sexta-feira, 30 de novembro de 2007

ESTÓRIAS DO COLMEAL (III)

BRUXAS..... Entusiasmadas pelo último comentário de Lisete de Matos, outra “estória” surgiu na nossa memória: Passa-se na Serra do Açor, claro. Do Colmeal muito bem se avistam algumas das suas encostas... ladeiras...que aqui - no seu todo - eram chamadas, noutros tempos, de : “A Serra da Aldeia-Velha”, onde acontecimentos misteriosos tinham lugar..., principalmente de noite!!! Vislumbrava-se, por exemplo, a aldeia do ROSSAIO (actualmente “aldeia-fantasma”, só ruínas restam... se os últimos incêndios alguns vestígios deixaram), e... do COLMEAL ao ROSSAIO, uma grande escuridão se estendia: eram matos selvagens, eram árvores, muitas árvores, castanheiros, sobreiros, pinheiros.... recantos escondidos... curvas de estrada em terra batida... curvas sinuosas onde ninguém se atrevia a passar sózinho.... principalmente...de noite. Noites escuras - desta vez sem Lua Cheia!!!... Encontrava-se um grupo de homens, no Colmeal, no Largo da Fonte, em alegre conversa, voltados para a Serra que, de ali tão bem se avista - a dita “Serra da Aldeia-Velha”- e se vai estendendo a partir do Colmeal... atravessa o Rossaio... e sobe... sobe.... De repente, alguém reparou numa luz no meio do mato... um “luziku”... (como na época se dizia – esquecemo-nos de “colocar” a “estória” no tempo: princípios do século XX). Um dos homens (que também estará algures numa das estrelas reluzentes - quando o céu é de um azul límpido, iluminado por uma lua clara e brilhante -... e este episódio da sua vida já lhe terá sido perdoado!) olhou e disse, destemido: - São as Bruxas que se aproximam... vão para o Baile... Sei como “prendê-las”, e vamos ver quem são... vamos conhecê-las... vamos “apanhá-las em flagrante”. - Não faças tal coisa - disseram os seus amigos, entre o curioso e receoso. Mas ele, indiferente aos conselhos “avisados” dos seus amigos, começou a “falar” umas palavras que ninguém entendia. Palavras... e mais Palavras, e... as luzes... as luzes começaram a “descer” a Serra... bem alinhadas... umas atrás das outras.... - Pára, que elas se aproximam. Repetiam os amigos. Agora, o homem... de certo também receoso sobre eventuais imprevistos... parou a sua “ladainha”... olhou os amigos e disse: - Só tenho que dizer as Palavras ao contrário, para “soltá-las”. E lá começou a falar algo, que nenhum dos presentes entendia... Não é... que as luzes começaram a subir a Serra, de volta? Mas...desta vez, não iam alinhadas... parecia que algo de estranho se tinha passado... alguma coisa tinha acontecido... alguma coisa inesperada... desconhecida... cada luz para seu lado... como se “algum misterioso controlo” tivessem perdido... Mas... desapareceram, para descanso dos espectadores de tal cenário... E o “nosso amigo” entretanto adormecera... - “Será que bebeu demais, daquela aguardente de medronho, que tão bem a todos nos soube?” Perguntaram-se os amigos entre si... e mantiveram-se bem acordados... para “o que desse e viesse”... Acordaram o amigo, que era de outra aldeia da Freguesia. Insistiram para ele ficar e pernoitar na casa de um deles – à boa maneira hospitaleira colmealense, que tão bem conhecemos - mas ele inisistiu em regressar à sua casa… na outra aldeia... Assim fez. Passaram-se dias... e mais dias... Na verdade... durante largos dias... não voltou ao seu convívio habitual com os amigos do Colmeal. Estes estranharam... perguntavam por ele... ninguém sabia... Finalmente apareceu.... - “Que te aconteceu?” perguntaram-lhe os amigos. - “Nada... adormeci no caminho...” ... O seu rosto encontrava-se um pouco desfigurado... Olhos esbugalhados.... cabelos em pé, completamente desgrenhado... Roupa esfarrapada... camisa desfraldada... calças rasgadas... nódoas negras por todo o lado... até arranhões de unhas, marcadas nas costas... braços... pernas... e... até no pescoço se notavam... sim... pareciam mesmo... vestígios de profundas dentadas... Como diz o velho ditado: “NO CREO EN BRUJAS. PERO QUE LAS HAY... LAS HAY” Observação: “A “estória” que vos transmitimos não nos foi contada pelo “destemido caminhante da Serra”, mas sim por um dos tais “espectadores”, completamente fidedigno. Abraços para todos de ANA, BADANA, RABECA, SUSANA

