a pugnar por uma maior aproximação entre os naturais e residentes na nossa freguesia. Continuaremos a desenvolver esforços no sentido de dar a conhecer a nossa aldeia, a freguesia do Colmeal e o concelho de Góis, com acções como as que temos vindo a efectuar e que poderão ser melhoradas/diversificadas. Mantemos a nossa atenção fixada em situações que visam o bem estar da população residente, especialmente a mais idosa. Continuamos e continuaremos disponíveis para ajudar a União a percorrer o seu caminho. E consigo, com a sua ajuda, com a sua presença e a sua colaboração, tudo será muito mais fácil e o nosso caminho não será tão difícil. Um Bom Ano para si!
UPFC