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

COLMEAL em fotografia


Podíamos começar esta série com uma fotografia do rio, à ponte, ou com uma panorâmica do Colmeal tirada do Ventoso.
Escolhemos esta.
Por ser tirada de um ângulo diferente, com um enquadramento diferente.
Tem o colorido, não só da "moldura", mas também o colorido das casas que se empertigaram todas para ficarem bem na fotografia. E ficaram bem.
Utilize o nosso endereço upfcolmeal@netcabo.pt e envie-nos as suas fotografias.
Vai gostar de as ver aqui e ficar feliz por poder partilhá-las com outras pessoas, qualquer que seja o sítio onde se encontrarem.
Já pensou que com a sua participação estará a ajudar a divulgar e a mostrar o seu Colmeal a todo o mundo?
Ficamos à espera!

UPFC

Foto de Mariana Brás da Costa

ESTÓRIAS DO COLMEAL (II)

“A BOA NOITE”
Entusiasmadas pelo acolhimento da nossa “ESTÓRIA” e incitadas – dizemos mesmo: “sentindo-nos elogiadas” - pelo vosso comentário no tão bem elaborado “BLOG DO COLMEAL”, aqui vai mais uma pequena “estória”, enquanto a memória não nos falha... Passamos agora ao tempo das famosas “DEBULHAS”. Sim, acreditamos que também os mais jovens sabem muito bem ao que nos referimos: “DESFOLHADAS” e “DEBULHAS” são maravilhosamente descritas pelos mais famosos escritores portugueses e, certamente, foram lidas atentamente... talvez, algumas vezes esquecidas... mas sabem todos - de todas as idades e nível de instrução – o que são estas árduas mas alegres tarefas rurais. Pois bem, não vamos descrevê-las, vamos sim contar um dos muitos episódios que, no Colmeal, tinham lugar em torno das “debulhas”. Encontrava-se, então, uma família e seus amigos, ao serão (cá vem a noite), numa das salas da sua casa, a debulhar o milho. Todos conversavam sobre os diversos assuntos da actualidade colmealense, quando alguém deu pela falta de um objecto, indispensável à tarefa que desempenhavam no momento. Objecto simples, que seria encontrado, sem dúvida alguma, por uma das crianças que se encontravam na dita debulha. E, assim lhe disseram: - “Francisca, vai a casa da Tia Maria, buscar...” E, Francisca lá foi -alegre, fresca e airosa, inconsciente dos perigos da noite. Pois... a noite tem perigos em todo o lugar, em qualquer recôndita esquina, cruzamento... até na tão querida aldeia do Colmeal. E... Francisca demorou em voltar... Passaram minutos... e mais minutos. Quanto tempo? Nesse tempo... o tempo não importava tanto como hoje... nesse tempo, ouviam-se as badaladas do sino da Igreja, a alertar para o tempo. Poucos ou nenhuns teriam relógio no pulso. Francisca voltou – alegre, fresca e airosa como tinha ido – da sua “travessia” de uma rua apenas. - “Porque demoraste tanto, Francisca?”, lhe perguntaram alguns dos presentes, demais preocupados. - “Ah, encontrei uma senhora tão linda... vestida de branco... um branco tão lindo... uma cara tão branquinha e tão linda... parou na rua... e disse-me “BOA NOITE”. Eu fiquei tão admirada... não a conhecia, mas era tão linda... parei e respondi “BOA NOITE”, e vim-me embora”. Todos se entreolharam, ouviram as badaladas do sino da Igreja – era meia-noite e meia.... Em silêncio, arrumaram a sala, regressaram às suas casas e, pelo caminho, comentaram: “Que inconscientes fomos – a Francisca encontrou a “BOA NOITE”, sorte a dela e a nossa - mas... e se tivesse sido a “MÁ NOITE”? Pois... a “MÁ NOITE”, de preto vestida, e sem boas intenções, circulava também... não se sabia quando... pelas ruas, esquinas e cruzamentos do Colmeal... Acabou-se a “estória” e... com final feliz. Tal como na 1ª “estória” vos dizemos que esta também nos foi contada, em primeira pessoa, pela referida Francisca (nome fictício claro, assim como o da Tia Maria). Abraços para todos ANA, BADANA, RABECA, SUSANA

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Obras-primas

O artesanato é, segundo alguns, uma das mais ricas expressões de um povo e uma actividade de reconhecido valor cultural e social.

O artesanato também é, para muitos, uma actividade económica. O Programa para a Promoção dos Ofícios e das Micro Empresas Artesanais tem como objectivo a valorização, expansão e renovação das artes, ofícios e micro empresas artesanais, identificando os artesãos e as actividades artesanais, conferindo-lhes maior visibilidade e valorização pessoal.
Poderemos considerar Abel Ascensão Marques como um destes artesãos.



A variedade e qualidade das suas obras em xisto são notáveis, como se pode confirmar nesta Torre do Relógio.







Foi-nos dado o privilégio (porque estão em casa dos próprios) de poder apreciar estas belas obras feitas com tanta sensibilidade, perícia e cuidado, onde a fidelidade aos processos tradicionais é notória.






Arlindo Oliveira Martins Braz e Mário Mendes Domingos são os seus autores.
Sabemos que gostariam de poder partilhar o seu trabalho dando-o a conhecer. Não o farão por vaidade pessoal, como calcularão, porque são pessoas extremamente simples e modestas.
Estamos disponíveis para os apoiar numa exposição, temporária ou permanente, porque as suas obras merecem ser apreciadas.
Outro Colmealense que já se disponibilizou para ceder algumas obras suas, feitas com pedras do rio foi Fernando Alves Caetano. Outros haverão, que serão talentos escondidos, mas que nós gostaríamos de poder revelar.

Para que tal seja realidade necessitamos de um espaço e ele existe.
Todos sabemos que ele existe, para que, entre outras coisas, possamos mostrar estas autênticas obras-primas aos Colmealenses e a quem nos visitar.
E é tão fácil e tão simples. Basta que as pessoas que decidem... o queiram.
Acreditamos que sim. Ainda acreditamos nas pessoas.

Um pouco de cultura na freguesia do Colmeal faz falta!
UPFC

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

ESTÓRIAS DO COLMEAL

NATAL NO COLMEAL
Temos lido os comentários - aos diversos eventos levados a cabo pela UPFC- publicados no BLOG, que tanto prazer nos têm dado pela sua sinceridade... emotividade... criatividade. Agora, que se aproxima o Natal e as festas a esta época associadas - tradicionalmente dedicadas à família e principalmente às crianças – surgirão certamente narrativas plenas de encanto e beleza. Nós, pessoas do Colmeal (mas já de certa idade), lembrámo-nos também de escrever no BLOG:
“ESTÓRIAS DO COLMEAL”
Estas “estórias” poderão ser contadas nesta época... ou...noutras épocas. Quando as familias, amigos se reunirem à volta da lareira, por exemplo (ou, como se dizia noutros tempos “à volta da fogueira”). Quando lá fora, o frio “apertar”, “cortar” as faces, a geada cobrir os riachos, mas o céu...meu Deus...o céu continuar azul, numa cor de azul indefinível, tão lindo...e as estrelas? As estrelas, sempre a brilharem, cor de prata, tão brilhantes... mais brilhantes do que aquelas que temos nos nossos modernos “pinheiros de Natal”... Sim, é de noite. É na noite que se desenrola a “estória” que vos vamos contar, mas não é um Conto de Natal. Passou-se no Colmeal, claro. Mas era Verão, no princípio do século passado, quando as “moças”, com as suas mães, tias e avós, se sentavam na soleira da porta, ao serão, a conversar. A conversar sobre...casamentos, baptizados, namoros, namoricos, etc,etc. Numa noite, estavam elas muito entretidas, quando começam a ouvir sons próprios de patas no asfalto... não no asfalto, na calçada – nessa época as ruas tinham umas pedritas, ou eram só em terra batida – seriam cavalos? Ovelhas? Cães? Sim, eram cães...eram cães, que por elas passaram, em grande correria. No entanto, um deles parou... junto de uma das moças. Puxou-lhe o xaile que lhe cobria os joelhos – ela resistiu, segurou bem o seu xaile e... ele rasgou apenas umas franjas do mesmo. E...continuou a sua corrida desenfreada...estrada fora. Estava uma noite linda de lua cheia, todas se tinham esquecido do tempo – “estava-se tão bem ali”. Quando repararam, eram 2 horas da manhã - já era sexta-feira, e não quinta-feira. Recolheram-se às suas casas e esqueceram o episódio do cão e… do xaile. No dia seguinte, a dita rapariga encontrou o seu namorado no “Largo da Fonte”, conversando alegremente com amigos, bem disposto e rindo..., rindo com fortes gargalhadas, tão fortes que a fizeram aproximar-se e ver a sua boca aberta a rir – a sua boca aberta e os seus dentes lindos.....Os seus dentes lindos... Nos seus dentes lindos...nos seus dentes lindos... estavam pendurados pequenos fios das franjas do seu xaile... o seu xaile da noite anterior. Acabou-se o namoro. Acabaram-se os serões à porta, às quintas-feiras de lua cheia. __________________________________________________________ Acabou-se a “estória”. Estarão neste momento os nossos amigos colmealenses a comentar: “têm visto muitos filmes!!!!”, “Essa é velha”. È velha sim, remonta ao princípio do século passado, mas foi-nos transmitida por uma das intervenientes no serão....Completamente fidedigna para nós. Já não se encontra entre nós. Estará numa dessas estrelas no céu, a zelar pelo nosso bem-estar, pela nossa felicidade. Acreditamos. Mais “estórias” teremos para contar nos serões ou outras tertúlias colmealenses. Abraços para todos, das amigas ANA, BADANA, RABECA, SUSANA

terça-feira, 20 de novembro de 2007

Saramago no Colmeal

José Saramago a receber o seu Prémio Nobel das mãos de Sua Majestade o Rei Carl XVI Gustaf da Suécia em Estocolmo no Concert Hall, em 10 de Dezembro de 1998


Saramago, que agora comemora os seus 85 anos de vida, volta ao Colmeal.
Já anteriormente e pelos laços do casamento com Ilda Reis em 1944, Saramago ali estivera.
Na União Progressiva da Freguesia do Colmeal, foi seu Primeiro Secretário da Direcção.
Eleito em 18 de Janeiro de 1948, numa Assembleia Geral presidida por Manuel João Miranda e secretariada por António Domingos Neves e Manuel da Fonte.
Reeleito para o mesmo cargo em 1949 e 1950.
Após uma pequena pausa, regressa em 1954 mantendo-se até final do mandato seguinte.
Em 1998 foi galardoado com o Prémio Nobel da Literatura, o que naturalmente nos encheu de orgulho.
Agora, passados todos estes anos, regressou ao Colmeal, à Biblioteca da União com alguns dos seus livros, dos quais destacamos, Memorial do Convento, A Jangada de Pedra e O Ano da Morte de Ricardo Reis.
Também Eça, Camilo, Aquilino, Namora e Jorge Amado estão no Colmeal.
Assim como outros autores de língua portuguesa e estrangeira.
E todos aguardam pela sua leitura.

UPFC
Foto: Anders Wiklund

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Biblioteca da União


No almoço comemorativo dos 74 anos da União, em Setembro de 2004, informámos da ideia de criação de uma biblioteca no Colmeal.
Adesão imediata de alguns sócios com donativos, livros e palavras de regozijo pela iniciativa. Outras pessoas houve que colocaram reticências. Nós próprios, temos que reconhecer, não pensávamos atingir um patamar tão elevado.
De três blocos de estantes comprados inicialmente, tivemos que passar para o dobro face ao número de livros que nos iam chegando e graças ao donativo anónimo de um sócio.





Dias antes da inauguração a azáfama era evidente. Montagem de mais estantes, retoques na pintura, quadros a colocar nas paredes brancas e nuas, a recordarem grandes nomes do Regionalismo Colmealense.




Com seis estantes na parede do fundo a Biblioteca da União já apresentava um outro ar.
Mesas e cadeiras ajudavam a compor o espaço.
Em 10 de Dezembro de 2006, aquando da sua inauguração e ao informarmos de que muitos livros tinham permanecido em caixas, por falta de estantes, logo ali tivemos a prova, mais uma vez, da resposta imediata dos nossos sócios com donativos para a compra de mais.



E pouco tempo depois, o entusiasmo e a alegria voltaram ao Centro para a montagem de mais quatro estantes e a distribuição de mais livros.
Pena que o espaço, graciosamente cedido pela Fábrica da Igreja Paroquial, seja exíguo.





É que temos outros tantos livros, já preparados para se levarem para o Colmeal.
Mas outros mais estão em fase de preparação e de selecção para que os Colmealenses os possam ler, calmamente em suas casas, no aconchego do calor de um fogão ou de uma lareira próxima.
E quando dizemos que não pensávamos atingir um patamar tão elevado... a prova está aí.
E no Colmeal, as pessoas voltaram a ler.
O que muito nos apraz registar.
E se tiver livros para a Biblioteca da União, contacte-nos.
A falta de espaço de agora, acreditamos que venha a ter solução num futuro próximo.
A todos os que contribuíram para tornar este sonho uma realidade, os nossos sinceros agradecimentos.

UPFC

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Natal no Colmeal


Natal 1997


Natal 1998


Natal 1999


Natal 2001


Natal 2002


Natal 2003


Natal 2003


Natal 2004


Natal 2006



Natal 2006



Desde meados do século passado que a União Progressiva da Freguesia do Colmeal vem mantendo a tradição de realizar uma pequena "festinha" para os mais pequenos, com distribuição de brinquedos e algumas guloseimas.
Tempos houve em que procedia também à entrega de material escolar pelos alunos que frequentavam as escolas da freguesia em Colmeal, Carvalhal e Malhada, hoje encerradas.
As crianças são cada vez menos. Tal como os adultos.
No ano de 1994, por exemplo e a título de recordação, foram 39 as crianças que receberam brinquedos oferecidos pela União.
No ano passado, apenas seis.
Vamos manter a tradição.
Mais uma vez estaremos no Colmeal, no próximo dia 16 de Dezembro, após a celebração da missa dominical, para dar um pouco de carinho aos mais pequenos e também aos mais idosos.
Brinquedos, lanche, convívio, simpatia, ternura e calor humano vão estar presentes.
As senhoras do Colmeal vão querer, mais uma vez, apresentar os seus doces deliciosos.
Sabemos que o Centro Paroquial Padre Anselmo vai ser pequeno para receber todos os que vão querer associar-se a mais esta realização da União Progressiva.
Venha também!
A sua presença é muito importante. Venha dar-lhes um pouco de ternura.


UPFC


terça-feira, 6 de novembro de 2007

Com a UNIÃO Progressiva ... 75 à descoberta do COLMEAL



No dia 3 de Novembro a União Progressiva organizou uma excursão que encheu dois confortáveis autocarros de turismo, para divulgar e dar a conhecer um pouco do concelho de Góis e que levou pela primeira vez ao Colmeal 75 pessoas curiosas de “descobrir” uma aldeia de que tanto e tão bem lhes tinham falado.




De Sete Rios a caminho de Góis, a União lá foi indo enquanto se explicava aos participantes as origens da Colectividade, do movimento regionalista nos concelhos pobres do interior, as carências que existiam e se enfrentavam, a odisseia de uma ida à terra naqueles tempos, o amor às aldeias de origem, os melhoramentos introduzidos e as actividades que se vão desenvolvendo nos dias de hoje nas áreas de âmbito cultural, social e recreativo.

A organização desta excursão não constava no nosso plano de actividades para o presente ano. O Magusto seria como nos anos anteriores.
Mas durante o almoço de aniversário da União, face a várias solicitações nesse sentido e o interesse manifestado por algumas pessoas em conhecer a região e a aldeia de que tanto lhes havíamos falado, tomámos a decisão e em boa hora o fizemos, porque além de enchermos dois autocarros conseguimos reunir num almoço, no Parque de Merendas das Seladas, mais de 250 sócios e amigos, entre os quais se incluíam os 75 que pela primeira vez iam à descoberta do concelho de Góis e do Colmeal.




Na passagem por Góis, a Dr.ª Joana Seco, do Turismo, mostrou o que de mais belo a vila tem e foi explicando com simpatia aqueles pormenores que os forasteiros gostam de aprender quando passam por um lugar para eles desconhecido. Pena foi que a Igreja Matriz se encontrasse fechada não permitindo que se apreciassem a Capela-Mor e o Túmulo de D. Luís da Silveira.



Uma paragem obrigatória mas breve nas casas de xisto da Cabreira junto ao rio, uma visita ao lagar e mais umas fotografias para recordar este recanto que já serviu de cenário a um filme português.




Atravessando lentamente a aldeia do Colmeal, dirigimo-nos para o “ex-libris” da freguesia, a ponte e a piscina natural do rio Ceira.
A admiração por esta beleza natural e a vontade de experimentar as águas límpidas e tranquilas eram por demais evidentes.



E mais uma fotografia para confirmar a passagem por este paraíso e depois mostrar aos amigos o que de belo eles ainda não conheciam.



Quem nas Seladas esperava os forasteiros recebeu-os com uma estrondosa salva de palmas.
O acolhimento dos beirões é assim. Se as pessoas já vinham encantadas com o caminho percorrido, com as aldeias polvilhando as encostas e os vales, com as cores que embelezavam o serpenteado da estrada, ao serem recebidas assim… ficaram completamente rendidas.





Mas mais rendidas ficaram com o soberbo almoço que os esperava.
E não era para menos. Se não vejamos: sopa serrana, enchidos vários, arroz, feijão, grelhada mista, torresmada (prato regional), porco no espeto, sobremesas caseiras, águas, cerveja, sumos, vinhos branco e tinto.




A confecção da parte alimentar foi da responsabilidade de um associado, o serviço de mesa garantido por voluntários que primaram pela eficiência e a logística para a instalação do “restaurante ao ar livre” foi de uma equipa que não regateou esforços e foi inexcedível a ultrapassar uma ou outra situação para que tudo estivesse o melhor possível para receber todos os nossos convidados.




As sobremesas, que enchiam três mesas, resultaram mais uma vez do empenho, do entusiasmo e do carinho que as senhoras do Colmeal quiseram dar a esta realização da União.



Antes do esperado magusto, o Presidente da Direcção num breve improviso agradeceu a presença da senhora Vice-Presidente da Câmara Municipal de Góis, do senhor Presidente e restantes elementos da Junta de Freguesia do Colmeal, dos dirigentes de colectividades congéneres, da população da freguesia do Colmeal que ali compareceu e naturalmente, agradeceu muito sensibilizado a todos os que se atreveram a aceitar o desafio de irem à descoberta do Colmeal.
Visivelmente satisfeito com as mais de duzentas e cinquenta pessoas que quiseram participar neste evento, enalteceu o trabalho desenvolvido pelas muitas outras que anonimamente deram o seu melhor, e que fizeram com que esta realização fique na memória de todos.



A cada um foi entregue um Certificado atestando que “esteve presente, pela primeira vez, em Colmeal-Góis, onde se respira o ar puro e se sente o suave aroma dos pinheiros que circundam a nossa aldeia, e onde o espírito combativo dos antepassados palpita ainda em cada um de nós.”
Um certificado criado e produzido por sócios da União em que a menção ao trabalho desenvolvido pelos nossos pais e avós é evidente e cujo espírito, felizmente, ainda vai passando para as gerações mais jovens.




A Casa do Concelho de Góis, ADIBER, Câmara Municipal de Góis e Junta da Freguesia do Colmeal responderam afirmativamente à nossa solicitação e também quiseram assinalar esta “primeira vez”, com a oferta de uma magnífica peça em barro, livros de autores do concelho, postais ilustrados, brochuras turísticas, galhardetes e mel produzido nas encostas do Ceira.



Os forasteiros que não conheciam esta maneira tradicional de fazer o magusto integraram-se com facilidade e participaram. Apreciaram imenso e “em directo” o modo como se tendem e fazem as filhós na região.







Comeram-se castanhas, bebeu-se água-pé e jeropiga.
Cantou-se e dançou-se. Clarinete, concertinas e uma desgarrada foram o mote para um animado baile que a todos entusiasmou.

Um OBRIGADO GRANDE a todos quantos connosco colaboraram e que tornaram possível o êxito neste primeiro sábado de Novembro.
Temos a certeza, que pelas felicitações que nos foram sendo transmitidas, todos saíram satisfeitos.
Quem foi pela primeira vez veio encantado e prometeu voltar.
Os Colmealenses sabem receber muito bem as suas visitas.



O tempo colaborou de uma maneira admirável nesta realização da União e o Senhor da Amargura esteve connosco mais uma vez.
Como dizia o poeta “nem uma agulha bulia / na quieta melancolia / dos pinheiros do caminho.”

P’la Direcção da UPFC
A. Domingos Santos